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A mostrar mensagens de novembro, 2018

Crónica e ausência

Hoje é dia de crónica e aqui vos deixo o link, como de costume:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/18-nov-2018/interior/dispensar-o-real-10182045.html


Esta tarde parto para Guadalajara – a Feira do Livro mais importante da América Latina é dedicada este ano a Portugal. Fui convidada para, entre outras coisas, participar numa conferência sobre poesia e fado com Rui Vieira Nery, dizer poemas no Salão de Poesia, ir a uma escola, dizer umas palavrinhas na apresentação de uma revista mexicana sobre literatura portuguesa e lançar uma antologia recém-publicada na Colômbia. Assim, só voltará a haver blogue no dia 3 de Dezembro – e nesse dia colocarei o link da crónica anterior, que deixarei entregue no jornal. Fiquem bem.

Eça como nunca o viu

Eça nunca deixa de ser actual – não só porque continuará a ser lido pelas novas gerações, apesar das ameaças de tirarem Os Maias do programa de ensino, mas também porque fala muitas vezes como se vivesse neste nosso século, certeiro como poucos. Porém, há coisas do grande escritor que muitos de nós nunca vimos, até porque existe um homem de carne e osso por detrás da assinatura na capa de um livro (e, se nunca fomos a Tormes, teremos visto ainda menos). Pois bem: a Fundação Calouste Gulbenkian inaugura já no próximo dia 29 uma exposição chamada Eça e Os Maias. Tudo o que tenho no saco que, segundo anunciam, não é sobre literatura, mas se traduz numa belíssima viagem ao tempo do escritor através de fotografias, caricaturas, desenhos, objectos pessoais (alguns deles trazidos de Tormes, segundo me constou), edições estrangeiras daquele que é um dos maiores romances da literatura portuguesa (Os Maias), ilustrações de outras obras do mestre e até a pintura de Paula Rego sobre O Crime do Padre Amaro. Enfim, teremos Eça como nunca o vimos e, ao que dizem, numa mostra cheia de ironia que lhe vai ficar bem. Além disso, o evento será apimentado com uns jantares queirosianos pela mão do chef Miguel Castro Silva e umas conversas sobre vários assuntos. O programa poderá ser consultado no site da Fundação.


 

Falar para quem não ouve

O mais recente romance a vencer o Prémio LeYa (Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, que publicaremos em Fevereiro de 2019) tem como protagonistas duas irmãs, Belonísia e Bibiana, uma das quais não fala. Mas não por ser surda, pelo que não é preciso usar com ela linguagem gestual. No entanto, é justamente a linguagem gestual que aqui me traz hoje, pois recebi a boa notícia de que vai estar online o primeiro dicionário de linguagem gestual e, portanto, todos nós – leigos na matéria – vamos poder aprender a comunicar com quem não ouve. A façanha deve-se agora à Infopédia, que apresentará a tradução para linguagem gestual de mais de 5000 palavras. Tanto quanto percebi pelo artigo do jornal, aparecerá um pequeno vídeo em que um falante de linguagem gestual dirá a palavra que queremos saber e exemplificará com gestos para que possamos imitá-lo. O dicionário é assinado por Ana Bela Baltazar, que é psicóloga e intérprete de linguagem gestual portuguesa e autora do mesmo diconário na versão em papel, saída para o mercado em 2010 (mas eu não conhecia). Este é o 29º dicionário da Infopédia.

O senhor Pires

Quem conheceu Cardoso Pires gostava dele – e eu tenho pena de só ter estado com o escritor meia dúzia de vezes, uma das quais com a desvantagem de ele ter acabado de torcer ou partir um pé durante a Feira do Livro de Frankfurt e, portanto, pouco disposto a ser simpático. Um ano depois, morreria – e contam-se este ano vinte anos sobre a sua morte, tendo havido uma homenagem no Palácio Galveias em Lisboa; esta foi coroada por uma exposição de fotografias suas ao longo de quarenta anos sempre pela mão do talentoso Eduardo Gageiro, que falou sobre a sua relação com o romancista (próxima mas não íntima, tratavam-se por você) à TSF na semana passada, num programa em que as filhas de Cardoso Pires também intervinham e relatavam episódios da vida com o pai. Pois a Hemeroteca compensa esta ausência de vinte anos com um arquivo digital  de cerca de 1500 documentos, o Dossier Digital José Cardoso Pires, que promete ser da máxima utilidade para os estudiosos do autor de O Delfim, Balada da Praia dos Cães ou Dinossauro Excelentíssimo. O arquivo está divido em separadores, tornando assim mais fácil a consulta – e vai ser possível saber até a informação mais comezinha, como a altura de Cardoso Pires ou quanto pagou de impostos em determinado ano. Sobre o grande senhor, Bruno Vieira Amaral escreveu uma biografia que deve estar para ser publicada um destes dias.

