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A mostrar mensagens de janeiro, 2020

Crónica e os campos da morte

Hoje é dia de crónica:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/11-jan-2020/espelho-meu-11691381.html


Tendo-se comemorado no início desta semana os 75 anos da libertação pelos russos do campo de extermínio de Auschwitz-BIrkenau, o suplemento «Babelia», do jornal espanhol El País, traz um interessante artigo sobre livros de mulheres que sobreviveram à experiência do campo: Charlotte Delbo, Ginette Kolinka e ainda os testemunhos de Liliana Segre, Goti Bauer e Giuliana Tedeschi reunidos pela autora Daniela Pardoan. Uma perspectiva feminina da vida nos campos da morte. O artigo aqui:


https://elpais.com/cultura/2020/01/23/babelia/1579802847_193795.html


 


 

Cartas como já não há

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Há uns dias que saiu e está à venda um livro simplesmente maravilhoso. Não só por dizer respeito a um homem ímpar (Miguel Torga), não só por ter sido editada pela mão de um professor excelente (Carlos Mendes de Sousa), mas acima de tudo por ser certamente um dos últimos livros de cartas que veremos publicados em Portugal, uma vez que já ninguém escreve senão e-mails e SMS que, pela sua natureza geralmente apressada, também já ninguém guarda. Este volume, Cartas para Miguel Torga, reúne um conjunto de missivas enviadas ao escritor e assinadas por grandes figuras da cultura portuguesa e alguns escritores estrangeiros. Pessoa, Nemésio, Jorge Amado, Eduardo Lourenço, Mário Soares, Sena, Gonzalo Torrente Ballester, são apenas alguns nomes dos vários correspondentes, cujas cartas ajudarão não só a compreender o universo íntimo e pessoal de Torga, mas toda uma época cutural e literária. Inclui elogio e ressentimento e, claro, alguma sofisticada maledicência. Publica a Dom Quixote.


 


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Prémio Correntes

Ainda falta quase um mês para a 21.ª edição das Correntes d’Escritas, mas já se conhecem os finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa que, desta feita, é atribuído a um romance (a categoria de ficção alterna com a de poesia e as obras concorrentes correspondem aos lançamentos de dois anos). O júri, composto por Ana Daniela Soares, Carlos Quiroga, Isabel Pires de Lima, Paula Mendes Coelho e Valter Hugo Mãe, seleccionou, de um conjunto de 120 romances, 15 finalistas, dos quais publiquei dois: Memórias Secretas, de Mário Cláudio; e O Nervo Óptico, da argentina María Gainza. Mas a lista é muitíssimo variada, incluindo autores que já receberam este prémio no passado (Lídia Jorge, por exemplo, que desta vez concorre com Estuário); autores famosos como o Prémio Camões Mia Couto (que assina O Bebedor de Horizontes) ou o cubano Leonardo Padura que venceu o Prémio Princesa das Astúrias (e que concorre com A Transparência do Tempo); autores mais novos mas bastante lançados como Joana Bértholo (Ecologia); e mesmo escritores que se estrearam há menos tempo, como o vencedor do Prémio Agustina Bessa-Luís Rui Lage, que escreveu O Invisível, um livro que fala de Pessoa. Pelo menos, desta vez ninguém se pode queixar de que sejam sempre os mesmos. O anúncio do vencedor – que ganhará 20 000 euros – será feito na inauguração do encontro, como sempre. Que ganhe o melhor.

Enciclopédias

Na semana passada, os jornais deram conta da morte de Terry Jones, escritor e actor que integrou os Monty Python, colectivo de comédia britânico absolutamente genial, responsável por uma série que eu não perdia nem por nada na adolescência – The Monty Python Flying Circus – e vários filmes, entre os quais destaco A Vida de Brian. Escreviam sketches notáveis de ir às lágrimas e influenciaram várias gerações de humoristas. E evoco-os aqui no blogue porque uma das cenas que me ficaram gravadas na memória dessa série televisiva tem que ver com... sim, livros. Um tipo bate à porta de uma casa e, de dentro, outro tipo pergunta quem é. O de fora responde que é um gatuno e que vem fazer um assalto, mas o dono da casa, longe de se assustar, pergunta apenas se ele está a dizer a verdade e é mesmo um gatuno, se o está a tentar enganar; ao que o outro responde que sim, que é um simples ladrão e vem assaltá-lo. Então, o dono da casa espreita pelo olho-de-boi para ver que tipo de pessoa tem à porta e, não muito convencido de que se trate de um assaltante, insiste: «Mas tem mesmo a certeza de que é um ladrão? Jura que não é um vendedor de enciclopédias?» No fim, era mesmo um vendedor de enciclopédias a passar-se por ladrão… As vendas de livros porta a porta tiveram a sua época, mas esta rábula nunca me saiu da cabeça. Paz à alma de Terry Jones.

