Cidade dos livros

Cá em Portugal temos Óbidos e as suas ruas e igrejas cheias de livrarias, mas a ideia de transformar cidades em casas de livros não é só nossa. Folhear, cheirar e pôr os olhos numa biblioteca a céu aberto é, na verdade, o que acontece em Hay-on-Wye, uma pequena cidade no País de Gales perto da fronteira com a Inglaterra, nas margens do rio Wye, com 1200 habitantes apenas e ruínas de mansões maravilhosamente conservadas, como se o tempo não tivesse passado por ali. Em Hay-on-Wye, os livros não estão encerrados – são mesmo para tocar, espreitar e sentir (além de ler, claro). Tudo começou em 1976, quando um apaixonado pela leitura, Richard Booth, teve a ideia de encher a sua cidade de livros; e desde então nunca mais parou: existem mais de trinta livrarias, a grande maioria das quais vende livros antigos ou usados, mas cada uma tem a sua «especialidade» para não baralhar ninguém. E, além das lojas, o castelo, o cinema ou mesmo o quartel dos bombeiros também têm livros. Um paraíso! Deixo algumas imagens para os Extraordinários incluírem esta cidadezinha no itinerário da sua próxima viagem ao Reino Unido.


 


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Comentários

  1. António Luiz Pacheco28 de junho de 2016 às 01:42

    Isso em países húmidos e chuvosos... é capaz de ser mau para a saúde dos livros!!!!

    Mas é uma idéia excelente... uma cidade de sonho, digo eu!
    Aliado à gastronomia e aos monumentos, pode ser muito bem desenvolvido por cá (quero dizer, aí!), sem dúvida nenhuma!

    Saudações livrescas cá da Cidade Morena!

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    Respostas
    1. (também pensei nisso, Pacheco, mas deve ser uma bela "brincadeira" apenas sanzonal...)

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  2. É pena que cá não haja nenhuma Hay-on-Wye até porque em termos climáticos os livros teriam melhor saúde aqui do que na húmida Albion. Fica a sugestão para que algum mecenas queira perpetuar o seu nome como um Grande Amigo dos Livros.

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  3. Maravilha!
    É bom saber que existem pessoas e
    locais assim.
    Quem me dera poder lá ir.
    Mas talvez possa ir a Óbidos, que aliás é uma terra lindíssima onde já fui inúmeras vezes antes de ser
    vila literária.
    :-) Antonieta

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  4. Ora aqui está um bom lugar para eu fazer "turismo". :)

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  5. Emílio Gouveia Miranda28 de junho de 2016 às 04:14

    Excelente ideia. Quando tantos livros são todos os anos destruídos, porque não, pelo menos, oferecê-los ao olhar dos passantes? E, quiçá, muitos se sintam tentados em tocar-lhes, folheá-los e em explorar os seus segredos? Dos livros, claro!

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