Uma nova revista
Quem leu a Odisseia, de Homero, sabe bem que Ulisses, quando regressava a casa finda a Guerra de Tróia, ficou prisioneiro dos encantos da bela Calipso durante anos numa ilha chamada Ogygia. Pois bem, é justamente o nome dessa ilha, Ogygia, que hoje dá nome a uma revista literária e artística açoreana que tem (como Calipso) artifícios bastantes para atrair e prender os leitores, sejam estes masculinos ou femininos. Editada nos Açores e dirigida por duas mulheres que são grandes leitoras, Avelina da Silveira e Paula de Sousa Lima (esta última finalista do Prémio LeYa com o romance Paraíso), trata-se de uma revista online cujas colaboradoras são exclusivamente mulheres. Neste número, podemos por exemplo encontrar a escritora Leonor Sampaio da Silva, de quem publiquei este ano o magnífico Passagem Noturna, as poetisas Dora Nunes Gago ou Ângela Almeida e a pintora convidada Nina Medeiros. Além dos textos literários, contos ou poemas (pronto, também escrevi um), a revista, cujo número inaugural é dedicado ao tema da ilha, contém ainda textos críticos e entrevistas. Vale muito a pena, claro, folhear esta novidade cujo link aqui vos deixo.
Pergunto se será então uma revista exclusiva para mulheres?
ResponderEliminarAssim anunciada é o que parece, nada contra, porém imagino que dificulte ainda mais a sua circulação e sucesso...
Saudações cá do Bairro Ribatejano.
Que maravilha de iniciativa criarem uma revista literária nos Açores e chega me dar água na boca bater teclas. Obviamente fomentar a cultura literária é sob todos os aspetos acolher-se nas distâncias deste insinuante e complexo universo; sem contradição até para ets (apenas lembrando daquele famoso disco de platina lançado no espaço).
ResponderEliminarLouvável estas mulheres que trazem no brio, letras em perfazerem sua odisseia com a revista Ogygia. Amei o nome e caprichem na grade pq Açores tem conteúdo e merece ser lida e visitada. Parabéns
Querido ALP esta semana vi uma moça numa arena de touros e não era para servir cafezinho. Estava belíssima e só lhe faltou a estocada. Creio que ilustra alguma realidade distorcida a sensibilidade pela falta de conteúdos ou que nos devolvam uma área de conforto ao conhecimento; principalmente de gênero. Embora discutir gostos seja que nem falar lá da lua quando de cá, só a tenha o quê deslumbrar.
ResponderEliminarSim Querida Cláudia, as mulheres naturalmente ocuparam transversalmente o seu lugar na sociedade, o que é digno de nota e honra lhes seja feita, merecidamente. Na tauromaquia também evidentemente e nesta altura temos muitas jovens caçadoras e pescadoras submarinas! Muito bom se olharmos à evolução e continuidade destas actividades.
ResponderEliminarSaltou-me à vista o detalhe de uma revista como esta ser anunciada como só de mulheres.
Não me choca mesmo nada, pois sempre as houve como as para homens... o que me faz reparo é que uma revista de previsível escassa tiragem, outras mais alargadas têm fechado, se lance assim desta forma. É defeito profissional, entende, pois faço uma breve análise tendo em atenção o público-alvo e os potenciais leitores. Eu não o aconselharia... porém faço votos de sucesso.
Saudações Ribatejanas cá do Bairro!
Embora algumas vezes no blog HE já me vi “quebrando taças”. E, talvez por prezar tão bela causa as letras, vossa lavra é de respeito. Acredito onde nem só, mas da grande maioria. Obviamente que a intenção primeira nem logra fé onde sempre nos é passível da construção temática. As leituras desde sempre um campo de esperança; sapiência, lucidez. Logo em anos com tantas abordagens ao dirigir-se às leituras, vos continua praticante assíduo e crítico objetivo por nem passar pela conveniência ou lugar comum. Donde defeito?
ResponderEliminarSe tivesse lido o post com atenção, não teria escrito o que escreveu.
ResponderEliminarRepito: "Pois bem, é justamente o nome dessa ilha, Ogygia, que hoje dá nome a uma revista literária e artística açoreana que tem (como Calipso) artifícios bastantes para atrair e prender os leitores, sejam estes masculinos ou femininos".
Pois... mas o que me parece é que uma revista exclusivamente feita por mulheres, mesmo que de poesia, não será a melhor fórmula para atrair leitores masculinos... sabe-se que os homens tendem a não ler coisas escritas por mulheres - não, não é misoginia minha e nem machismo, é um facto comprovado. Estou uma vez mais a analisar.
ResponderEliminarProsseguindo a análise, repito o que disse: quantas revistas de poesia existem em Portugal, neste momento? Ou apenas revistas/jornais de letras, e, literatura?
Volto a questionar se esta versão será uma boa aposta?
Não estou nem a condenar nem a vaticinar, apenas a analisar.
Defeito meu, entenda-se, por razões de profissão se bem que não na área das literaturas, o Editor não sou eu, mas creio que o mercado fala por si.
Foi só por isso...
Reitero os sinceros votos do maior sucesso.
Machista.
ResponderEliminarBela revista. Uma ilha de mulheres.
ResponderEliminarA menina não escreve na língua portuguesa, pois não?
ResponderEliminarUm Pacheco machista.
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