Livros em mãos inesperadas

Aqui há tempos fez furor a fotografia de um futebolista português lendo, no intervalo dos treinos, um romance de José Saramago. Devia ser normal, claro, uma pessoa gostar de ler, independentemente da sua profissão; mas infelizmente é muito raro encontrar-se alguém ligado ao futebol que aproveite as horas livres para pegar num livro – e daí que a fotografia tenha dado origem a notícias e referências em jornais, blogues e, claro, nas redes sociais. História parecida passou-se agora com outra classe de profissionais que, pelos vistos, não serão muito dados à leitura: os modelos… Há, porém, excepções – e a filha de Cindy Crawford, Kaia de seu nome, apareceu fotografada em muitas revistas com um romance debaixo do braço de que, por estes dias, diz que não se tem conseguido separar. Trata-se de As Travessuras de Uma Menina Má, do nobelizado peruano Mario Vargas Llosa. Mas não é a única manequim que lê: duas outras colegas na arte de passar modelos, as manas Bella e Gigi Hadid (que devem ter uns ricos pais, ainda bem), também andam a ler, respectivamente, obras de Stephen King e Albert Camus. Nem tudo está perdido.


 

Crónica e Reino Unido

Esta era a crónica de Ano Novo:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-jan-2020/marchar-para-a-estupidez-11666705.html


Recebo há anos a programação das actividades portuguesas apoiadas pelo serviço cultural da nossa embaixada em Londres. Há sempre muita música; desta vez até espanta a quantidade de artistas de grande gabarito, como Salvador Sobral (que vai estar no Barbican), António Zambujo ou Ana Moura, entre outros. Há também teatro e exposições de vez em quando. Mas a literatura é, infelizmente, o parente pobre. Desta feita, o anúncio inclui uma sessão de leitura da obra do poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto. A língua é comum, mas não há tanto poeta português que também merecia destaque....?

Cinco L

Lisboa vai ter o seu festival literário. Cá para nós, com tanto festival pelo País fora, poderia parecer estranho a capital estar de fora... Bem, a primeira edição do Cinco L (assim se chamará o encontro) será inaugurada no dia 5 de Maio, escolhido pela UNESCO como Dia Mundial da Língua Portuguesa (suponho que, além de l de literatura, outro dos cinco l seja de língua). Diz-nos a revista Time Out que a festa incluirá várias expressões artísticas e que a programação, ainda em segredo, estará a cargo de José Pinho, responsável também pelo FOLIO de Óbidos e a bela Livraria Ler Devagar, bem como sócio-gerente da Livraria Férin no Chiado, além de conhecedor de certames no estrangeiro, onde assegurou a livraria do stand de Portugal nas feiras de Sevilha, Madrid e Guadalajara, no México. A proposta de um festival internacional de escritores em Lisboa partiu do PCP. Promovido pela Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, «vai distribuir-se por diferentes espaços da cidade, desde bibliotecas e teatros municipais a cinemas, livrarias e cafés.» Vamos esperar para saber.


 

Os Lusíadas no século XXI

A Livraria Lello anda cheia de ideias. Desta feita, pretende homenagear a obra maior da língua portuguesa, o poema de Camões que narra a viagem de Vasco da Gama, através de uma proposta original, que é a de, pedindo a gente de todas as áreas e quadrantes,  conhecida e menos conhecida, que manuscreva uma estrofe da epopeia, compor uma versão totalmente manuscrita d'Os Lusíadas. Encarregou para isso um dos mais novos escritores portugueses, recentemente premiado com o Prémio Literário José Saramago, Afonso Reis Cabral, para percorrer todos os lugares por onde andou o desinquieto poeta (a Índia, Moçambique, o Vietname...) e escolher quem vai transcrever, uma a uma, as estâncias da nossa epopeia (para alguns, sobretudo os mais novos, vai ser preciso prestar muita atenção para não se enganarem, pois com a linguagem reduzida que utilizam no quotidiano não vai ser nada fácil assimilar o texto de Camões). Este Novo Canto para os Lusíadas, como se chama o projecto, terá o acompanhamento da revista Visão e foi anunciado nos 114 anos da Lello, em 13 de Janeiro último. Afonso Reis Cabral fará o diário da sua viagem.

