Marchas
Quase toda a gente que aqui me segue sabe que eu, além de ser editora e por vezes escritora, também faço letras para fados e canções. Tudo começou há quase vinte anos quando, no lançamento do primeiro livro de João Tordo, recebi um convite de Carlos do Carmo, que conhecia desde criança e era afilhado de casamento dos meus pais, para escrever dois fados. E depois disso nunca mais parei, contando-se entre os intérpretes que cantaram coisas minhas António Zambujo, Aldina Duarte, Camané, Ricardo Ribeiro, Luís Trigacheiro e João Gil (são demasiados para os referir a todos). Algumas destas letras foram sucessos (nomeadamente Flagrante e Visita de Estudo), outras foram repescadas por jovens cantores (Pontas Soltas) mas não contava era ser premiada com a letra de uma marcha popular. Sim, o coordenador da Marcha de Alfama já há três anos que me pede que escreva para o bairro e este ano Alfama ganhou as marchas, sendo que duas letras eram minhas. A vencedora chamava-se Os Santos Devem Estar Loucos, e o coordenador fez o briefing muito bem feito, porque ganhou composição original (letra e música). Falava dos pobres alfamistas que deixaram as suas casas por causa do turismo e que voltam todos os anos para marchar, agora que em Alfama é tudo estrangeiro. Se tiverem curiosidade, divulguei a letra na minha conta do Facebook este sábado. Parabéns, Alfama! E obrigada.
Comentários
Enviar um comentário