Aqui há tempos fui à Figueira da Foz acompanhar a Carla Pais, a vencedora do Prémio LeYa 2024 que recebemos recentemente em Portugal. Como sempre que vou às 5.ªs na Figueira (também há umas Quintas no Porto, mas são de poesia), encontro-me com o António Cravo que, há anos, faz questão de registar as sessões em filme e fotografia. Porém, no final da conversa, já a regressar, descobri que o Cravo publicou um livro de poemas e fotos em «curtição de autor» (adorei o termo) e não resisti a comprar-lho. É, como diz, ele próprio «sentado à janela do tempo» – e acredito que tenha sido irresistível fixar estes momentos em papel (as fotos são de 1972 a 1993, pelo que há belas hipóteses de contarmos um dia destes com mais um ou dois volumes deste magnífico livro que tem por título este é o meu infantário) . Tendo ascendentes pescadores (na Figueira é normal), Cravo dá-nos a conhecer uma paisagem marítima belíssima, as tragédias e os bens da pesca, os naufrágios, a venda do peixe, os rosto...
Não me acredito que algum dos habituais comentadores desconheça que as vacas são sagradas na Índia e os cães são comidos na China (para não falar de outras coisas mais crocantes - ui, que nojo!)
ResponderEliminarMas é mesmo assim, cada terra com seu uso...
O que me parece cada vez mais difícil de acreditar (mas lá terei que me habituar) é que as pessoas estejam cada vez mais... (parvas? idiotas? ridículas?) com essa treta do politicamente correcto.
Não há pachorra!
Bom fim-de-semana!
🐶
Maria
Ahahahah!
ResponderEliminarDiz o velho provérbio chinês: Cão que ladra, está crú!
A senhora que substituiu a vaca pelo cão, com o discutível e pouco inteligente objectivo de desincentivar o consumo de carne de vaca pelos filhos (e eles vão aos hambúrgueres?), é daquelas pessoas que nem se apercebe do ridículo em que caem - sim , já sei, estou a ser desagradável, mas é esse o meu objectivo!
Lembro uma mãe de família a quem ouvi há uns anos atrás, ainda jovem, daquelas como hoje se diz muito assertivas, opiniosa e informada, esclarecidíssima, que de manhã na pastelaria, bica numa mão e cigarro na outra (ainda se podia…) declarava com ar seguro e convencido para as companheiras: Nós lá em casa, deixámos de comer carne vermelha!
Um Nobel da Imbecilidade para elas… enfim.
Bom fim de semana, o último cá no Bairro Ribatejano… pela minha parte irei ainda ás perdizes fazer a minha despedida, pelos mesmos terrenos onde andou Torga, cuja sombra sempre entrevejo a rodar algum cabeço coroado de estevas, lamento se ofendo alguém por ser eventualmente incorrecto, mas é assim.
Cão que ladra está crú!
EliminarClaro, ele só é bom para os chineses estufado com batatinhas, a ingenuidade das senhoras é que é de bradar aos céus!
EliminarPonha ingenuidade nisso!
EliminarEntão a senhora «demorou um ror de tempo para conseguir ser atendida», sentou-se «num banco corrido à porta da loja», numa espera «prolongada», pois «o estabelecimento estava cheio de gente», e não notou que estava num talho, em vez de numa pet-shop? Mas, nem ela, nem a amiga, notaram que nenhuma daquela gente saía do estabelecimento a fazer festinhas a um animalzinho vivo nos braços?
Não é fácil contar histórias com verosimilhança...