Luto nacional

Também aqui no blogue. Morreu Eduardo Lourenço. E não é preciso dizer mais nada.

Comentários

  1. Pois não.
    Felizmente para mim, descobri-o há muitos anos, mas quem quiser conhecer a sua obra ainda vai muito a tempo, e essa será a mais bela homenagem que lhe poderá prestar.
    Que tenha seguido pelo tal caminho caminho de rosas...
    🌸
    Maria

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  2. Só que foi um ser humano de uma gentileza ímpar. «Para mim talvez interessante seja que haja gerações mais novas que encontrem em mim alguma coisa de estimulante naquilo que escrevo. Isso é que é realmente a consolação das consolações.» Seguramente, caro Eduardo Lourenço. Eterna gratidão.

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  3. António Luiz Pacheco2 de dezembro de 2020 às 02:23

    Junto ao Prof. Engº Gonçalo Ribeiro Telles, é outro Grande Desaparecido neste terrível ano de 2020... de quem já alguém disse ter encontrado a explicação, que foi o Mundo acabar em 2019 e nós sermos os que não foram para o Céu!

    Dois pensadores de Portugal, dois arquitectos do saber e da portugalidade.
    O "Labirinto da saudade" é uma obra que fica para sempre.

    Saudações melancólicas, cá da cidade de Luanda.

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    1. Sem dúvida dois grandes portugueses!
      A minha homenagem.

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  4. Perdemos um dos nossos maiores pensadores.

    Como de costume, quem olha de fora, consegue ver tudo com mais nitidez...

    Quero muito ler o seu, "Pessoa Revisitado".

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  5. A minha memória maior de Eduardo Lourenço vem do prazer imenso que eu tinha ao vê-lo improvisar sobre um tema que estivesse dentro dos seus interesses. Fiquei sempre com a sensação que ele próprio se surpreendia com aquilo que ia descobrindo à medida que deixava fluir o seu pensamento em associação livre. Como se fosse um Sócrates do monólogo, cujo diálogo interior era suficiente para o questionar a ele próprio e o levar à procura de novas ligações e de novos caminhos. Alguns dos "espetáculos" mais memoráveis que tenho tido o prazer de fruir ao longo da vida resultam do testemunhar ao vivo o funcionamento de cabeças privilegiadas, como a de Eduardo Lourenço. Fascinante !

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  6. Li o Labirinto da Saudade, Fernando Rei da Nossa Baviera, Poesia e Metafísica e o último Crónicas Pouco Marcianas. Revi a Fotobiografia-Tempos de Eduardo Lourenço de Maria Manuela Cruzeiro e Maria Manuel Baptista. Tive oportunidade de conviver com ele em Paris, num colóquio no CCB, onde falou sobre o livro e as novas tecnologias e num almoço de confraternização dos beirões .Também estou interessado no Pessoa Revisitado e em ouvir o Requiem Alemão de Brahms uma das suas músicas favoritas.

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    1. É uma grande peça! Ouvir a versão com a Gundula Janowic: ihr habt nun Traurigkeit.

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  7. Um zacatrás para o camarada do CM, o 92 de 1934.

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  8. Às vezes os silêncios são vazios, são opacos
    Este não. É colapso..
    Mas a Força do seu Pensamento corre no Rio da Vida a todo o Tempo.

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