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Hoje em dia, os jornais em papel tornam-se frequentemente obsoletos; quando, a caminho do emprego, o rádio do carro dispara as notícias da manhã, já muitos dos textos publicados no Público que trago dentro do saco e acabei de comprar no quiosque da esquina estão ultrapassados, sobretudo se dizem respeito a países com grandes diferenças horárias em relação a Portugal. Claro que é sempre possível consultar a versão online e actualizar a informação – e foi, aliás, o que muita gente passou a fazer, razão pela qual cada vez se vendem cada vez menos exemplares dos jornais em papel. Deveria talvez ter-se apostado mais no jornalismo de investigação para o suporte papel – artigos de fundo escritos por pessoas interessantes que toda a gente quisesse ler; mas os tempos actuais têm outra velocidade e, pelo menos durante a semana, não é crível que alguém que trabalhe possa tirar tempo suficiente para dedicar à leitura de um texto desenvolvido sobre certa matéria. O resultado, porém, é triste: depois do anúncio de que o Diário de Notícias vai ter de vender o seu belo edifício na Avenida da Liberdade; depois da notícia de que os jornais Sol e i vão despedir grande parte do seu pessoal, agora vem a notícia de que o Público tem uma política de rescisões amigáveis que prevê cortes sérios no pessoal (repetindo, no fundo, o que já aconteceu há três anos). Um ano que acaba mal para o jornalismo.
Pensei nisso ontem.
ResponderEliminarA única hipótese de os jornais sobreviverem é fazerem coisas diferentes (e melhores) e serem mais livres.
Mas se a primeira parece ser possível, a segunda nem por isso...
Boas Festas para Todos.
Simplesmente: o mundo está sempre em constante mudança!
ResponderEliminar... tomando sempre novas qualidades.
EliminarQue está em constante mudança isso está, agora que tome sempre novas qualidades, disso já duvido.
EliminarLá que toma sempre novas qualidades, lá isso toma.
EliminarO que por vezes acontece é que as novas são piores que as anteriores.
É preciso que estejamos atentos, para evitar - e disponíveis para corrigir, se não conseguimos evitar.
Nunca as mudanças de paradigma foram fáceis...
ResponderEliminarLamento que o Público termine com a edição da revista domingueira "2", com belos textos. A aposta dos jornais em papel passa pelos artigos de reflexão, as opiniões... Porque as notícias da actualidade podem ser consultada na Net, com som e imagem. Além de que todos preferem ler apenas os títulos nos smartphones e daí expressarem as suas opiniões. Mas os títulos enganam muito.
ResponderEliminarUm bom Natal para todos.
Olha que bem observado, e que verdade:
Eliminar-Além de que todos preferem ler apenas os títulos nos smartphones e daí expressarem as suas opiniões. Mas os títulos enganam muito
Se calhar era de apostar num daqueles jornais de distribuição gratuita (pagos pela publicidade), que – em vez das notícias que as pessoas entretanto já receberam e vão continuar a receber pela rádio, net , smartphone , etc – trouxesse os tais “artigos de fundo escritos por pessoas interessantes que toda a gente quisesse ler”.
ResponderEliminarTenho a impressão que muita gente levaria esse jornal consigo, não o deixaria abandonado no banco do metro no final da viagem – e, lá em casa (ou no emprego, às escondidas) leria nas calmas os textos alternativos à superabundância de notícias que nos desorienta.
lá em casa (ou no emprego, às escondidas) - conforme os patrões (os de lá em casa ou os do emprego)
EliminarDe facto...
EliminarTeria ficado melhor: "lá em casa ou no emprego (às escondidas)".
E a tiragem dos artigos de fundo escritos por pessoas interessantes que toda a gente quisesse ler, seria de 50... a menos que tivesse a história do homem que deu uma facada na vizinha
ResponderEliminarDespedem os jornalistas. E depois publicam notícias como uma que vi há dias que começava com algo como "Foi publicado noutro jornal que aconteceu X". Era a notícia da notícia.
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