Shoah
Para começar, se não viram o filme com o título do post, de Claude Lanzmann (tem dez horas e é para ir saboreando), vão já comprar o DVD para ficarem a saber o que foram os campos de concentração e extermínio nazis sem ter de ver imagens de nenhum deles (ou vendo-as na cabeça, a partir dos testemunhos dos entrevistados). Nem tudo está perdido, porém, se quiserem inscrever-se para, amanhã e depois, frequentarem as Jornadas sobre a Shoah e Outros Genocídios no Auditório 1 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, organizadas pelo Instituto de História Contemporânea e o Mémorial de la Shoah, de Paris. A coordenação e moderação estarão a cargo de Irene Pimentel, Esther Mucznik e Bruno Boyer. Os intervenientes são investigadores e historiadores oriundos de França e Portugal e os temas abarcam a questão da memória e do esquecimento; os refugiados na Europa nos anos 30 e 40; os perpetradores nazis; a visão do mundo nacional-socialista e a ideologia salazarista; a atitude de Portugal face à Shoah; os crimes em massa, entre os quais os de Timor Leste, do Ruanda e da ex-Jugoslávia; a violência em massa do estalinismo e a violência colonial. A entrada é livre, mas é preciso fazer inscrição pelo link abaixo. Quem me dera ir!
Bolas... esta porcaria caiu e varreu-me o post, logo que estava tão inspirado!
ResponderEliminarO tema em si é importante, cada um com a sua sensibilidade o julgará, em liberdade e pluralidade como é próprio do ser humano. Mas, não podemos esquecer que tem inspirado inúmeras obras literárias, o que para nós amantes da literatura é o que mais importa!
Também não podemos ignorar que a literatura além de um acto consciente e inteligente é apanágio do ser humano, uma das suas maiores realizações, e que justamente através dela se divulgam ideias e os factos que lhes deram origem. Por isso, a literatura nunca desaparecerá enquanto houver seres humanos livres e pensantes, conscientes, como testemunho dessa mesma humanidade inteligente e esclarecida.
No Mundo actual, mais virtual que real, mecanizado, automático, normalizado, informatizado, caminha-se para a insensibilidade e a intolerância, a tendência é para a desumanização pura e simples, a pretexto de que o ser humano é mau logo há que o mudar. Imperfeitos seremos e a perfeição jamais será alcançada porque não existe, é uma demanda eterna e justamente o que nos fez e faz evoluir.
As máquinas não são a resposta, nem tão pouco a sociedade descaracterizada (desumanizada) em que só seremos iguais pela força dos que querem impor a normalização.
Portanto, se estas conferências são importantes para não deixar esquecer, para que se evolua a partir dos males anteriores - o pior é que se evolui para novos males também - também é importante recordar a literatura, como depósito de memórias, de saber e da expressão do pensamento. A ligação é para mim evidente e de fazer notar.
Saudações humanas cá da Cidade Morena!
Resta-me dizer: Bom dia. Bolas...
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
Bom dia!
EliminarEheheheh!
Bolas!
"Saboreando"?
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