Até ao fim
Terminei há uns dias um livro que comprei na Feira do Livro de Lisboa, chamado Funeral Divertido, de uma autora russa de quem já li dois ou três livros (o meu preferido dela é Sonechka): Ludmila Ulitskaya. Este romance, publicado cá no ano passado, fala de um pintor russo que emigrou há muitos anos para os Estados Unidos, onde fez relativo sucesso e se rodeou de amigos, quase todos seus conterrâneos. Teve uma vida cheia também em termos de mulheres (a sua infidelidade levou, de resto, a que a mulher mais recente se tenha tentado suicidar quando ele saiu da Rússia e a deixou lá à espera da papelada). Porém, agora está muito doente, deitado na cama de sua casa, recebendo visitas a toda a hora e com quase todas as suas mulheres à volta (e nuas, porque está um calor tremendo): a legítima, que gostaria de o baptizar para ele se encontrar com Deus quando morresse, mas ele é de uma família judia e não está pelos ajustes; a primeira mulher, que foi uma paixão de juventude bastante forte e aparece com uma filha adolescente a quem chamam T-shirt; e Valentina, a sua amante actual. Além destas, não faltam amigos a prepararem vodka e mezinhas para o verem mais bem-disposto. Enfim, tudo promete que, mesmo que não se salve, o doente morrerá feliz e terá um funeral divertido. Uma literatura inimitável, a russa.

Ora bem... para variar uma coisa divertida!
ResponderEliminarBoa proposta!
Saudações divertidas cá da Cidade Morena, onde apesar de tudo a gente se ri muito...