David Machado, 20 anos

Quando João Tordo ganhou o Prémio Literário José Saramago, fizeram-me uma entrevista no saudoso programa Pessoal e Transmissível, de Carlos Vaz Marques. Era a quarta vez que um autor meu vencia aquele Prémio e a circunstância fazia parecer que eu tinha alguma coisa que ver com o assunto, embora o mérito fosse, claro, dos autores. Às tantas, o Carlos perguntou-me quais dos novos escritores que não eram meus gostaria de publicar. Tinha saído pouco antes um livro de contos de David Machado e referi imediatamente o David. Ele não estava a ouvir o programa, mas um amigo contou-lhe. Foi o bastante. Acabámos «juntos», autor e editora, numa história bonita que já conta com 16 anos. Parece que foi ontem, mas por acaso o David Machado faz em 2026 vinte anos de carreira literária, o que já aqui foi noticiado por alturas da Feira do Livro. Os seus trabalhos na literatura infanto-juvenil são notáveis, e uso a etiqueta do infanto-juvenil com muitas reservas porque eu, adulta, adoro ler esses seus livros. O David recebeu prémios nesta área e na dos romances para adultos, mas queria destacar agora a Trilogia do Furacão, que acaba de ser fechada com A Rapariga Que Falou com a Montanha, uma história de três irmãs, filhas de médicos, que têm de enfrentar sozinhas um furacão, e evocam a memória da avó, que adorava animais e falava com as plantas, esperando que o seu fantasma lhes dê uma ajuda. A capa e as ilustrações são de Alex Gozblau.

 


 

Comentários

  1. Há muito que não leio nada infanto-juvenil, desde o meu filho ser pequeno. É um género que me parece extremamente importante pois angaria e forma novos leitores.
    Merece portanto destaque e saúdo David Machado, cá desde a Cidade Morena!

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