O infantário do Cravo

 

Aqui há tempos fui à Figueira da Foz acompanhar a Carla Pais, a vencedora do Prémio LeYa 2024 que recebemos recentemente em Portugal. Como sempre que vou às 5.ªs na Figueira (também há umas Quintas no Porto, mas são de poesia), encontro-me com o António Cravo que, há anos, faz questão de registar as sessões em filme e fotografia. Porém, no final da conversa, já a regressar, descobri que o Cravo publicou um livro de poemas e fotos em «curtição de autor» (adorei o termo) e não resisti a comprar-lho. É, como diz, ele próprio «sentado à janela do tempo» – e acredito que tenha sido irresistível fixar estes momentos em papel (as fotos são de 1972 a 1993, pelo que há belas hipóteses de contarmos um dia destes com mais um ou dois volumes deste magnífico livro que tem por título este é o meu infantário). Tendo ascendentes pescadores (na Figueira é normal), Cravo dá-nos a conhecer uma paisagem marítima belíssima, as tragédias e os bens da pesca, os naufrágios, a venda do peixe, os rostos associados ao mar, tudo coroado por um texto poético simples, mas muito bonito. Parabéns, Cravo! Que do infantário se passe à escola primária com mais fotografias e palavras.

Comentários

  1. Ora ainda bem que nos fala desse livro, que terei forçosamente de procurar.
    Tenho uma estante dedicada aos temas do mar, e, outra só com livros sobre o tema tradição/actividades humanas em geral. Em qualquer uma delas se poderá encaixar, depois verei. Tenho já um acervo razoável de livros sobre estes temas que me interessam muitíssimo.
    É sempre bom vir aqui e ir sabendo estas coisas Extraordinárias.

    Votos de uma semana Extraordinária para todos, cá desde a Cidade Morena!

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    1. viva, o livro não está à venda em livrarias, pode ser pedido para o endereço de mail ahcravo98@yahoo.com

      a minha biblioteca marítima/xávega é consideravel

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  2. E os poetas constantes desse livro?
    Foram "engolidos" no seu comentário?
    Os Poetas são tão autores como os fotógrafos. O poeta não vende deve ser essa a Síndrome de que padece o texto acima...

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    1. Peço imensa desculpa, mas ao folhear o livro não me apercebi de que os poemas não fossem do fotógrafo, prometo que vou ver o livro com mais atenção quando chegar a casa e devolver a verdade ao post. Agradeço a chamada de atenção.

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    2. os poemas/falas são todos da autoria do fotógrafo. não tenho a noção do tempo, mas se disser que foram escritos ao longo de mais d 15 anos e são parte de um grande bloco, não errarei por muito

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  3. Maria do Rosário, que partida a menina me pregou .... bem haja

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