Dia do Livro
Hoje é Dia Mundial do Livro e não há melhor maneira de o comemorar do que lendo livros a sério. E aqui em Portugal, que nunca tivemos grandes hábitos de leitura, podemos aprender com um país que, igualmente pequeno, premeia quem lê. E como?, perguntarão os Extraordinários. Pois bem, conto-vos tudo. Durante o dia de hoje, em toda a Holanda, os transportes públicos são gratuitos para os passageiros que mostrarem um livrinho ou vierem a ler. Os caminhos-de-ferro holandeses fazem isto desde 1932, encorajando a leitura nos comboios e estendendo a gratuitidade do bilhete a um fim-de-semana inteirinho. Mais: o governo encomenda um livro a um autor holandês conhecido e oferece-o a todos os que, nesta data, vão às livrarias e compram livros; e depois, na bilheteira das estações de comboio, basta a um passageiro apresentar esse livro oferecido para ter um bilhete de borla. Em Espanha e Portugal as livrarias oferecem rosas no Dia Mundial do Livro, mas bem que podia haver ideias mais compensadoras; afinal, as rosas murcham rapidamente. Vivam os livros!
Hoje vou ler um pouco dos livros que ando a ler: Coração de Edmondo de Amicis,(recordar a minha infância), Eu Sou Dinamite -A Vida de Frederico Nietzche (filósofo favorito), Pedra de Afiar Livros de Jaime Bulhosa, sobre livros e livreiros.
ResponderEliminarBoa chuva com alegria
ResponderEliminarAinda de volta dos irmãos Karamazov, com o pai já morto à paulada, queria salientar que hoje é também dia mundial do escoteiro.
Boas leituras
CP
Bom dia do livro!
ResponderEliminarNão sei se se lê assim tão pouco em Portugal, e se os Holandeses lêem assim tanto… no lo creo em ambos os casos.
Mas isso dá pano para muitas mangas de discussão.
Seja como seja, festeje-se então o Nosso Extraordinário Dia do Livro!
Pela minha parte já fiz algo: terminei e enviei um texto para comparticipar num livro colectivo que o nosso grupo de caçadores que escreve, vai editar em breve!
Saudações livrescas cá da Cidade Morena!
Como hoje é dia institucional de leitura, aproveito a ideia, dada a pouca disposição física para me pôr ao trabalho e a nenhuma vontade de o fazer. Também não há agenda para estes dias que mova a agulha dos meus carris para folias, casórios e baptizados, jantares, tertúlias e outros extras. É um desprendimento patético. Aproveito para ler “Os Infiéis” de Fernando Dacosta. Trata-se de um livro que repousa no limbo das minhas leituras omissas, despertado agora pelo tema que ele encerra.
ResponderEliminarNão, não é pelo nome e apelido que o faço, porquanto não sou familiar deste Fernando, que conheço. Estive com ele uma única vez, em Viseu (Moselos), aquando do aniversário do irmão, o Jorge. Sim, do Jorge Braga da Costa, um dos maiores desenhadores portugueses, também ilustrador e pintor, já falecido. Eu nunca lhe cheguei aos calcanhares, na arte do desenho – tanto assim foi, que tendo os dois (eu e ele) feito uma ilustração para uma colecção de livros que eu dirigi, escolhi a dele. Fomos grandes amigos, ele colaborou comigo em revistas que coordenei e dirigi; eu colaborei com ele em textos para os seus trabalhos.
Acho que “Os Infiéis” merecem uma leitura, como “O Viúvo” merece a releitura.
Relativamente ao exemplo da Holanda, em Portugal também o livro é bem “apoiado”, mantendo-se os 6% do IVA no produto acabado e os 23% na restante trajectória, se não falarmos dos recibos verdes e SS de quem os escreve. No meu caso, para não complicar a declaração anual do IRS, nem sequer passei quitação dos “verdes” à Leya, mantendo a não recepção dos escassos réditos disponíveis do livro em papel e em e-book.
