Aqui há tempos fui à Figueira da Foz acompanhar a Carla Pais, a vencedora do Prémio LeYa 2024 que recebemos recentemente em Portugal. Como sempre que vou às 5.ªs na Figueira (também há umas Quintas no Porto, mas são de poesia), encontro-me com o António Cravo que, há anos, faz questão de registar as sessões em filme e fotografia. Porém, no final da conversa, já a regressar, descobri que o Cravo publicou um livro de poemas e fotos em «curtição de autor» (adorei o termo) e não resisti a comprar-lho. É, como diz, ele próprio «sentado à janela do tempo» – e acredito que tenha sido irresistível fixar estes momentos em papel (as fotos são de 1972 a 1993, pelo que há belas hipóteses de contarmos um dia destes com mais um ou dois volumes deste magnífico livro que tem por título este é o meu infantário) . Tendo ascendentes pescadores (na Figueira é normal), Cravo dá-nos a conhecer uma paisagem marítima belíssima, as tragédias e os bens da pesca, os naufrágios, a venda do peixe, os rosto...
Bom dia com alegria
ResponderEliminarTendo já terminado a minha participação na feira do livro deste ano, resta-me desejar uma boa apresentação.
Quanto á crónica, certeira e apurada, remeto para um livro que irei comprar daqui a dois anos, A sociedade autofagica, Anselm Jappe, Edição Antígona.
Boas leituras e até para o ano
cp
Mas tudo isto me põe a pensar: é que, apesar da sua vergonhosa e aparente incultura, sâo os jovens os responsáveis por estes fantásticos avanços da tecnologia!!!
ResponderEliminarOs Steves Jobs, os putos do facebook, etc. etc.
Portanto, não sei se poderei dizer adeus futuro?
O mundo está sempre sempre sempre em mudança!
Muito bem, para um tríptico um sábio de dípticos, trípticos, polípticos.
ResponderEliminarPode haver muita razão na crítica à atitude dos jovens sobre este assunto, mas não me parece no caso presente. É absurdo o povo europeu ir votar não havendo povo europeu. Os jovens não se interessam pelos problemas a debater na Europa? Os políticos também não, designadamente os candidatos, visto que não houve um só assunto que apresentassem a debate. Se não há assunto, se não há debate, para quê o voto?
ResponderEliminarBem observado!!!!
EliminarNa mouche
EliminarBom fds cp
Aprecio Mário Cláudio, mas ir à feira num fim de semana é facto que repudio. Que o autor viva ainda por muitos anos e a escrever, coisa que faz tão bem.
ResponderEliminarA juventude alemã participou em bom número, nas últimas Europeias (daí, o bom resultado dos Verdes - "die Grünen"). Será por os jovens alemães não terem oportunidade de ir à praia?
ResponderEliminarBom fim-de-semana!
Votos de sucesso a mais este livro do insigne escritor!
ResponderEliminarCrónica: o pior é que não são só os jovens… isso toca a todos. Eu conhecia os nomes de vários candidatos, em particular daquele que me interessava e no qual votei, pois faço questão de que ele lá continue a defender pontos comuns de interesse.
Saudações eleitorais cá da Cidade Morena!
Sobre a votação e a não votação, a coisa está para piorar. Nem se culpem os jovens, porque é quase nula a mensagem que lhes fazem chegar; apenas apelam à participação no acto eleitoral durante a campanha, sem que alguém se importe a explicar as razões positivas do voto. Sim, positivas, porque as razões negativas estão eles fartinhos de observar.
ResponderEliminarRecentemente foi lançada ao ar uma ideia peregrina - julgo da boca de um governante dos Açores - propondo nela o pagamento a todos os que descarregassem o voto nas urnas. Faltou na ideia o como, quando e quanto esse pagamento, se em dinheiro ou em géneros líquidos ou sólidos, assim como ocorre quem pense em penalizar quem se abstenha de ir à mesa das eleições, desta feita com uma penalização em dinheiro do género de uma multa de trânsito.
estes dois retro-itinerários (bónus ou penalização) não conduzem a lado nenhum, nem significam que haja mais votos, pelo menos válidos. Permitem, se for o caso, que se metam ao caminho os putativos eleitores, viajando em pedibus calcantibus para engrossarem a fila da votação, enquanto a velha sem dentes, lá nos confins das terras do esquecimento, continuará a roer as castanhas piladas até que a morte, ao contrário dos políticos, se lembre dela. De resto, ela e os seus netos, perdidos no trânsito da cidade, à compita com o trânsito e a falta de transportes, querem lá saber da Europa e dos políticos, quando estes auferem dez a quinze vezes mais do que o seu salário mensal.
Também me acontece, pelos vistos, passar por anónimo. Talvez seja por falar em votos.
EliminarO comentário anterior a esta resposta ao mesmo, é meu.
Apoiado! Bem observado… e percebi logo de quem era o "coment" (escrevo em inglês para ser mais europeu, eheheheh!), o estilo é inconfundível tal como a pontaria certeira, e quem mais ia lembrar-se das nossas estimáveis velhotas desdentadas?
EliminarGrande abraço cá da Cidade Morena, em polvorosa com o congresso do MPLA e almejando pelo governador que já merece e ainda não teve…
Hoje li uma interessante frase, que, traduzida, é mais ou menos assim:
ResponderEliminar«Toda a gente fala dos jovens e ninguém se lembra de falar com os jovens».