Tenho por hábito ler diariamente o seu blogue e, como a publicito a amigos e conhecidos como sendo a melhor poetisa portuguesa da actualidade, tenho por hábito seguir as suas sugestões (ainda que a actividade de edição não tenha de estar relacionada com a da produção, não creio que quem escreve assim leia o que não interessa). No caso específico de João Tordo, já tinha lido o livro anteriormente publicado, As Três Vidas, também ele muito elogiado. Pessoalmente, excepto duas ou três partes, não apreciei muito. O final pareceu-me um pouco forçado e óbvio. Acontece. Quando li O Bom Inverno, fi-lo seduzido por vários aspectos, como a localização (Sabaudia) e os balões, entre outros. Infelizmente, e apesar de tê-lo lido num dia, continuei a não gostar. Talvez eu seja um leitor do cânone que João Tordo diz não seguir. De qualquer modo, não sendo, de todo, um livro mal-escrito ou banal, não creio que seja também algo por aí além. Não ficou, para mim, como uma referência. De qualquer modo, João Tordo tem apenas 35 anos, portanto é muito provável que os livros ditos "de referência" possam surgir mais tarde. Considerei este melhor do que o anterior - e a opinião é somente a de um leitor - mas estou algo expectante para ver do que ainda será capaz.
Aguardo também - com enorme expectativa - o seu quarto livro, caso esteja, algum dia, para sair.
Cumprimentos e bom trabalho na Leya (que a sorte é uma desculpa de aprendizes).
Obrigada pela sua sinceridade e pelas suas palavras tão generosas. Mas, se calhar, a questão não tem só a ver com o cânone, mas também com o gosto. Um abraço.
Estava planeado ir, com o convite aqui colado na parede há uma semana e tudo... mas uma dor de garganta persistente vai enviar-me de imediato para casa.
fantástica abordagem, João. Não é fácil dizer que não se gosta com essa classe e manter a generosidade de não desistir. E a Rosário tem razão. É questão de gosto mesmo. Não imagina as tentativas que fiz com o Eça (que li, sim, mas sem grande prazer), e só fui arrebatado pelo audiolivro \"Civilização\" (texto que veio a dar o \"Cidade e as Serras\"), (muito bem) lido pelo José Wallenstein. Maravilhoso. E figuei a pensar se a escrita de Eça era física, ou seja, se ele era vigoroso e expressivo enquanto escrevia, se lia alto (nem todos os autores - excepto todos os poetas - são para se ler alto. PS: obrigado por chamar poetisa à Rosário. Está na hora de recuperar essa bela palavra portuguesa. Sophia estaria no direito de querer ser poeta, outros de apoucar o feminino, mas este é outro século.
Realmente disseram maravilhas do primeiro livro do João Tordo (a crítica-há coisas que não se percebem) mas larguei-o à pág. 50.....até posso estar a ser injusto mas um livro que não me prende logo nas primeiras páginas..... Por enquanto o pai canta melhor do que o filho escreve, mas quantas vezes isto já aconteceu com os grandes escritores....
Primeiro achei a história um pouco tola (muito até!)mas depois, e porque li críticas muito positivas, insisti... a meio fiquei completamente "agarrada"! O livro está muito bem escrito e a imaginação tem lugar de destaque, tanto que não consegui parar de ler. Não é, no entanto, o tipo de leitura que mais aprecio mas reconheço que o João tem um talento especial e que está de parabéns!
Ena, tentarei aparecer, foi uma leitura fílmico-literária muito agradável.
ResponderEliminarCara Maria do Rosário Pedreira,
ResponderEliminarTenho por hábito ler diariamente o seu blogue e, como a publicito a amigos e conhecidos como sendo a melhor poetisa portuguesa da actualidade, tenho por hábito seguir as suas sugestões (ainda que a actividade de edição não tenha de estar relacionada com a da produção, não creio que quem escreve assim leia o que não interessa). No caso específico de João Tordo, já tinha lido o livro anteriormente publicado, As Três Vidas, também ele muito elogiado. Pessoalmente, excepto duas ou três partes, não apreciei muito. O final pareceu-me um pouco forçado e óbvio. Acontece. Quando li O Bom Inverno, fi-lo seduzido por vários aspectos, como a localização (Sabaudia) e os balões, entre outros. Infelizmente, e apesar de tê-lo lido num dia, continuei a não gostar. Talvez eu seja um leitor do cânone que João Tordo diz não seguir. De qualquer modo, não sendo, de todo, um livro mal-escrito ou banal, não creio que seja também algo por aí além. Não ficou, para mim, como uma referência. De qualquer modo, João Tordo tem apenas 35 anos, portanto é muito provável que os livros ditos "de referência" possam surgir mais tarde. Considerei este melhor do que o anterior - e a opinião é somente a de um leitor - mas estou algo expectante para ver do que ainda será capaz.
Aguardo também - com enorme expectativa - o seu quarto livro, caso esteja, algum dia, para sair.
Cumprimentos e bom trabalho na Leya (que a sorte é uma desculpa de aprendizes).
Obrigada pela sua sinceridade e pelas suas palavras tão generosas. Mas, se calhar, a questão não tem só a ver com o cânone, mas também com o gosto. Um abraço.
EliminarEstava planeado ir, com o convite aqui colado na parede há uma semana e tudo... mas uma dor de garganta persistente vai enviar-me de imediato para casa.
ResponderEliminarQue corra tudo muito bem.
Obrigada. E as melhoras.
Eliminarfantástica abordagem, João. Não é fácil dizer que não se gosta com essa classe e manter a generosidade de não desistir. E a Rosário tem razão. É questão de gosto mesmo. Não imagina as tentativas que fiz com o Eça (que li, sim, mas sem grande prazer), e só fui arrebatado pelo audiolivro \"Civilização\" (texto que veio a dar o \"Cidade e as Serras\"), (muito bem) lido pelo José Wallenstein. Maravilhoso. E figuei a pensar se a escrita de Eça era física, ou seja, se ele era vigoroso e expressivo enquanto escrevia, se lia alto (nem todos os autores - excepto todos os poetas - são para se ler alto. PS: obrigado por chamar poetisa à Rosário. Está na hora de recuperar essa bela palavra portuguesa. Sophia estaria no direito de querer ser poeta, outros de apoucar o feminino, mas este é outro século.
ResponderEliminarRealmente disseram maravilhas do primeiro livro do João Tordo (a crítica-há coisas que não se percebem) mas larguei-o à pág. 50.....até posso estar a ser injusto mas um livro que não me prende logo nas primeiras páginas..... Por enquanto o pai canta melhor do que o filho escreve, mas quantas vezes isto já aconteceu com os grandes escritores....
ResponderEliminarnão seja tão snob , já eu leu "Deusnão é para brincadeiras":)))))
ResponderEliminarPrimeiro achei a história um pouco tola (muito até!)mas depois, e porque li críticas muito positivas, insisti... a meio fiquei completamente "agarrada"! O livro está muito bem escrito e a imaginação tem lugar de destaque, tanto que não consegui parar de ler.
ResponderEliminarNão é, no entanto, o tipo de leitura que mais aprecio mas reconheço que o João tem um talento especial e que está de parabéns!