Poesia no metro

 Estou sem muito tempo para escrever posts, pois tenho a Madalena de férias e o trabalho muito atrasado. Assim, para não perder tempo, hoje conto uma história. A minha colega Cecília Andrade, editora da Dom Quixote, mandou-me uma mensagem a dizer que me tinha encontrado no metro. Como eu raramente ando de metro, fiquei sem perceber bem o que estava ela a dizer, até que vi a imagem que me enviava em anexo: um poema meu que reproduzo abaixo. Eu já não me lembrava de que a Sociedade Portuguesa de Autores me contactara sobre isto e que o Metro de Lisboa pediu aos seus funcionários que escolhessem poemas, espalhando-os pelas estações; assim, os passageiros podem ler poesia de graça (e um poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!). Só fiquei a pensar que, pela temática, talvez a funcionária que escolheu o meu tenha passado por uma experiência triste como aquela por que eu passei quando escrevi este poema (espero que não, Ana Cristina!). Em Roterdão, depois de eu ir a um festival de poesia, também me pediram um verso para estampar numa carrugaem. Que lindo que é ter poesia nos transportes públicos. Obrigada.




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