Semelhante tratamento, neste âmbito, ao dos caminhos-de-ferro da Holanda, considerados dos melhores do mundo, é por ora obtuso para a congénere portuguesa, como quão ineficaz seria a medida para os que, querendo beneficiar da benesse, colocassem o livro entalado no braço e fizessem como o padrão do dux veteranorum universitário.
Nuns sitios oferecem livros, noutros oferecem rosas, noutros pequenas viagens. Se me calhasse entrar num meio de transporte e haver alguém a presentear-me com um livro e uma rosa, seria então um dia inesquecível na minha vida.
ResponderEliminarUma ideia / sugestão simples para o DIA MUNDIAL DO LIVRO, 23 de Abril:
ResponderEliminarQuem comprar um Livro, terá direito a levar outro Livro (grátis) de valor idêntico ao comprado.
Esta será uma forma de, por assim dizer, "duplicar a vontade de leitura".
Boas leituras.
José Augusto Macedo do Couto
Porto
Penso que a oferta de flores é por demais sobrevalorizada no nosso país. Também gosto de receber flores, mas não por qualquer pretexto, como se, recebendo flores (principalmente as mulheres), tenhamos a obrigação de nos quedarmos encantados e agradecidos! O que é demais também é moléstia. Ainda bem que o meu marido não tem esse hábito. Prefere oferecer-me livros, ou perfume :-)
ResponderEliminarE eu preferia mil vezes que a livraria me oferecesse um desconto na compra de livros, do que uma rosa!
P.S. O comércio absurdo de flores, nos nossos dias, também é nocivo ao ambiente. Na Alemanha, é cada vez mais costume, nos funerais, a família participar algo como: de acordo com o desejo do/a falecido/a, pedimos que se abstenham de comprar coroas de flores e outros arranjos, substituindo por uma oferta em dinheiro, que será doado a - vindo depois uma instituição de caridade escolhida pelo falecido/a. Acho uma ideia muito boa!
Nem de propósito, aqui está uma excelente iniciativa - livros oferecidos por ciclistas, em Lisboa:
ResponderEliminarhttps://www.publico.pt/2019/04/22/culto/noticia/dia-mundial-livro-fnac-vai-pedalar-lisboa-oferecer-livros-1870032?fbclid=IwAR1gTiN0rC7bMf9GxYdBR8otDVvYDfkvFHFX1VbcO9iP1FbmR1E7c19bjF8
E se a Leya, que governa a edição em Portugal, oferecesse livros aos utentes de transportes públicos para os incentivar à leitura? As sugestões da MRP são muito manhosas: fala, fala, mas não faz nada. Os bons exemplos vêm de fora? Siga o exemplo, senhora, e faça mais pelo seu país...
ResponderEliminarOh cobarde tens nome, por acaso?
EliminarSó por acaso, manhoso.
Página
ResponderEliminarSe ma invade
teu riso molhado e saudades
teu mar, teu sal
a tua das minhas, bem sei eu
viagens; oh pranto seu
Se ma invadem
tuas flores de espuma
cancioneira bruma
a minha das tuas, bem sei eu
renda louvada
Maria as águas, sorriso teu
Se ma invades
molhada areia, tua missão
desejo ardente...
regendo sementes, tingidas em adeus!
Bem sabemos nós, de vós
ser a face de Deus.
Cláudia da Silva Tomazi
comemoro o Dia do Livro agarrada ao Anfonso Cruz e ao Tordo!
ResponderEliminarAqui estou, agarrado à bela e excelente... revista Electra que já vai no número 5...
ResponderEliminarDigamos que comemoro o Dia do Livro de forma indirecta...
Adorei este post. Parabéns
ResponderEliminarA propósito dos holandeses, já leram "Com os Holandeses" do grande escritor J.Rentes de Carvalho? Uma pérola!
ResponderEliminarObrigado à Maria do Rosário Pedreira por todos os dias nos proporcionar este desfrutar do seu talento literário (e dá muito trabalho, acreditem).
é pá, e eu que andei a ler por esses transportes públicos fora e tive de pagar bilhete na mesma. Mais, nem sequer sabia que era o dia mundial do livro.:). Paciência. O que interessa é mesmo gostar de ler. E ler.
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