Teatro

Hoje seria dia do excerto da quinzena, mas vou passá-lo para segunda, pois, se não me engano, o que aqui me traz hoje tem um prazo curto para ser visto (penso que até dia 26 apenas). Trata-se de uma peça de teatro encenada por João Pedro Vaz, Caravana, que está em cena no Teatro Aberto em Lisboa e foi escrita pelo Prémio Pessoa, o poeta e médico João Luís Barreto Guimarães. Conta com cenários e figurinos de Sara Vieira Marques (muito bons) e desenho de luz de Manuel Abrantes. Apesar de só ter dois actores (Joaquim Horta e Rita Calçada Bastos), a actriz multiplica-se e faz um trabalho notável de transformação (as roupas e cabeleiras são importantes, mas há muito mais). Não vou contar a história, apenas dizer que a peça envolve um homem que vive numa caravana à beira de um bosque (saberão por que diabo se mudou para lá já bem adiantada a peça) e os encontros que aí tem com mulheres, mais ou menos conhecidas. É um espectáculo muito bem conseguido, e o autor, que já tinha ganho um prémio com este texto dramático, está de parabéns.

 


 

Comentários

  1. Houve tempo em que ia ao teatro. Via teatro até na televisão pois davam na RTP. Depois começaram as peças "experimentais" e o teatro que não sei definir mas se tornou uma coisa chata demasiado pro-intelectual, política, porém incompreensível, assim desinteressei-me por completo. Retomei uma ou outra ida ao teatro cá por Angola e em Moçambique, onde o teatro é muito popular, os actores são surpreendentemente bons e as peças são dentro daquilo que se consegue ver, sem preocupações excessivas de intelectualidade. É para todos, como deveria ser a cultura no geral, mantendo os seus nichos sim, mas não os generalizando e dominando a oferta, o que acredito leva à falência.
    Há muito bom teatro, com todos os ingredientes, sem ser hermético e inacessível à maioria do público no qual me incluo... podemos ser incultos, toscos até, mas somos o público, quem dita o sucesso, assiste e paga bilhetes, convinha não esquecer. Enfim.

    Ligo sempre o teatro à literatura, pois uma peça tem de ser escrita, como é óbvio. Logo boa escrita e bom teatro estão ligados. Os ditos dramaturgos ou autores de teatro constituem uma classe de escritores, julgo eu, que devem ser acarinhados.
    Esta peça que hoje é proposta, parece ser dentro daquilo que eu gosto de assistir, pena é a TV andar arredada do que não sejam novelas e outras coisas com que acabaram por intoxicar e viciar o público.
    Uma boa peça de teatro é sempre um gosto e temos tido muitos bons actores, por sinal.

    Faço votos de sucesso, e de um Extraordinário fim de semana, cá desde a Cidade Morena que hoje acordou bem cacimbada!

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