Crónica e CCB

Hoje é dia de partilhar a crónica do Diário de Notícias. Aqui vai o link:


 


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/09-mar-2019/interior/de-joelhos-10652943.html


 


Ainda no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia, amanhã à tarde haverá leituras no Centro Cultural de Belém, como, de resto, é hábito de há uns anos a esta parte. Alguns poetas portugueses (Nuno Júdice, Pedro Mexia, esta vossa criada...) e gente ligada à música (o fadista Camané, Luís Represas, entre outros) foram «arrebanhados» para ler poesia da América Latina. Lerei dois poemas, um colombiano e outro da Costa Rica. Se tiverem curiosidade em saber quais, apareçam no CCB depois de almoço. Bom fim-de-semana!

Comentários

  1. António Luiz Pacheco22 de março de 2019 às 03:55

    Pelo que vou percebendo, creio que a arte na actualidade precisa de se embelezar, de se reinventar ou recriar, através do belo, pois para mim a essência da arte é o belo.
    É discutível este conceito, bem sei, mas para mim arte é isso… a celebração da beleza, ou, a reprodução com arte (mesmo sem beleza) de algo.

    A literatura, a música e a poesia, também na união de ambas pois a poesia completa a música e vice-versa, são as artes que menos perderam dessa "beleza", e talvez nelas resida a recuperação da sua essência, a arte pela emoção, pela exaltação e elevação de sentimentos, de coisas belas.

    Perdoem se estive a divagar e a dizer disparates.

    Que sejam momentos bonitos estes que aqui são falados, são os meus votos desde a Cidade Morena!

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  2. "Arrrebanhados" é um bom termo, pela "banha"...

    Sempre fomos bons a ler a poesia dos outros, e a de língua espanhola, é das que soa bem, poeticamente.

    Só é pena é que não aconteça o contrário, pelo menos com a normalidade desejada.

    Ainda, sem sair da palavra, não sei se ainda não "arrebanharam" qualquer poeta posso. Camões com z soa mal, Pessoa não lhes dá chance nenhuma. :)

    Tal como o nosso navegador Magalhães, não lhes dá grandes hipóteses, fica mal com z, assim como Ronaldo, também não dá grandes alternativas. Agora o nosso matador de touros Vitor Mendes (e outros tantos) era sempre Mendez nos cartazes...

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    Respostas
    1. Acho que o Luís Eme tem razão, embora o seu nome próprio possa "arrebanhar-se" para a alternativa castelhana do "Z". Há muitos que utilizam o Luiz - e têm todo o direito de o fazer, sem crítica - como eu poderia, se costela castelhana ou outra estrutura do meu corpo tivesse, trabalhar o meu nome com "H" - Hernando.
      Essa da "banha" do arrebanhar depende do rebanho. Se andar bem nutrido ou se for uma vara de porcinos, com boa banha a emoldurar os presuntos, direi eu as essências dos dois pormenores da salgadeira e do fumeiro.
      Não sendo um rebanho de fiéis, daqueles que a MRP retrata na catequese, obrigatoriamente guiados por um pastor, arrebanhar ouvintes e leitores para a poesia é uma salutar iniciativa, mesmo que ela soe em castelhano. Não diria o mesmo se a poesia corresse em mirandês, em eslavo ou ou outra língua onde não se percebesse patavina.
      Confesso que gostava de ouvir ler e cantar, com a sonoridade própria:
      Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
      Qué miran los poetas andaluces de ahora?
      Qué sienten los poetas andaluces de ahora?
      No caso, o termo da MRP é apropriado, colocado entre aspas ou comas: foram "arrebanhados" no sentido de, como músicos e compositores, saírem do seu rebanho e serem levados para o rebanho dos poetas.

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    2. Caro Luís, Fernão de Magalhães é conhecido no estrangeiro como Ferdinand Magellan, incluindo a Alemanha. O estreito de Magalhães é, na terra de Merkel, "Magellanstraße".
      Sem necessidade de "Z". Nada a fazer, sinto muito.

      P.S. Por acaso, não gosto do som da língua castelhana. Espanhóis a conversar é, para mim, uma grande cacofonia, muitas vezes, difícil de aguentar. Já os sul-americanos têm uma pronúncia mais agradável.

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    3. Sim, tens razão, Cristina, juntos irritam. :)

      Mas poesia, curiosamente, gosto de ouvir em espanhol. :)

      (em relação aos nomes, uma coisa é a tentativa de tradução, outra a "usurpação"...)

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    4. Caro Luís, só me apercebi dessa polémica sobre Fernão de Magalhães muito por alto. A questão é: os espanhóis tencionam "arrebanhar" a nacionalidade do navegador português para si, ou trata-se apenas de dizer que a viagem de circum-navegação foi uma empresa castelhana? É que neste último ponto, eles têm razão. Fernão de Magalhães navegou ao serviço do rei de Castela, com caravelas e tripulação castelhanas. Os espanhóis têm todo o direito de reclamar para si tudo o que ele descobriu e empreendeu, nessa viagem.

      https://andancasmedievais.blogspot.com/2014/10/a-conquista-do-mundo.html

      É um pouco o mesmo como acontece com Cristóvão Colombo: apesar de ele, provavelmente, não ter sido espanhol (o mundo continua a creditar que ele era genovês; além disso, há as versões portuguesa e galega), os louros da descoberta da América estão em mãos castelhanas.

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  3. Porcelana disposta
    cristal composto
    de fundo, rosto
    alvura intacta

    nas mãos
    no céu

    quantos dias
    tantos fios
    houvera saber
    quais enfeites

    sempre tecer
    sempre bordar

    limpa, gomada e reta
    invisível proeza,
    toalha de mesa.


    Cláudia da Silva Tomazi

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    1. Oh, a Cláudia poeta eu não conhecia. Seja bem aparecida ela, a poesia.

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    2. António Luiz Pacheco22 de março de 2019 às 16:35

      A Cláudia é poetisa… como se podia ignorar?
      Não lê os textos dela, aqui, vai para tantos anos?

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