Os esquecidos

Hoje existem festivais de tudo e mais alguma coisa, as Câmaras não param e multiplicam eventos, e às vezes até as freguesias têm uma programação cultural regular. A de Santo António dos Olivais, em Coimbra, manda-me frequentemente convites para assistir a eventos, e o mesmo acontece com a freguesia de Arroios em Lisboa, que tem várias actividades em marcha. É nesta freguesia, de resto, que o Clube Atlético de Arroios promove em Outubro o Mês da Música; e, como poesia é também música, na próxima sexta-feira, às 21h30, o público contará com o saxofonista José Lencastre para tocar e acompanhar o jornalista e promotor cultural João Morales, que vai dizer «poesia esquecida». Uma excelente ideia para, digamos, falar de autores que podem injustamente cair no esquecimento como poetas, mesmo que em alguns casos a sua obra em prosa esteja disponível e circule. Falo, por exemplo, de José Saramago, Fernando Namora ou Clara Pinto Correia, mas também de Luísa Costa Gomes, Joaquim Castro Caldas, Júlio Henriques, Fernando Grade (lembro-me de ele vender os próprios livros na minha faculdade!) e Zetho Cunha Gonçalves. Vamos lá ouvir?


 


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