Livros da década

Estamos no início de uma nova década (ou será só para o ano?) e a Wook pediu a um pequeno grupo de editores portugueses, incluindo-me generosamente entre os escolhidos, que destacassem três livros publicados em Portugal desde 2000. Foi muitíssimo difícil seleccioná-los, porque todos os dias saem livros e só poder referir três é uma tremenda limitação. Também temos sempre mais presentes os livros que saíram há menos tempo e, por isso, tive de investigar para ver o que foi publicado nos primeiros anos do século. Por fim, aconselharam-me a incluir um livro publicado por mim, e preferi apresentar o romance de uma autora estrangeira que foi pela primeira vez publicada em Portugal porque os portugueses são muitos e cada um no seu género e não se torna nada fácil eleger só um. Os meus colegas da Relógio-d'Água, da Alfaguara e da Porto Editora devem ter enfrentado os mesmos problemas. O link está aí para verem com os vossos próprios olhos. Pensem também que livro destacariam desta primeira década do século XXI como algo realmente especial.


https://www.wook.pt/wookacontece/novidades/noticia/ver/os-livros-da-decada-2010-2019/?id=158966&langid=1

Abrir a boca

Para contestar é preciso, claro, estar informado. E não só: é preciso, em algumas situações e países, vencer o medo e o preconceito. As feministas de hoje devem muito a uma série de mulheres pioneiras neste acto de coragem que foi dizer o que pensavam, bater o pé, reclamar. Saiu na última sexta-feira um ensaio interessante sobre algumas delas que, ainda por cima, fizeram da palavra uma arte. Chama-se De Língua Afiada, assina-o Michelle Dean, e reúne um improvável e arrojado grupo de pensadoras modernas que moldaram a história intelectual do século xx: Susan Sontag, Dorothy Parker, Hannah Arendt, Rebecca West, Joan Didion, Mary McCarthy, Pauline Kael, Renata Adler, Janet Malcom e Nora Ephron ousaram levantar a voz (mesmo que por escrito) num tempo em que intervir era privilégio dos homens, desbravando um caminho a que todas as mulheres de hoje devem muitíssimo. A tradução é de Helder Moura Pereira e foi publicado pela Quetzal.

Crónica e ensino

Hoje é dia de crónica, e aqui vai o link:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/28-dez-2019/uma-banana-para-cambridge-11639060.html


Uma reflexão para o fim-de-semana... Li num jornal que uma grande percentagem de professores no activo se reformará nos próximos anos. Ora, estando os cursos vocacionados para o ensino às moscas ou tendo até, em alguns casos, desaparecido das universidades por falta de alunos interessados, como se fará face a esse vazio? Não terá sido prematuro dizer que havia professores a mais?

Palavras mágicas

Já aqui disse váras vezes que existem algumas palavras que, num título, são meio caminho andado para o sucesso do livro. A palavra «F*», como regra geral aparece, é uma delas, mas em Portugal «Salazar» também é quase garantia de êxito de vendas (Freud explicaria). Nos últimos anos, tudo o que inclua «Auschwitz» no título também costuma fazer as vendas disparar, e até se multiplicaram os romances traduzidos sobre o período da Segunda Guerra Mundial que, há trinta anos, quando eu comecei na edição, eram um fiasco (até se dizia que era por não termos entrado na guerra). Bem, mas esta questão de Auschwitz não é só portuguesa, e houve até um escritor que se queixou da profusão de livros com a palavra no título, até porque escreveu sobre os campos sem ter de a usar. Trata-se do autor de O Rapaz do Pijama às Riscas, o irlandês John Boyne, que, talvez por achar a concorrência desleal, desabafou sobre o facto no Twitter para receber, consternado, uma resposta do Museu de Auschwitz dizendo que o seu romance estava cheio de imprecisões e que, por isso, o iriam tirar da loja do museu. Ui, estes polacos não são para brincadeiras. E agora, senhor Boyne, que palavra mágica para lhes responder?

Presentes bonitos

Na voragem das festas, nem sequer temos tempo de respirar fundo. E, bem vistas as coisas, agradeci um presente especial com um cartão banal e aproveito ter um blogue público para corrigir a situação. Fiz, como já aqui devo ter contado, a letra de um fado para a Livraria Lello no ano passado (cantado por Patrícia Costa) e umas quantas sessões dedicadas a autores de livros que publico, mais recentemente relacionadas com os 50 anos de vida literária de Mário Cláudio. Mas não sou visita assídua nem tenho lá amigos propriamente chegados. Foi, por isso, muito bonito que me tivessem enviado da Lello um livrinho de poesia espanhola tão bem escolhido (Caídas, de Teresa Soto) e a ele tivessem acrescentado um cartãozinho que dizia (resumo) que aquele pequeno exemplar fora resgatado de uma livraria em fim de vida na cidade de Palma de Maiorca (a Librería-Peluquería Los Oficios Terrestres); e que, como cada livro merecia um lar, não tinha conseguido virar costas e era agora para o meu que o mandavam de boa vontade. Com as pressas, fiz o que faço sempre que recebo livros de presente (e o que faz o nosso Presidente, que também nunca se esquece de agradecer um livro que lhe enviemos), mas claramente não bastava: contar esta história delicada é o mínimo que posso agora fazer.

