A nossa língua
Hoje, enquanto me estiverem a ler, voo até Paris para participar, a convite da Fundação Gulbenkian, num colóquio dedicado às Artes da Língua Portuguesa comissariado pelo professor Paulo Filipe Monteiro. Vou, infelizmente, perder os intervenientes que falarão esta manhã, mas espero chegar a tempo da mesa da literatura, que me interessa muito, e de ouvir Dulce Maria Cardoso, Rui Zink e Ondjaki, entre outros, e bem assim, depois da sessão, a jovem cantora Luísa Sobral. Amanhã de manhã as artes são outras – cinema, teatro, dança – e à tarde, na companhia do director da Flip (a festa literária brasileira mais badalada) e de um editor francês que durante anos publicou literatura portuguesa, dedicar-me-ei ao tema das estratégias da difusão do português, nomeadamente através dos livros e da literatura. O colóquio promete ser interessante e, se há leitores deste blogue em Paris, pois que apareçam e desfrutem. Eu só regressarei à pátria na sexta-feira, pelo que o blogue só voltará a ter post na próxima segunda. Os interessados podem consultar o programa do colóquio.
Que corra tudo bem, Rosário.
ResponderEliminarE como era bom que os emigrantes de segundas e terceiras gerações gostassem da nossa língua e aparecessem, para além dos intelectuais "exilados" em Paris...
Cá espero a nossa anfitriã.
ResponderEliminarUm abraço e, assim sendo, bom fim de semana aos extraordinários desta sala.
Carla Pais
Vou fazer uma pergunta, de traça literária e ignorante assumido, mas que me surgiu imediatamente:
ResponderEliminarOndjaki não conheço... mas serão Rui Zink e Dulce Maria Cardoso nomes assim tão grandes da nossa escrita para estarem nessa posição?
Sem ofensas, nem menosprezar ninguém... mas gostava de ouvir opiniões Extraordinárias.
Saudações impertinentes da Cidade Morena
São escritores da primeira divisão, Extraordinário Pacheco. :)
EliminarTalvez os titulares da "selecção nacional" estejam em Óbidos, no Fólio. :)
Agora a sério, gosto das palavras do Ondjaki (um dos bons da nova literatura lusófona africana) e da Dulce.
Caro Pacheco,
EliminarNa minha opinião, Ondjaki é um grande escritor. Para o situar, revejo nele algumas coisas em comum com Mia Couto.
Recomendaria, para o iniciar no autor, "Os transparentes" com o qual ganhou o prémio literário José Saramago.
Um abraço,
Rui Miguel Almeida
"O Retorno" de Dulce Maria Cardoso, a obra máxima de ficção sobre os retornados de África.
EliminarExtraordinário Artur, tenho essa mesma informação sobre o romance que me aconselha, e não deixarei de o ler... na verdade li aqui há um par de anos "Chão dos pardais", que foi muito celebrado e publicitado e premiado. Confesso que ficou bem áquem das minhas expectativas... e falo do tema, do romance em si e não da escrita. Nem gostei dos personagens que achei todos demasiado forçados, só clichés... depois a colagem ao caso da Diana ...
EliminarMas vou ler o outro, pois creio que pelo tema será bem mais interessante, e aliás a escrita da autora é quanto a mim, bastante boa e quem sou eu para a criticar...
Saudações de alguém que também anseia retornar, ou não ... vamos ver.
Extraordinário Rui, grato pela sugestão... quem sabe na livraria ali na rua atrás não encontro o autor! Ou no Kero ...
EliminarEm Benguela quase só existe Pepetela (de quem aliás sou grande fã!!!!).
Dos novos-clássicos angolanos gosto de José Água-Lusa e Pedro Rosa Mendes. Vou investigar este Ondjaki!
Abraços sudorosos - mais adequados à meteorologia actual que calorosos!
Lê-se bem, mas nem se compara ao "Caderno de memórias coloniais" de Isabela Figueiredo.
EliminarA tinta da China é mestre em marketing
Não conhecia esse livro. Obrigado pela sugestão !
Eliminarpois retorne, retorne, que a gente agradece.
EliminarO quê? Quer ver-se livre dos meus comentários e das saudações da Cidade Morena!!!!!
EliminarFrancamente Beatriz ...
Ahahah!
Fique bem, como por cá se diz!
Hummm...retornar não é motivo para deixar de escrever aqui. Ou será?
EliminarBFS
Claro que não Beatriz... apenas mudaria as saudações para "do Bairro Ribatejano".
EliminarE acredite, que saudades tenho ...
Fica aqui um pedido à MRP: que publique, ou nos dê a conhecer, o essencial da sua conferência em Paris.
ResponderEliminarJá ouvi Dulce Maria Cardoso e pareceu-me uma senhora bem cetinosa, moderna e em tons pastel. Uma finura, feminina qb. E li O retorno que recomendo. Tem qualquer coisa de escrita solta, talvez pelo ar diarístico - afirmou categoricamente que apesar de retornada nada tem a ver com a ficção que criou, excepto no sentimento geral que acompanha a obra. Contou ainda que recebeu uma bolsa para escrever o livro. Já não recordo se durante um ou dois anos. Expôs o bónus mensal e era bem apelativo; a dita bolsa era tão simpática que nem sequer obrigava à escrita de uma obra. Mas pedia que. Julgo.
ResponderEliminarNão li mais nada da autora.
E boa estadia para a Rosário. Que haja um tempinho para curtir o espírito da cidade. Merecem as duas o encontro:)