Dilemas

Todos temos, como vimos há dias, pouco tempo (e vontade?) para ler jornais. Mesmo assim, há jornais que são para nós uma referência – e há muito que tomei The Guardian como uma delas. Subscrevo, de resto, algumas das suas newsletters (assim, fico a par de coisas em que, possivelmente, não repararia) – uma das quais é a que respeita às suas muitas masterclasses, esperando um dia ter tempo, dinheiro e loucura suficientes para me meter num avião e ir assistir a uma lição dada por um daqueles craques que eu adoro (escritores, jornalistas, actores – há muito por onde escolher). Na sexta, de resto, recebi uma mensagem da secção de masterclasses, e o assunto era : «O que oferecer a alguém que tem tudo?» Por um segundo, pensei que só mesmo o meu jornal de eleição para conseguir organizar uma masterclass sobre isso (quase pensei apanhar o avião para resolver o próximo Natal em termos de presentes); mas, ainda estava a clicar sobre o link quando percebi que o que eles queriam era que eu oferecesse a alguém a quem não sei o que dar uma masterclass das deles. Ou seja, que eu oferecesse conhecimento. É uma boa ideia, claro que é, e não fosse ter de juntar também a passagem aérea já tinha prenda para muitos amigos…

Crónica e site

Hoje é dia de crónica e, como tal, aqui vai o link da última:


 


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/11-nov-2018/interior/adeus-futuro-o-fim-da-intimidade-10149511.html


 


Acrescento que há na Net um excelente site para visitar, o do escritor e tradutor Frederico Lourenço, e não só porque é fundamental consultá-lo para conhecer melhor como trabalha este grande conhecedor dos clássicos, mas também porque, numa secção chamada «Apontamentos», tem inéditos, e os seus textos são sempre bons, mesmo os pequenos apontamentos pessoais que publica no Facebook. Vão, por favor, espreitar:


 


http://fredericolourenco.booktailors.com/


 

Nas ruas de Lisboa

Sabem quem vai andar pelas ruas de Lisboa entre amanhã e o final do mês? Basta pensar um pouco, porque acontece todos os anos: Pessoa e Saramago! Sim, vêm aí os Dias do Desassossego e haverá actividades diariamente, ou quase, até dia 30. A Fundação Saramago recebe logo no dia da inauguração um espectáculo musical às cinco da tarde (El Sur) e, em Campo de Ourique, vai haver muito que fazer no dia seguinte, desde uma oficina de silêncio para crianças da parte da manhã, na Casa Fernando Pessoa, pela mão de Marina Palácio (de quem já falei aqui no blogue), até uma leitura de poemas espirituais do Oriente e do Ocidente, seleccionados por João Barrento, na Igreja de Santa Isabel, às 16h30. Mas a oferta é, como sempre, variada: mesas-redondas, leituras, teatro, passeios, música, debates e até uma «leitura-concerto» sobre o Pessoa prosador no dia 24 (mas nessa altura estarei a caminho de Guadalajara, no México, para a Feira do Livro). Na rua do Patrocínio haverá ainda arte por Opiemme, a quem chamam «poeta da arte urbana». Enfim, já merecíamos algum desassossego.


 


P. S. Hoje, na Livraria Arquivo, em Leiria, apresentamos o romance Pão de Açúcar, de Afonso Reis Cabral. Se estiver por perto, dê lá um saltinho.

