Shoah

Para começar, se não viram o filme com o título do post, de Claude Lanzmann (tem dez horas e é para ir saboreando), vão já comprar o DVD para ficarem a saber o que foram os campos de concentração e extermínio nazis sem ter de ver imagens de nenhum deles (ou vendo-as na cabeça, a partir dos testemunhos dos entrevistados). Nem tudo está perdido, porém, se quiserem inscrever-se para, amanhã e depois, frequentarem as Jornadas sobre a Shoah e Outros Genocídios no Auditório 1 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, organizadas pelo Instituto de História Contemporânea e o Mémorial de la Shoah, de Paris. A coordenação e moderação estarão a cargo de Irene Pimentel, Esther Mucznik e Bruno Boyer. Os intervenientes são investigadores e historiadores oriundos de França e Portugal e os temas abarcam a questão da memória e do esquecimento; os refugiados na Europa nos anos 30 e 40; os perpetradores nazis; a visão do mundo nacional-socialista e a ideologia salazarista; a atitude de Portugal face à Shoah; os crimes em massa, entre os quais os de Timor Leste, do Ruanda e da ex-Jugoslávia; a violência em massa do estalinismo e a violência colonial. A entrada é livre, mas é preciso fazer inscrição pelo link abaixo. Quem me dera ir!


 


jornadasshoah@fcsh.unl.pt

Comentários

  1. António Luiz Pacheco14 de maio de 2018 às 03:29

    Bolas... esta porcaria caiu e varreu-me o post, logo que estava tão inspirado!

    O tema em si é importante, cada um com a sua sensibilidade o julgará, em liberdade e pluralidade como é próprio do ser humano. Mas, não podemos esquecer que tem inspirado inúmeras obras literárias, o que para nós amantes da literatura é o que mais importa!
    Também não podemos ignorar que a literatura além de um acto consciente e inteligente é apanágio do ser humano, uma das suas maiores realizações, e que justamente através dela se divulgam ideias e os factos que lhes deram origem. Por isso, a literatura nunca desaparecerá enquanto houver seres humanos livres e pensantes, conscientes, como testemunho dessa mesma humanidade inteligente e esclarecida.
    No Mundo actual, mais virtual que real, mecanizado, automático, normalizado, informatizado, caminha-se para a insensibilidade e a intolerância, a tendência é para a desumanização pura e simples, a pretexto de que o ser humano é mau logo há que o mudar. Imperfeitos seremos e a perfeição jamais será alcançada porque não existe, é uma demanda eterna e justamente o que nos fez e faz evoluir.
    As máquinas não são a resposta, nem tão pouco a sociedade descaracterizada (desumanizada) em que só seremos iguais pela força dos que querem impor a normalização.
    Portanto, se estas conferências são importantes para não deixar esquecer, para que se evolua a partir dos males anteriores - o pior é que se evolui para novos males também - também é importante recordar a literatura, como depósito de memórias, de saber e da expressão do pensamento. A ligação é para mim evidente e de fazer notar.

    Saudações humanas cá da Cidade Morena!

    ResponderEliminar
  2. Resta-me dizer: Bom dia. Bolas...


    Cláudia da Silva Tomazi

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório