Laboratório

Agora, que os jornais parecem estar a desaparecer tal como os conhecemos e os jornalistas culturais têm cada vez menos espaço para escrever, viram-se frequentemente para a organização de outras actividades, e é vê-los orientarem encontros literários ou artísticos, fazendo podcasts, escrevendo em blogues, fazendo oficinas. Quem não descansa é o incrivelmente imaginativo João Morales, há já muitos anos responsável pelo festival de livros da Lourinhã, Livros a Oeste e que se tem multiplicado por sessões ao vivo e entrevistas gravadas. Desta feita, oferece-nos um Laboratório de Escrita, que na verdade não sei bem o que é, mas deve ser qualquer coisa divertida e original, a avaliar pelo cartaz escolhido para anunciar o evento. Acontece já no próximo sábado às 17h00 em Lisboa, perto do Jardim Constantino, na Zénite Bar Galeria, à Rua Passos Manuel (a mesma rua onde era a Assírio & Alvim de Manuel Hermínio Monteiro), e traduz-se num convite aos interessados para virem escrever histórias acompanhados uns dos outros, com a vantagem de, sei lá se para se sentirem mais inspirados, beberem qualquer coisinha. Um sábado diferente, em suma.


cartaz laboratório_Janeiro 2024.jpg

Comentários

  1. António Luiz Pacheco18 de janeiro de 2024 às 04:16

    Espero que forneçam uma lista dos prémios literários para serem ganhos pelos candidatos a escritores, que garantirão assim ser publicados. Eheheh! Não resisti.
    Um dia alguém me vai dar umas bengaladas por uso e abuso desta provocação, perdoem.
    Bom, depois queixem-se e comentem que todo o bicho careta quer escrever e publicar... no entanto também me parece que é útil! Que diabo, eu gosto de escrever, porque é que outros não hão-de gostar também? Uma formação destas seria útil à minha pessoa? Certamente que sim, e muito gostaria de poder assistir a uma, mais não fosse para fazer contactos e trocar idéias, ouvir outros que sabem do assunto. Gostava mesmo, o problema é não ter como, por falta de tempo e oportunidade pela distância. Quando me aposentar, quem sabe? É sempre tempo de o fazer, até morrer, creio que mesmo de cadeira de rodas poderei ir!

    Entretanto é com tristeza que leio e constato que os jornalistas culturais estão a ficar sem lugar! É grave, tanto por eles que vão para o desemprego como pela falta que fazem. Certo que alguns são uns chatos de primeira, outros presumidos... mas creio que faz parte, intelectual e gente de cultura, salvo as digníssimas excepções dos que conseguem aquela empatia e são excelentes comunicadores, são assim mesmo. E, repito, fazem muita falta, pelo que lamento sinceramente e fico preocupado com o que li!

    Enfim, que Drusuna, Minerva e São João Evangelista, todos juntos e não são demais, nos iluminem e sobretudo a quem gere e governa isto tudo, são os meus votos cá da Cidade Morena!
    PS: Um abraço a João Morales e o maior sucesso nos seus empreendimentos culturais e livrescos!

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  2. António Luiz Pacheco18 de janeiro de 2024 às 05:43

    Pergunto-me o que tem a imagem crocodiliana a ver com o evento?
    Não critico, notem, só questiono por curiosidade.
    Na semana passada, na fazenda do Carivo, propriedade do meu amigo Alvarito e aqui perto, atravessada pelo rio Coporolo, um crocodilo arrancou a mão de uma moça... estava a lavar roupa no rio e ele abocanhou a peça e a mão. Por cá, é algo que acontece com alguma frequência, é como ser atropelado a atravessar a estrada. Os cães e algum gado são quem sofre mais, mas também calha às pessoas.

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