Cem anos de Sophia

Martim Sousa Tavares, neto de Sophia de Mello Breyner Andresen, cujo centenário se comemora em 2019, foi convidado para ser o curador da Galeria de Biodiversidade – Centro Ciência Viva,com sede na Casa Andresen, em pleno Jardim Botânico do Porto, lugar onde a poetisa viveu durante a infância e que é referido várias vezes na sua obra. Confessando que a avó era bastante avessa a homenagens, Martim Sousa Tavares (músico e maestro que gosta de descomplicar a música erudita, filho do conhecido jornalista e da não menos conhecida jornalista Laurinda Alves) vai centrar a sua intervenção nos apoios à criação, forma de celebrar a vida da escritora através de obras que dialoguem com a sua e de algum modo a interpretem. «Haverá exposições inéditas de fotografia e pintura, teatro, contos em música, concertos, literatura e pensamento, num esforço de convocar o melhor da criatividade actual para esta efeméride», diz o jovem curador. Ficamos, naturalmente, a aguardar datas e programas com muita curiosidade.

Defender a verdade

Hoje a maioria das pessoas já não compra jornais, o que não quer dizer que não os leia na Internet (não estou a falar de assinatura). Eu compro. Gosto do jornal em papel com as páginas todas a estalar e de o folhear de trás para a frente, hábito que julgo ter ganho há anos com a leitura da crónica de Eduardo Prado Coelho na última página do Público – e que agora aplico a todos os outros diários e semanários que costumamos comprar lá em casa (embora leia as revistas do princípio para o fim). Quando vejo uma notícia num jornal impresso, tendo a acreditar nela – o que já não me acontece, por exemplo, se a vir divulgada numa rede social (a morte de um actor ou escritor, um acidente, etc., tantas vezes seguida de um comentário a dizer que é treta). Em tempo de fake news usadas em campanhas políticas contra os adversários (há quem receba um ordenado para espalhar boatos desagradáveis e acusações graves), temos de ter cada vez mais sentido crítico e desconfiança em relação ao que lemos por aí – e, por isso, os jornais tradicionais continuam a ser uma espécie de porto seguro, sobretudo enquanto ainda lá trabalharem profissionais da verdade. Mas, para garantirmos que mantêm alguma isenção e não se deixam influenciar, que têm jornalistas a sério que não se vendem por tuta e meia, precisamos urgentemente de fazer com que se vendam mais, ou seja, precisamos de os comprar. Eu compro um todos os dias e três ao fim-de-semana. Compre também um jornal de vez em quando.

Listas

Para não perdermos o hábito das listas – que, pelos vistos, são sempre boas sugestões para este ou aquele leitor, descubro uma longa lista de mais de 100 livros bons numa revista brasileira, de resto encabeçada por uma fantástica frase de Umberto Eco: «O mundo está cheio de livros que ninguém lê.» Pois, é isso mesmo, e a Revista Prosa Verso e Arte resolve conjugar autores clássicos e contemporâneos que acha que um dia vão ser clássicos, desde O Nome da Rosa, do próprio Eco, O Estrangeiro, de Camus, 1984, de Orwell, O Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, O Principezinho, de Saint-Exupéry, ou Os Irmãos Karamazov, de Dostoievsky – isto para falar apenas dos títulos que ocupam os primeiros lugares (não sei se por serem os mais votados, se a ordem é arbitrária). Mas lá pelo meio há coisas se calhar mais inesperadas, como As Flores do Mal, de Baudelaire, e A Tarde de Um Fauno, de Mallarmé (que, quanto a mim, já são livros algo exigentes e pressupõem o gosto pelo género e hábitos de leitura mais firmados), ou mesmo Diante da Dor dos Outros, de Susan Sontag, autora que raramente vemos nestas listas. No entanto, se quiser perder uns minutos a ganhar ideias para as próximas leituras ou a ver quantos destes já «papou», aqui fica o link:


https://www.revistaprosaversoearte.com/160-livros-essenciais-da-literatura-mundial-quais-voce-ja-leu/

Crónica e surpresa

Hoje é dia de partilhar a crónica de domingo passado. Aí vai o link:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-nov-2018/interior/adeus-futuro-copy-paste-10114554.html


 


Para acrescentar qualquer coisa antes de irem para fim-de-semana, descobri que hoje, no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos, Alberto João Jardim lança o seu... preparem-se... romance! Romance? É que fiquei mesmo surpreendida. Chama-se diz «Não!» (a minúscula é do autor), e uma cinta amarela berrante avisa-nos de que se trata de «Uma ficção sobre as mudanças na sociedade portuguesa neste século XXI». Pela contracapa, as personagens são estudantes que, nos anos 1970, vieram tirar os seus cursos para o continente, onde travaram conhecimento, e que, quarenta anos depois, são homens e mulheres de sucesso, actores da política nacional, integrando ou pelo menos acompanhando de perto um novo partido regenerador que pretende alterar os poderes instalados e ganhar as eleições para governar em 2020. Enfim, não decidi ainda se vou ler.

