Cidade dos livros
Cá em Portugal temos Óbidos e as suas ruas e igrejas cheias de livrarias, mas a ideia de transformar cidades em casas de livros não é só nossa. Folhear, cheirar e pôr os olhos numa biblioteca a céu aberto é, na verdade, o que acontece em Hay-on-Wye, uma pequena cidade no País de Gales perto da fronteira com a Inglaterra, nas margens do rio Wye, com 1200 habitantes apenas e ruínas de mansões maravilhosamente conservadas, como se o tempo não tivesse passado por ali. Em Hay-on-Wye, os livros não estão encerrados – são mesmo para tocar, espreitar e sentir (além de ler, claro). Tudo começou em 1976, quando um apaixonado pela leitura, Richard Booth, teve a ideia de encher a sua cidade de livros; e desde então nunca mais parou: existem mais de trinta livrarias, a grande maioria das quais vende livros antigos ou usados, mas cada uma tem a sua «especialidade» para não baralhar ninguém. E, além das lojas, o castelo, o cinema ou mesmo o quartel dos bombeiros também têm livros. Um paraíso! Deixo algumas imagens para os Extraordinários incluírem esta cidadezinha no itinerário da sua próxima viagem ao Reino Unido.
Isso em países húmidos e chuvosos... é capaz de ser mau para a saúde dos livros!!!!
ResponderEliminarMas é uma idéia excelente... uma cidade de sonho, digo eu!
Aliado à gastronomia e aos monumentos, pode ser muito bem desenvolvido por cá (quero dizer, aí!), sem dúvida nenhuma!
Saudações livrescas cá da Cidade Morena!
(também pensei nisso, Pacheco, mas deve ser uma bela "brincadeira" apenas sanzonal...)
EliminarÉ pena que cá não haja nenhuma Hay-on-Wye até porque em termos climáticos os livros teriam melhor saúde aqui do que na húmida Albion. Fica a sugestão para que algum mecenas queira perpetuar o seu nome como um Grande Amigo dos Livros.
ResponderEliminarMaravilha!
ResponderEliminarÉ bom saber que existem pessoas e
locais assim.
Quem me dera poder lá ir.
Mas talvez possa ir a Óbidos, que aliás é uma terra lindíssima onde já fui inúmeras vezes antes de ser
vila literária.
:-) Antonieta
Ora aqui está um bom lugar para eu fazer "turismo". :)
ResponderEliminarExcelente ideia. Quando tantos livros são todos os anos destruídos, porque não, pelo menos, oferecê-los ao olhar dos passantes? E, quiçá, muitos se sintam tentados em tocar-lhes, folheá-los e em explorar os seus segredos? Dos livros, claro!
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