Antes e depois de Paris

 

Inverness, 1927. As Terras Altas da Escócia, refúgio privado do ramo britânico dos Senigallia, a mais influente dinastia de banqueiros judeus da Europa, são o palco da infância de Franca e Giullietta, duas gémeas impossíveis de distinguir e, ainda assim, tão diferentes. Mas os muros aristocráticos do castelo de família encerram muito mais do que sonhos juvenis. Lá, dá-se o maior crime do século, uma tragédia que marcará de maneira impiedosa o destino das raparigas. O seu grito de emancipação escutar-se-á nos cenários mais improváveis – dos cafés de Montparnasse, onde Giullietta impõe o seu génio artístico entre pintores que se contarão entre os mais famosos do mundo, até à costa do Estoril, onde Franca apanha sol no Tamariz e se cruza com espiões nas festas exuberantes do Hotel Palácio. Porém, quando tudo se desmorona, o romance anoitece, quase insuportável de ler perante a mais hedionda das faces do Holocausto, essa que se oculta nos blocos de Auschwitz e Birkenau, pelas mãos de Mengele, o Anjo da Morte, e a sua legião de médicos nazis. Com Aguarela de Paris, João Pinto Coelho – autor vencedor do Prémio LeYa – regressa ao seu tema de eleição, presente, desde logo, em Perguntem a Sarah Gross, tecendo desta feita um romance de formação que é também uma surpreendente história de rebeldia e resistência numa Europa em guerra. O lançamento é hoje, na Cinemateca de Lisboa, às 18h30, e vai apresenta-lo Luísa Sobral. Apareça!

 


 

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