Cavalo de Ferro

Leio muitos livros da editora Cavalo de Ferro. É uma editora de bom gosto, levada pela mão muito criteriosa de Diogo Madredeus. Gosto muito do Diogo que, apesar de ter tantos autores premiados, é uma pessoa imensamente discreta e ponderada e não anda por aí a gabar-se. Nos últimos anos, ele tem sido bafejado pelos bons ventos de Outubro, ou seja, fartou-se de receber Prémios Nobel da Literatura por interpostas pessoas, e não foi só sorte de certeza absoluta. Na verdade, em 2019 teve-o por conta de Olga Tokarczuk, nascida em 1962 na Polónia, autora de Viagens, Conduz o Teu Arado sobre os Ossos dos Mortos e outras obras de peso (e que esteve recentemente no festival Babell). No ano passado, conseguiu-o através do húngaro Lazlo Krasznahorkai, que chegou a vir a Portugal ao Fólio, mas adoeceu com gravidade e teve de regressar a casa antes da respectiva participação. (Confesso que ainda não me estreei na obra deste autor, aceito sugestões para começar.) E, em 2023, recebeu-o como editor da obra belíssima de Jon Fosse (Manhã e Noite é até agora o meu preferido), o norueguês que este ano vem ao Fólio. É mesmo por isso que falei do Diogo e da Cavalo de Ferro, para dizer que o Nobel norueguês estará em Óbidos em Outubro e que o Fólio em breve divulgará o seu programa, mas está cheio de estrelas. Parabéns, Diogo, pelas boas escolhas.


 

Comentários

  1. FIcamos a aguardar a publicação do programa do Fólio!

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  2. Manhã e Noite ou Uma Brancura Luminosa ou o recente Casa de Barcos são, entre todos e conheço todos os que estão publicados, os meus preferidos. Gosto muito, muito!

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