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A mostrar mensagens de setembro, 2026

Em Aveiro

 Este ano a Feira do Livro de Aveiro comemora o seu 50.º aniversário. Começou na sexta-feira passada, mas quem estiver por perto ainda tem tempo para a visitar até 13 de Setembro. Sendo um dos acontecimentos mais marcantes do município, contará com uma programação literária de respeito, na qual não falham autores jovens e de nomeada, como Ana Cláudia Santos, Luísa Sobral, Rodrigo Guedes de Carvalho, Francisco Guimarães, João de Melo, João Pinto Coelho e o casal Inês Meneses/Tozé Brito, que assinou um livro a quatro mãos há uns meses e fará no recinto uma conversa-concerto. A programação inclui encontros para todas as idades, e a poesia estará muito bem representada, com a presença de Pedro Lamares num recital único, e bem assim Raquel Marinho, a detentora da página o poema ensina a cair, e o Poeta da Cidade. Com sessões de autógrafos e workshops vários, haverá uma Hora do Conto para os mais novos, conversas com autores, apresentações de livros e um espaço dedicado a quem vive a promover os livros e a literatura nas redes sociais.

A programação completa na ligação abaixo:

https://www.cm-aveiro.pt/cmaveiro/uploads/writer_file/document/6089/feira_do_livro__26_agenda.pdf

 

 

 

O que ando a ler

Bom dia a todos. Espero que as férias tenham sido repousantes e que todos tenham feito boas leituras. Eu vou dar-vos conta das minhas ao longo das próximas semanas, mas hoje falarei tão-só do romance que fui comprar a correr na véspera de partir e de que estava já à espera há alguns dias, mas só comecei recentemente. Já tinha lido outros três da autora (há mais, mas não cheguei ainda a todos), mas o sucesso de Maggie O'Farrell firmou-se sobretudo com Hamnet por causa do filme homónimo, nomeado para vários Óscares e vencedor do de melhor actriz. Gostei muito desse livro e também de Retrato de Casamento e, por isso, estava naturalmente expectante com Terra, em que a escritora descreve a vida de uma família irlandesa antes e depois da Grande Fome, em vésperas de a Irlanda reclamar e conseguir a independência. Tomás, o pai, trabalha para o exército inglês cartografando o solo da Irlanda e leva Liam, o filho mais velho, em algumas expedições, embora este a dada altura se retire da sua companhia, indo estudar com o padre da terra e integrando posteriormente a Companhia de Jesus. A irmã mais velha, que gostaria de ter acompanhado o pai no lugar de Liam, acaba por emigrar para o Québec, ficando a mãe com os dois filhos mais novos, um deles mudo e verdadeiramente especial. Vivem no meio da natureza, que é talvez uma das principais personagens deste livro a que os britânicos chamaram «romance histórico», mas tem também os seus momentos de parapsicologia e espiritualidade. É bastante longo e menos seguro do que os anteriores, na minha opinião, talvez já um pouco condicionado pela hipótese de Hollywood e a piscar o olho ao grande ecrã. Veremos. Bem-vindos ao blogue, faltou dizer.