A pontuação de um Nobel

No mês passado, a propósito das longas e variadas comemorações dos vinte anos da entrega do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, contaram-me uma história deliciosa. Tendo-se Saramago tornado muito mais conhecido em todo o mundo depois de receber o galardão, o que é natural, acordou, pelos vistos, o desejo de ser lido por muitos emigrantes portugueses em vários países, subitamente orgulhosos de verem um seu conterrâneo assim distinguido. Um desses emigrantes, vindo de férias a Portugal, lá comprou antes de regressar ao país de adopção um exemplar de um dos romances do escritor. Porém, pouco depois de iniciar a leitura, sentiu-se defraudado e, pondo o pé em terra, enviou imediatamente à editora uma reclamação. Dizia que o exemplar que lhe coubera em sorte era ilegível porque a pontuação estava toda errada e era frequentemente omissa; e que de certeza muitos outros leitores já tinham dado pela calamidade, pelo que por certo a editora tinha maneira de substituir os exemplares defeituosos por outros que tivessem as vírgulas no sítio. Afinal, o leitor não tinha culpa nenhuma do sucedido e, não tencionando voltar a Portugal antes do mês de Agosto do ano seguinte, era mais do que justo que lhe enviassem por correio, sem custos, um exemplar «legível»…

O meu gosto

A pedido de várias pessoas, quase todas visitantes deste blogue, venho partilhar a lista dos dez livros que escolhi para o programa de sábado passado, O Gosto dos Outros, na categoria "Os 10 Livros mais Importantes da Literatura Portuguesa do Século XXI" (e da qual só um título coincidia com a lista do meu interlocutor, Rui Zink, que deve estar disponível na Net). Porém, tenho de dizer antes de mais que, quando aceitei o convite para esta sessão, percebi que se tratava de obras de autores estreados neste século (o que para mim seria muito mais fácil) e, quando vi que me tinha enganado, fiquei aflita... Assim, a minha lista não é de certeza dos 10 livros mais importantes, porque em dezoito anos haverá certamente muitos que não li mais importantes do que os que li; além disso, nos tempos livres, leio mais livros estrangeiros do que portugueses e menos ensaio do que ficção. Tentei, mesmo assim, listar livros para todas as idades e de vários géneros (esqueci-me do teatro, pois foi) e coisas de que ainda me lembrava bem, uma vez que, ao ir para velha, tenho tendência a esquecer rapidamente o que li uma semana antes, mas a lembrar-me bem do que li há muitos anos. Finalmente, para que não dissessem que estava a puxar a brasa à minha sardinha ou criar zangas com autores, decidi não incluir um único escritor que publiquei (à excepção de Pacheco Pereira, de quem de facto fui editora, mas no século passado, por isso não conta). Tomem lá, para o que der e vier:


 


O Meu Avô – Catarina Sobral


Um livro infantil edificante, e não estupidificante, como tantos.


 


Irmão Lobo – Carla Maia de Almeida e António Jorge Gonçalves


Um livro juvenil que os adultos adorarão ler


 


Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Antônio Houaiss (org.)


O melhor instrumento para amantes da língua portuguesa


 


O Futuro da Ficção – António-Pedro Vasconcelos


Um pequeno ensaio negro mas luminoso


 


Álvaro Cunhal: Uma Biografia Política – José Pacheco Pereira


Uma biografia essencial


 


A Morte sem Mestre – Herberto Helder


A despedida de um poeta


 


Uma Viagem à Índia – Gonçalo M. Tavares


O diálogo com os clássicos


 


O Retorno – Dulce Maria Cardoso (escolhido também pelo Rui Zink)


O livro que põe o dedo na ferida


 


As Primeiras Coisas – Bruno Vieira Amaral


O nascimento de um escritor


 


Adoecer – Hélia Correia


A consolidação de uma grande escritora


 


 


 

