Laboratório
Agora, que os jornais parecem estar a desaparecer tal como os conhecemos e os jornalistas culturais têm cada vez menos espaço para escrever, viram-se frequentemente para a organização de outras actividades, e é vê-los orientarem encontros literários ou artísticos, fazendo podcasts, escrevendo em blogues, fazendo oficinas. Quem não descansa é o incrivelmente imaginativo João Morales, há já muitos anos responsável pelo festival de livros da Lourinhã, Livros a Oeste e que se tem multiplicado por sessões ao vivo e entrevistas gravadas. Desta feita, oferece-nos um Laboratório de Escrita, que na verdade não sei bem o que é, mas deve ser qualquer coisa divertida e original, a avaliar pelo cartaz escolhido para anunciar o evento. Acontece já no próximo sábado às 17h00 em Lisboa, perto do Jardim Constantino, na Zénite Bar Galeria, à Rua Passos Manuel (a mesma rua onde era a Assírio & Alvim de Manuel Hermínio Monteiro), e traduz-se num convite aos interessados para virem escrever histórias acompanhados uns dos outros, com a vantagem de, sei lá se para se sentirem mais inspirados, beberem qualquer coisinha. Um sábado diferente, em suma.

Espero que forneçam uma lista dos prémios literários para serem ganhos pelos candidatos a escritores, que garantirão assim ser publicados. Eheheh! Não resisti.
ResponderEliminarUm dia alguém me vai dar umas bengaladas por uso e abuso desta provocação, perdoem.
Bom, depois queixem-se e comentem que todo o bicho careta quer escrever e publicar... no entanto também me parece que é útil! Que diabo, eu gosto de escrever, porque é que outros não hão-de gostar também? Uma formação destas seria útil à minha pessoa? Certamente que sim, e muito gostaria de poder assistir a uma, mais não fosse para fazer contactos e trocar idéias, ouvir outros que sabem do assunto. Gostava mesmo, o problema é não ter como, por falta de tempo e oportunidade pela distância. Quando me aposentar, quem sabe? É sempre tempo de o fazer, até morrer, creio que mesmo de cadeira de rodas poderei ir!
Entretanto é com tristeza que leio e constato que os jornalistas culturais estão a ficar sem lugar! É grave, tanto por eles que vão para o desemprego como pela falta que fazem. Certo que alguns são uns chatos de primeira, outros presumidos... mas creio que faz parte, intelectual e gente de cultura, salvo as digníssimas excepções dos que conseguem aquela empatia e são excelentes comunicadores, são assim mesmo. E, repito, fazem muita falta, pelo que lamento sinceramente e fico preocupado com o que li!
Enfim, que Drusuna, Minerva e São João Evangelista, todos juntos e não são demais, nos iluminem e sobretudo a quem gere e governa isto tudo, são os meus votos cá da Cidade Morena!
PS: Um abraço a João Morales e o maior sucesso nos seus empreendimentos culturais e livrescos!
Pergunto-me o que tem a imagem crocodiliana a ver com o evento?
ResponderEliminarNão critico, notem, só questiono por curiosidade.
Na semana passada, na fazenda do Carivo, propriedade do meu amigo Alvarito e aqui perto, atravessada pelo rio Coporolo, um crocodilo arrancou a mão de uma moça... estava a lavar roupa no rio e ele abocanhou a peça e a mão. Por cá, é algo que acontece com alguma frequência, é como ser atropelado a atravessar a estrada. Os cães e algum gado são quem sofre mais, mas também calha às pessoas.