A nossa língua

Hoje, enquanto me estiverem a ler, voo até Paris para participar, a convite da Fundação Gulbenkian, num colóquio dedicado às Artes da Língua Portuguesa comissariado pelo professor Paulo Filipe Monteiro. Vou, infelizmente, perder os intervenientes que falarão esta manhã, mas espero chegar a tempo da mesa da literatura, que me interessa muito, e de ouvir Dulce Maria Cardoso, Rui Zink e Ondjaki, entre outros, e bem assim, depois da sessão, a jovem cantora Luísa Sobral. Amanhã de manhã as artes são outras – cinema, teatro, dança – e à tarde, na companhia do director da Flip (a festa literária brasileira mais badalada) e de um editor francês que durante anos publicou literatura portuguesa, dedicar-me-ei ao tema das estratégias da difusão do português, nomeadamente através dos livros e da literatura. O colóquio promete ser interessante e, se há leitores deste blogue em Paris, pois que apareçam e desfrutem. Eu só regressarei à pátria na sexta-feira, pelo que o blogue só voltará a ter post na próxima segunda. Os interessados podem consultar o programa do colóquio.


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Que corra tudo bem, Rosário.

    E como era bom que os emigrantes de segundas e terceiras gerações gostassem da nossa língua e aparecessem, para além dos intelectuais "exilados" em Paris...

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  2. Cá espero a nossa anfitriã.

    Um abraço e, assim sendo, bom fim de semana aos extraordinários desta sala.
    Carla Pais

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  3. António Luiz Pacheco21 de outubro de 2015 às 04:47

    Vou fazer uma pergunta, de traça literária e ignorante assumido, mas que me surgiu imediatamente:

    Ondjaki não conheço... mas serão Rui Zink e Dulce Maria Cardoso nomes assim tão grandes da nossa escrita para estarem nessa posição?

    Sem ofensas, nem menosprezar ninguém... mas gostava de ouvir opiniões Extraordinárias.

    Saudações impertinentes da Cidade Morena

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    Respostas
    1. São escritores da primeira divisão, Extraordinário Pacheco. :)

      Talvez os titulares da "selecção nacional" estejam em Óbidos, no Fólio. :)

      Agora a sério, gosto das palavras do Ondjaki (um dos bons da nova literatura lusófona africana) e da Dulce.

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    2. Caro Pacheco,

      Na minha opinião, Ondjaki é um grande escritor. Para o situar, revejo nele algumas coisas em comum com Mia Couto.
      Recomendaria, para o iniciar no autor, "Os transparentes" com o qual ganhou o prémio literário José Saramago.

      Um abraço,

      Rui Miguel Almeida

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    3. "O Retorno" de Dulce Maria Cardoso, a obra máxima de ficção sobre os retornados de África.

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    4. António Luiz Pacheco22 de outubro de 2015 às 04:58

      Extraordinário Artur, tenho essa mesma informação sobre o romance que me aconselha, e não deixarei de o ler... na verdade li aqui há um par de anos "Chão dos pardais", que foi muito celebrado e publicitado e premiado. Confesso que ficou bem áquem das minhas expectativas... e falo do tema, do romance em si e não da escrita. Nem gostei dos personagens que achei todos demasiado forçados, só clichés... depois a colagem ao caso da Diana ...

      Mas vou ler o outro, pois creio que pelo tema será bem mais interessante, e aliás a escrita da autora é quanto a mim, bastante boa e quem sou eu para a criticar...

      Saudações de alguém que também anseia retornar, ou não ... vamos ver.

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    5. António Luiz Pacheco22 de outubro de 2015 às 05:02

      Extraordinário Rui, grato pela sugestão... quem sabe na livraria ali na rua atrás não encontro o autor! Ou no Kero ...

      Em Benguela quase só existe Pepetela (de quem aliás sou grande fã!!!!).
      Dos novos-clássicos angolanos gosto de José Água-Lusa e Pedro Rosa Mendes. Vou investigar este Ondjaki!

      Abraços sudorosos - mais adequados à meteorologia actual que calorosos!

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    6. Lê-se bem, mas nem se compara ao "Caderno de memórias coloniais" de Isabela Figueiredo.

      A tinta da China é mestre em marketing

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    7. Não conhecia esse livro. Obrigado pela sugestão !

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    8. pois retorne, retorne, que a gente agradece.

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    9. António Luiz Pacheco22 de outubro de 2015 às 14:32

      O quê? Quer ver-se livre dos meus comentários e das saudações da Cidade Morena!!!!!

      Francamente Beatriz ...

      Ahahah!

      Fique bem, como por cá se diz!

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    10. Hummm...retornar não é motivo para deixar de escrever aqui. Ou será?
      BFS

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    11. António Luiz Pacheco23 de outubro de 2015 às 13:46

      Claro que não Beatriz... apenas mudaria as saudações para "do Bairro Ribatejano".

      E acredite, que saudades tenho ...

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  4. Fica aqui um pedido à MRP: que publique, ou nos dê a conhecer, o essencial da sua conferência em Paris.

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  5. Já ouvi Dulce Maria Cardoso e pareceu-me uma senhora bem cetinosa, moderna e em tons pastel. Uma finura, feminina qb. E li O retorno que recomendo. Tem qualquer coisa de escrita solta, talvez pelo ar diarístico - afirmou categoricamente que apesar de retornada nada tem a ver com a ficção que criou, excepto no sentimento geral que acompanha a obra. Contou ainda que recebeu uma bolsa para escrever o livro. Já não recordo se durante um ou dois anos. Expôs o bónus mensal e era bem apelativo; a dita bolsa era tão simpática que nem sequer obrigava à escrita de uma obra. Mas pedia que. Julgo.
    Não li mais nada da autora.

    E boa estadia para a Rosário. Que haja um tempinho para curtir o espírito da cidade. Merecem as duas o encontro:)

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