Enciclopédias

Na semana passada, os jornais deram conta da morte de Terry Jones, escritor e actor que integrou os Monty Python, colectivo de comédia britânico absolutamente genial, responsável por uma série que eu não perdia nem por nada na adolescência – The Monty Python Flying Circus – e vários filmes, entre os quais destaco A Vida de Brian. Escreviam sketches notáveis de ir às lágrimas e influenciaram várias gerações de humoristas. E evoco-os aqui no blogue porque uma das cenas que me ficaram gravadas na memória dessa série televisiva tem que ver com... sim, livros. Um tipo bate à porta de uma casa e, de dentro, outro tipo pergunta quem é. O de fora responde que é um gatuno e que vem fazer um assalto, mas o dono da casa, longe de se assustar, pergunta apenas se ele está a dizer a verdade e é mesmo um gatuno, se o está a tentar enganar; ao que o outro responde que sim, que é um simples ladrão e vem assaltá-lo. Então, o dono da casa espreita pelo olho-de-boi para ver que tipo de pessoa tem à porta e, não muito convencido de que se trate de um assaltante, insiste: «Mas tem mesmo a certeza de que é um ladrão? Jura que não é um vendedor de enciclopédias?» No fim, era mesmo um vendedor de enciclopédias a passar-se por ladrão… As vendas de livros porta a porta tiveram a sua época, mas esta rábula nunca me saiu da cabeça. Paz à alma de Terry Jones.

Comentários

  1. Um artista genial!!!

    https://titicadeia.blogspot.com/

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  2. António Luiz Pacheco28 de janeiro de 2020 às 03:33

    Genialíssimos os Monty Python!
    Aliás como quase todo o humor inglês, de que sou grande fã!
    Aqui em Angola, o pessoal tem imenso jeito para o teatro, mas tem mesmo… e há uma troupe de humoristas muito bons, "Os Tuneza" … são muito engraçados, se bem que com a devida distância aos monstros sagrados que são os especialistas ingleses.
    Sem desprimor é um humor mais infantil, menos elaborado ou sofisticado, em que os "bifes! são mestres!
    Porque será que têm os britânicos esta veia humorista tão notável?

    Saudações humoradas cá da Cidade Morena!

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  3. Havia uma empresa (Os Amigos do Livro) cujos vendedores a 1. pergunta que faziam ao potencial comprador era: "qual é o comprimento da sua estante?"

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    Respostas
    1. António Luiz Pacheco28 de janeiro de 2020 às 05:19

      Ahahahah!
      Atacar o problema pela raiz… o cliente definido em superfície!

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