Em Berlim
Já viajei por várias partes do mundo, mas, sei lá porquê, embora tenha ido à Alemanha mais de vinte vezes (a Feira do Livro de Frankfurt era obrigatória no tempo em que eu fazia sobretudo livros estrangeiros), nunca visitei Berlim. Se fosse romancista, candidatava-me a uma residência literária nessa cidade, a 11.ª destinada a autores portugueses com obra publicada, promovida pela Embaixada de Portugal e pelo Centro Cultural Português do Instituto Camões em Berlim desde o tempo em que Ana Patrícia Severino, que replicou a residência também em Madrid, era responsável cultural na Embaixada e fundou a iniciativa. Em edições anteriores, muitos autores contemporâneos beneficiaram desta bolsa, como Patrícia Portela (2016), Rui Cardoso Martins (2017), Isabela Figueiredo (2018), Miguel Cardoso (2019), Afonso Cruz (2020), Judite Canha Fernandes (2021), Claudia Galhós (2022), Jacinto Lucas Pires (2023), Francisco Sousa Lobo (2024) e Margarida Vale de Gato (2025). Se está interessado, não se atra...
Ena, tentarei aparecer, foi uma leitura fílmico-literária muito agradável.
ResponderEliminarCara Maria do Rosário Pedreira,
ResponderEliminarTenho por hábito ler diariamente o seu blogue e, como a publicito a amigos e conhecidos como sendo a melhor poetisa portuguesa da actualidade, tenho por hábito seguir as suas sugestões (ainda que a actividade de edição não tenha de estar relacionada com a da produção, não creio que quem escreve assim leia o que não interessa). No caso específico de João Tordo, já tinha lido o livro anteriormente publicado, As Três Vidas, também ele muito elogiado. Pessoalmente, excepto duas ou três partes, não apreciei muito. O final pareceu-me um pouco forçado e óbvio. Acontece. Quando li O Bom Inverno, fi-lo seduzido por vários aspectos, como a localização (Sabaudia) e os balões, entre outros. Infelizmente, e apesar de tê-lo lido num dia, continuei a não gostar. Talvez eu seja um leitor do cânone que João Tordo diz não seguir. De qualquer modo, não sendo, de todo, um livro mal-escrito ou banal, não creio que seja também algo por aí além. Não ficou, para mim, como uma referência. De qualquer modo, João Tordo tem apenas 35 anos, portanto é muito provável que os livros ditos "de referência" possam surgir mais tarde. Considerei este melhor do que o anterior - e a opinião é somente a de um leitor - mas estou algo expectante para ver do que ainda será capaz.
Aguardo também - com enorme expectativa - o seu quarto livro, caso esteja, algum dia, para sair.
Cumprimentos e bom trabalho na Leya (que a sorte é uma desculpa de aprendizes).
Obrigada pela sua sinceridade e pelas suas palavras tão generosas. Mas, se calhar, a questão não tem só a ver com o cânone, mas também com o gosto. Um abraço.
EliminarEstava planeado ir, com o convite aqui colado na parede há uma semana e tudo... mas uma dor de garganta persistente vai enviar-me de imediato para casa.
ResponderEliminarQue corra tudo muito bem.
Obrigada. E as melhoras.
Eliminarfantástica abordagem, João. Não é fácil dizer que não se gosta com essa classe e manter a generosidade de não desistir. E a Rosário tem razão. É questão de gosto mesmo. Não imagina as tentativas que fiz com o Eça (que li, sim, mas sem grande prazer), e só fui arrebatado pelo audiolivro \"Civilização\" (texto que veio a dar o \"Cidade e as Serras\"), (muito bem) lido pelo José Wallenstein. Maravilhoso. E figuei a pensar se a escrita de Eça era física, ou seja, se ele era vigoroso e expressivo enquanto escrevia, se lia alto (nem todos os autores - excepto todos os poetas - são para se ler alto. PS: obrigado por chamar poetisa à Rosário. Está na hora de recuperar essa bela palavra portuguesa. Sophia estaria no direito de querer ser poeta, outros de apoucar o feminino, mas este é outro século.
ResponderEliminarRealmente disseram maravilhas do primeiro livro do João Tordo (a crítica-há coisas que não se percebem) mas larguei-o à pág. 50.....até posso estar a ser injusto mas um livro que não me prende logo nas primeiras páginas..... Por enquanto o pai canta melhor do que o filho escreve, mas quantas vezes isto já aconteceu com os grandes escritores....
ResponderEliminarnão seja tão snob , já eu leu "Deusnão é para brincadeiras":)))))
ResponderEliminarPrimeiro achei a história um pouco tola (muito até!)mas depois, e porque li críticas muito positivas, insisti... a meio fiquei completamente "agarrada"! O livro está muito bem escrito e a imaginação tem lugar de destaque, tanto que não consegui parar de ler.
ResponderEliminarNão é, no entanto, o tipo de leitura que mais aprecio mas reconheço que o João tem um talento especial e que está de parabéns!