O stress da liberdade

Uma amiga francesa mandou-me um link sobre um livro francês que defende a criação de novos vocábulos em substituição da adopção de palavras estrangeiras, baseando-se na afirmação de Wittgenstein de que «os limites da minha linguagem significam os limites do meu próprio mundo». Uma dessas palavras que, pelos vistos, faz falta à língua francesa (e à portuguesa) é Freizeitstress, palavra alemã que quer dizer à letra «stress do tempo livre» e traduz a angústia do homem do século XXI, «devastado entre procrastinação, sede de viver e medo de agir». O autor do livro, Laurent Nunez, explica porquê: antes de 1914, um camponês ou operário francês vivia 500 000 horas, trabalhando 200 000 e dormindo outras 200 000; restavam-lhe 100 000 para tudo o resto; hoje, a esperança de vida em França é de 700 000 horas. Dedicam-se 30 000 ao estudo, 70 000 ao trabalho e dorme-se menos duas horas por dia do que antes da Primeira Guerra Mundial. Temos, pois, 400 000 horas para tudo o resto – e é tanto que não sabem as pessoas o que fazer dele, pensando erradamente que não têm tempo para nada… Laurent Nunez conclui que talvez não gostemos assim muito de liberdade. Mesmo quando não temos uma palavra para dizer o que sentimos, ao contrário dos alemães.

Leituras

Esqueci-me na sexta e, portanto, hoje é dia de cada um dizer o que anda a ler (eu, por razões profissionais – uma conferência sobre poesia e fado que farei em Guadalajara mais para o final do mês –, ando a ler livros sobre fado, nos últimos dias capítulos de Pensar Amália, de Rui Vieira Nery), mas, como já despachei a coisa, aproveito para publicitar um livro que é obra de gente Extraordinária: Contos do Portugal Profundo e Uma História Brasileira. Deixem-me explicar: a Cristina Torrão (julgo que foi ela) andou a desafiar aqui os visitantes deste humilde blogue, presumo que sobretudo os que já escreveram e publicaram livros, para contribuírem com um conto e se montar uma colectânea assinada pelos Extraordinários. Mais tarde, o Pedro Sande perguntou-me se eu não poderia juntar-me ao grupo e respondi afirmativamente (a anfitriã podia lá faltar…), oferecendo uma coisa escrita há vários anos que não chegou ao papel. Ainda não vi o «bicho» senão em fotografia nas redes sociais* (e não prometo lê-lo nos tempos mais próximos porque estou com trabalho até ao tutano), mas posso desde já adiantar que os participantes, além dos dois nomes já referidos, foram, por ordem alfabética, António Breda Carvalho, António Luiz Pacheco, Cláudia da Silva Tomazi, João J. A. Madeira, José Cipriano Catarino e Luís Alves Milheiro. Cito a organizadora (com novo acordo ortográfico e tudo): «Esta coletânea variada, com lugar para a ironia, a diversão, a tristeza, o desencanto e até a filosofia, está à venda na Amazon:


 


https://www.amazon.co.uk/dp/1727085205


 


https://www.amazon.es/gp/offer-listing/1727085205/ref=tmm_pap_new_olp_sr?ie=UTF8&condition=new&qid=&sr=


 


É só encomendar e receber o livro em casa!» Por que esperam?


 


* Afinal, tenho-o desde sábado, oferecido pelo Pedro Sande, mas quando escrevi este post ainda não lhe tinha posto a mão.

Crónica e o gosto dos outros

Hoje é dia de crónica e, portanto, aqui vos deixo o link:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/28-out-2018/interior/adeus-futuro-a-irmandade-da-solidao-10085084.html


Amanhã vai ser dia de O Gosto dos Outros na Fundação Calouste Gulbenkian, um programa de debates criado por Nuno Artur Silva e concebido para durar um dia inteiro, em que podemos andar de sala em sala a ouvir falar de coisas muito interessantes (e algumas bem divertidas) como «As 10 melhores Músicas Para Dançar, Os 10 Acontecimentos Culturais Portugueses Mais Relevantes Do Século XXI, Os 10 Melhores Poemas Que Ninguém Conhece ou As 10 Cenas Mais Extraordinárias Do Cinema De Sempre». Eu vou estar logo às 14h30 a falar dos 10 Melhores Livros Portugueses deste nosso século na companhia de Rui Zink e Aurélio Gomes. Entrada livre (mas é preciso reservar). O programa completo vai abaixo:


https://gulbenkian.pt/evento/o-gosto-dos-outros/