Escolhas

Não sei se sabem, mas a FLIP, celebérrima festa literária brasileira anual, não tem sempre o mesmo curador (no passado, estiveram nesse lugar pessoas como Paulo Werneck, que é um dos actuais jurados do Prémio LeYa, e Josélia Aguiar, autora da biografia de Jorge Amado). Ora, a curadora deste ano, Fernanda Diamant, ao anunciar o autor homenageado (a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop, que viveu muitos anos no Brasil), não sabia que estava a largar uma autêntica bomba. É que  Bishop não só não é uma autora nacional, como têm sido, creio, todos os escolhidos pelos curadores anteriores (e, segundo alguns intelectuais brasileiros, o Brasil está a precisar como nunca de se afirmar culturalmente por causa do governo ignorante e anti-cultura que tem), mas também é uma mulher que escreveu coisas muito desagradáveis sobre o país-irmão do "alto do seu horror às massas", como diz Alexandra Lucas Coelho num artigo do Público, e além disso aplaudiu o golpe militar de 1964. Todos pedem, claro, que não se deixe de ler a poesia de Bishop, que encontrou no Brasil a paixão da sua vida (a arquitecta Lota de Macedo Soares) e viveu ali uma relação certamente difícil nos anos 1950; mas ficam sentidos por, com tanta literatura brasileira no cânone, Diamant ter ido buscar um nome tão polémico. Mesmo entendendo que pensou mais no lado lésbico e feminista de Bishop, que é sempre um tema muito caro no Brasil, podia ter pensado duas vezes.

Rebobinar

Ora então cá estamos nesta segunda-feira, eu já refeita ou a caminhar para isso, o blogue a voltar à sua vida normal, o trabalho todo embrulhado na minha mesa. Rebobinemos então para falar de um grande senhor, já tanta vez indicado ao Nobel, chamado Milan Kundera, sobre cujos livros já aqui tenho escrito várias vezes. Na oposição quando a Checoslováquia era dominada pela ditadura comunista, Kundera exilou-se, como sabem, em Paris e mais tarde começou até a escrever os seus livros directamente em francês. Perdeu a nacionalidade checa e os seus romances foram proibidos na pátria (A Insustentável Leveza do Ser só veria a luz checa em 2006!) mas, apesar de ter reatado laços com o país natal (hoje República Checa) na sequência da queda do regime pró-soviético (até já escrevi uma crónica sobre este assunto que aqui partilhei), só agora, 40 anos depois, lhe é devolvida a nacionidade e apresentados pedidos de desculpa pelo embaixador em Paris em nome do Governo (e pessoalmente, indo ao seu apartamento, o que tem outro peso). Corrijam-se outras injustiças como esta e teremos um mundo mais feliz.

Crónica e bom fim-de-semana

A outra crónica (esta para o fim-de-semana natalício), um pouco bolinha vermelha para os mais impressionáveis:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/21-dez-2019/vaca-sagrada-11640059.html


 

Crónica

Estou melhor e agradeço a todos o cuidado, mas ainda não tenho vontade de escrever e, por isso, hoje e amanhã vou deixar os links das crónicas que ainda não leram para se entreterem. Até segunda.


 


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/14-dez-2019/o-sexo-das-inocentes-11611942.html


 

Otite aguda

Desculpem, vim aqui dizer que estou doente e voltarei mal passem as dores. Começo mal o ano... Bom ano a todos e até um dia destes.

O que ando a ler

Espero que as vossas férias tenham sido boas. Ultimamente, deu-me para os alemães, sei lá porquê (talvez ande a tentar apanhar o comboio, já que, durante décadas, nem tínhamos noção do que se estava a escrever para esses lados do mundo). Leio um pequeno livro de Daniel Kehlmann, autor nascido em Munique mas que cresceu em Viena e vive hoje entre Berlim e Nova Iorque (caramba). É um escritor muito elogiado pelos seus pares de língua inglesa (McEwan e Jonathan Franzen, por exemplo) e este seu Devias Ter-Te Ido Embora, que fala de um argumentista que vai passar uns dias com a família a uma casa de montanha para terminar um guião de uma série e aí descobre coisas reais ou imaginárias que não são nada agradáveis, lembrou-me a dada altura algumas coisas do universo de Paul Auster e, por outro lado, uns laivos de Murakami, pelo menos, do Sputnik, Meu Amor. Ainda não sei como vai acabar, mas não tardarei a descobrir, pois é bastante pequeno. Mas, sosseguem não conto.