Bibliotecas nocturas
O meu irmão deu aulas por duas vezes na Brown University, nos Estados Unidos, e dizia que, ao contrário do que acontecia em Portugal, os estudantes não saíam à noite, sobretudo durante a semana, porque não podiam de modo algum correr o risco de chumbar nos exames, já que a educação superior era caríssima e os que estudavam com bolsa não a podiam de modo nenhum perder por faltas ou más notas. Lembro-me de uma das minhas sobrinhas, que estudou Direito, ir estudar à noite para a biblioteca da sua universidade, que se mantinha aberta noite fora, e não sei se isso acontece noutras universidades do País. Mas li com surpresa o anúncio de que a Biblioteca do Palácio Galveias, sita no campo Pequeno em Lisboa, vai passar a ter três salas abertas até às 00h00, horário pensado especialmente para os estudantes que precisam de prolongar o seu dia de estudo depois de jantar ou para aqueles que tendo trabalhado até ao fim da tarde têm finalmente tempo para as suas pesquisas e leituras. Saúdo esta iniciativa e divulgo-a para quem precisar de um poiso. E, se o frio apertar e os sem-abrigo quiserem começar a ler para se acoitarem, pode ser que se tornem leitores, nunca se sabe.