Há muitas razões para não se simpatizar com certas pessoas e empresas, e já sabemos que em Portugal somos peritos em detestar quem tem dinheiro e quem tem sucesso. Não surpreende, por isso, que ao primeiro desaire do festival Babell (o atraso do conferencista inaugural e a falta de auriculares para todos os membros do público ouvirem a tradução simultânea), caísse tudo em cima a martirizar os responsáveis. Foi chato, calculo, ficar duas horas ao sol à espera da vedeta (apesar de a organização do festival ter oferecido chapéus, no que esteve bem); e, segundo percebi, pior foi não se ter apercebido logo de que o alemão seria a língua de comunicação da estrela do Oriente e usar a IA para a tradução, o que provocou risadas em certos casos. Porém, sendo a primeira vez de um festival destas proporções, vá lá, podiam perdoar estas falhas, tanto mais que, ao que leio por todo o lado, o resto foi um absoluto sucesso e encheu as medidas de todos os que puderam assistir às conversas de gr...
Bom dia com alegria
ResponderEliminarSobre o tema da crónica de hoje, recomendo outra vez a leitura de "24/7 -O Capitalismo Tardio e os Fins do Sono" de Jonathan Crary.
O sono é a última barreira não quebrada pelo capitalismo: enquanto dormimos não consumimos. Logo, há que diminuir ao máximo esse período do dia.
Consumo logo existo.
O resto é secundário, seja a (nossa) Saúde ou a Educação (dos nossos filhos).
Ou a Ecologia, que hoje sai à rua por esse mundo fora a manifestar-se jovem, muito por culpa do nosso (padrão de) Consumo.
Paradoxal, contraditório, autofágico, insano?
Bem vindos ao manicómio pós-modernista, onde tudo é fantástico mas não sustentável. O nó gordio que todos gostariamos de desatar mas não sabemos como, apesar de não nos faltarem ideias.
Boas leituras, bom fds e boa saúde
CPedro
PS: Vendo T4 em Marte. Boas vistas e excelente clima. Facilito nas prestações.
Quando dorme não consome?
EliminarBom, se não usar cobertor eléctrico, AC , nem estiver a dormir num hotel… pode não consumir, mas eu diria muito velhacamente que hoje consumimos até quando respiramos!
Eheheheh! Um abraço sacanola cá da Cidade Morena!
Já li há alguns meses. Interessante, mas o diagnóstico não constitui surpresa, constatámo-lo todos os dias...
EliminarAliás, "pão e circo" é uma velha receita de sucesso. A diferença agora é que temos o circo a funcionar 24 horas.
Credo! Um "aifone" aos 2 anos????? Isso seria uma criança, ou um robô????
ResponderEliminarRealmente os tempos são outros, e de que maneira, pelo bom e pelo mau… as nossas recordações de hoje são muitíssimo diferentes do que serão a dessa menina daqui a muitos anos, como avaliar quais serão as melhores?
E, vá lá que pelo menos os pais dessa criança tecnologicamente avançada a criam a carne e massa, comendo eles peixe… nem tudo estará portanto perdido!
Saudações omnívoras cá da Cidade Morena!