Uma nova revista

Quem leu a Odisseia, de Homero, sabe bem que Ulisses, quando regressava a casa finda a Guerra de Tróia, ficou prisioneiro dos encantos da bela Calipso durante anos numa ilha chamada Ogygia. Pois bem, é justamente o nome dessa ilha, Ogygia, que hoje dá nome a uma revista literária e artística açoreana que tem (como Calipso) artifícios bastantes para atrair e prender os leitores, sejam estes masculinos ou femininos. Editada nos Açores e dirigida por duas mulheres que são grandes leitoras, Avelina da Silveira e Paula de Sousa Lima (esta última finalista do Prémio LeYa com o romance Paraíso), trata-se de uma revista online cujas colaboradoras são exclusivamente mulheres. Neste número, podemos por exemplo encontrar a escritora Leonor Sampaio da Silva, de quem publiquei este ano o magnífico Passagem Noturna, as poetisas Dora Nunes Gago ou Ângela Almeida e a pintora convidada Nina Medeiros. Além dos textos literários, contos ou poemas (pronto, também escrevi um), a revista, cujo número inaugural é dedicado ao tema da ilha, contém ainda textos críticos e entrevistas. Vale muito a pena, claro, folhear esta novidade cujo link aqui vos deixo.


https://pub.marq.com/Ogygia1/

Comentários

  1. António Luiz Pacheco9 de outubro de 2025 às 03:33

    Pergunto se será então uma revista exclusiva para mulheres?
    Assim anunciada é o que parece, nada contra, porém imagino que dificulte ainda mais a sua circulação e sucesso...

    Saudações cá do Bairro Ribatejano.

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  2. Claudia da Silva Tomazi9 de outubro de 2025 às 05:33

    Que maravilha de iniciativa criarem uma revista literária nos Açores e chega me dar água na boca bater teclas. Obviamente fomentar a cultura literária é sob todos os aspetos acolher-se nas distâncias deste insinuante e complexo universo; sem contradição até para ets (apenas lembrando daquele famoso disco de platina lançado no espaço).
    Louvável estas mulheres que trazem no brio, letras em perfazerem sua odisseia com a revista Ogygia. Amei o nome e caprichem na grade pq Açores tem conteúdo e merece ser lida e visitada. Parabéns

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  3. Claudia da Silva Tomazi9 de outubro de 2025 às 05:52

    Querido ALP esta semana vi uma moça numa arena de touros e não era para servir cafezinho. Estava belíssima e só lhe faltou a estocada. Creio que ilustra alguma realidade distorcida a sensibilidade pela falta de conteúdos ou que nos devolvam uma área de conforto ao conhecimento; principalmente de gênero. Embora discutir gostos seja que nem falar lá da lua quando de cá, só a tenha o quê deslumbrar.

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  4. António Luiz Pacheco9 de outubro de 2025 às 06:03

    Sim Querida Cláudia, as mulheres naturalmente ocuparam transversalmente o seu lugar na sociedade, o que é digno de nota e honra lhes seja feita, merecidamente. Na tauromaquia também evidentemente e nesta altura temos muitas jovens caçadoras e pescadoras submarinas! Muito bom se olharmos à evolução e continuidade destas actividades.
    Saltou-me à vista o detalhe de uma revista como esta ser anunciada como só de mulheres.
    Não me choca mesmo nada, pois sempre as houve como as para homens... o que me faz reparo é que uma revista de previsível escassa tiragem, outras mais alargadas têm fechado, se lance assim desta forma. É defeito profissional, entende, pois faço uma breve análise tendo em atenção o público-alvo e os potenciais leitores. Eu não o aconselharia... porém faço votos de sucesso.

    Saudações Ribatejanas cá do Bairro!

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  5. Claudia da Silva Tomazi9 de outubro de 2025 às 07:49

    Embora algumas vezes no blog HE já me vi “quebrando taças”. E, talvez por prezar tão bela causa as letras, vossa lavra é de respeito. Acredito onde nem só, mas da grande maioria. Obviamente que a intenção primeira nem logra fé onde sempre nos é passível da construção temática. As leituras desde sempre um campo de esperança; sapiência, lucidez. Logo em anos com tantas abordagens ao dirigir-se às leituras, vos continua praticante assíduo e crítico objetivo por nem passar pela conveniência ou lugar comum. Donde defeito?

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  6. Se tivesse lido o post com atenção, não teria escrito o que escreveu.
    Repito: "Pois bem, é justamente o nome dessa ilha, Ogygia, que hoje dá nome a uma revista literária e artística açoreana que tem (como Calipso) artifícios bastantes para atrair e prender os leitores, sejam estes masculinos ou femininos".

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  7. António Luiz Pacheco9 de outubro de 2025 às 16:14

    Pois... mas o que me parece é que uma revista exclusivamente feita por mulheres, mesmo que de poesia, não será a melhor fórmula para atrair leitores masculinos... sabe-se que os homens tendem a não ler coisas escritas por mulheres - não, não é misoginia minha e nem machismo, é um facto comprovado. Estou uma vez mais a analisar.
    Prosseguindo a análise, repito o que disse: quantas revistas de poesia existem em Portugal, neste momento? Ou apenas revistas/jornais de letras, e, literatura?
    Volto a questionar se esta versão será uma boa aposta?
    Não estou nem a condenar nem a vaticinar, apenas a analisar.
    Defeito meu, entenda-se, por razões de profissão se bem que não na área das literaturas, o Editor não sou eu, mas creio que o mercado fala por si.
    Foi só por isso...
    Reitero os sinceros votos do maior sucesso.

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  8. Bela revista. Uma ilha de mulheres.

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  9. A menina não escreve na língua portuguesa, pois não?

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