Crónica e CCB
Hoje é dia de partilhar a crónica do Diário de Notícias. Aqui vai o link:
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/09-mar-2019/interior/de-joelhos-10652943.html
Ainda no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia, amanhã à tarde haverá leituras no Centro Cultural de Belém, como, de resto, é hábito de há uns anos a esta parte. Alguns poetas portugueses (Nuno Júdice, Pedro Mexia, esta vossa criada...) e gente ligada à música (o fadista Camané, Luís Represas, entre outros) foram «arrebanhados» para ler poesia da América Latina. Lerei dois poemas, um colombiano e outro da Costa Rica. Se tiverem curiosidade em saber quais, apareçam no CCB depois de almoço. Bom fim-de-semana!
Pelo que vou percebendo, creio que a arte na actualidade precisa de se embelezar, de se reinventar ou recriar, através do belo, pois para mim a essência da arte é o belo.
ResponderEliminarÉ discutível este conceito, bem sei, mas para mim arte é isso… a celebração da beleza, ou, a reprodução com arte (mesmo sem beleza) de algo.
A literatura, a música e a poesia, também na união de ambas pois a poesia completa a música e vice-versa, são as artes que menos perderam dessa "beleza", e talvez nelas resida a recuperação da sua essência, a arte pela emoção, pela exaltação e elevação de sentimentos, de coisas belas.
Perdoem se estive a divagar e a dizer disparates.
Que sejam momentos bonitos estes que aqui são falados, são os meus votos desde a Cidade Morena!
"Arrrebanhados" é um bom termo, pela "banha"...
ResponderEliminarSempre fomos bons a ler a poesia dos outros, e a de língua espanhola, é das que soa bem, poeticamente.
Só é pena é que não aconteça o contrário, pelo menos com a normalidade desejada.
Ainda, sem sair da palavra, não sei se ainda não "arrebanharam" qualquer poeta posso. Camões com z soa mal, Pessoa não lhes dá chance nenhuma. :)
Tal como o nosso navegador Magalhães, não lhes dá grandes hipóteses, fica mal com z, assim como Ronaldo, também não dá grandes alternativas. Agora o nosso matador de touros Vitor Mendes (e outros tantos) era sempre Mendez nos cartazes...
Acho que o Luís Eme tem razão, embora o seu nome próprio possa "arrebanhar-se" para a alternativa castelhana do "Z". Há muitos que utilizam o Luiz - e têm todo o direito de o fazer, sem crítica - como eu poderia, se costela castelhana ou outra estrutura do meu corpo tivesse, trabalhar o meu nome com "H" - Hernando.
EliminarEssa da "banha" do arrebanhar depende do rebanho. Se andar bem nutrido ou se for uma vara de porcinos, com boa banha a emoldurar os presuntos, direi eu as essências dos dois pormenores da salgadeira e do fumeiro.
Não sendo um rebanho de fiéis, daqueles que a MRP retrata na catequese, obrigatoriamente guiados por um pastor, arrebanhar ouvintes e leitores para a poesia é uma salutar iniciativa, mesmo que ela soe em castelhano. Não diria o mesmo se a poesia corresse em mirandês, em eslavo ou ou outra língua onde não se percebesse patavina.
Confesso que gostava de ouvir ler e cantar, com a sonoridade própria:
Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
Qué miran los poetas andaluces de ahora?
Qué sienten los poetas andaluces de ahora?
No caso, o termo da MRP é apropriado, colocado entre aspas ou comas: foram "arrebanhados" no sentido de, como músicos e compositores, saírem do seu rebanho e serem levados para o rebanho dos poetas.
Caro Luís, Fernão de Magalhães é conhecido no estrangeiro como Ferdinand Magellan, incluindo a Alemanha. O estreito de Magalhães é, na terra de Merkel, "Magellanstraße".
EliminarSem necessidade de "Z". Nada a fazer, sinto muito.
P.S. Por acaso, não gosto do som da língua castelhana. Espanhóis a conversar é, para mim, uma grande cacofonia, muitas vezes, difícil de aguentar. Já os sul-americanos têm uma pronúncia mais agradável.
Sim, tens razão, Cristina, juntos irritam. :)
EliminarMas poesia, curiosamente, gosto de ouvir em espanhol. :)
(em relação aos nomes, uma coisa é a tentativa de tradução, outra a "usurpação"...)
Caro Luís, só me apercebi dessa polémica sobre Fernão de Magalhães muito por alto. A questão é: os espanhóis tencionam "arrebanhar" a nacionalidade do navegador português para si, ou trata-se apenas de dizer que a viagem de circum-navegação foi uma empresa castelhana? É que neste último ponto, eles têm razão. Fernão de Magalhães navegou ao serviço do rei de Castela, com caravelas e tripulação castelhanas. Os espanhóis têm todo o direito de reclamar para si tudo o que ele descobriu e empreendeu, nessa viagem.
Eliminarhttps://andancasmedievais.blogspot.com/2014/10/a-conquista-do-mundo.html
É um pouco o mesmo como acontece com Cristóvão Colombo: apesar de ele, provavelmente, não ter sido espanhol (o mundo continua a creditar que ele era genovês; além disso, há as versões portuguesa e galega), os louros da descoberta da América estão em mãos castelhanas.
Porcelana disposta
ResponderEliminarcristal composto
de fundo, rosto
alvura intacta
nas mãos
no céu
quantos dias
tantos fios
houvera saber
quais enfeites
sempre tecer
sempre bordar
limpa, gomada e reta
invisível proeza,
toalha de mesa.
Cláudia da Silva Tomazi
Oh, a Cláudia poeta eu não conhecia. Seja bem aparecida ela, a poesia.
EliminarA Cláudia é poetisa… como se podia ignorar?
EliminarNão lê os textos dela, aqui, vai para tantos anos?