Excerto da Quinzena

Memórias do amor


 


A realidade é uma mentira. Eu sei que estavas nesta fotografia em que não apareces. Recordo perfeitamente o que me dizias ao ouvido no momento do flash.


 


José Carlos Barros, Vocação para os Desastres (contos)

Comentários

  1. Vi ha dias um programa na televisao com,entre outros,Luísa Costa Gomes.Gostei bastante de a ouvir e resolvi ler um dos seus livros,neste caso “Visitar amigos “. Sinceramente não gostei.Alguns contos não os percebi,outros achei pouco interessantes e apenas um ou outro me tocaram.Hei-de saltar para outro livro de sua autoria para ver se encontro algo que me agrade mais.
    Já li vários dela e também já experimentei opinioes boas e mas.

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  2. O património das coisas. Ter o quê? Um ardo percurso obriga-nos a deitar fora o que é desnecessário. Quando tudo escurece nada mais interessa. E vamos embora sem pedir licença.

    TISANAS -Ana Hatherly

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  3. Na catedral de Šibenik, compro um rosário fosforescente e um livrinho intitulado A vida dos Santos para Principiantes.

    Pela última vez, tento agarrar-me a essa fábula. Sei que é mais fácil ser crente do que ser ateu. O crente tem fórmulas pré-fabricadas, tem respostas, e a promessa do paraíso. Os dez mandamentos e os sete pecados capitais. O céu e a terra e o vale de lágrimas. Para o crente, está tudo bem definido e bem explicado. Ao passo que o ateu tem que contar com a filosofia e com a literatura, com a arte e com a biologia. Com o jazz e com a pintura. O não-crente tem que procurar tudo sozinho. É excitante, e ao mesmo tempo cansativo.

    Caminho pelas ruas imaginando-me um apóstolo e interrogo Deus. Exploro regularmente as palmas das minhas mãos e acabo por encontrar nelas estigmas, detenho-me perante as velhas pedras e perante os pássaros, perante o céu e a terra… Perante a Virgem e o seu filho. Em vão. Não tenho em mim uma pitada de espiritualidade. Um catolicismo mais ligeiro, isso é coisa que não existe. Ou talvez sim, mas então há que procurá-lo entre os ortodoxos. Correctamente lida, a Bíblia é o mais poderoso libelo a favor do ateísmo jamais escrito.

    Tenho para mim que nada foi posto sem razão nesta terra. Só preciso de descobrir porque é que estou aqui.

    excerto de O livro das despedidas, de Velibor Čolić (Gradiva)

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  4. « Visitar amigos » um dos grandes livros deste século! Não recomendado para amantes de mães e tavares!

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  5. Há agora por aí um couceiro que também irá longe…

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  6. Não sei qual é a sua embirracao com maes e Tavares.Na minha opiniao já escreveram livros bons,menos bons(como agora se diz),incompreensiveis e mauzotes.Rui Couceiro ainda não conheco,mas tenciono espreitar.Recomendo “A máquina de fazer espanhois”e “Jerusalem “,entre outros.
    Depois diga qq coisa

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  7. O sr Couceiro acumula ainda com a actividade editorial, designada Contraponto (as voltas que o Luís Pacheco deve dar na tumba!). Editou há pouco uma obra da sra Cristina Ferreira que convirá não perder

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  8. O sr couceiro é, além disso editor (Contraponto, as voltas que o Luís Pacheco deve dar na tumba!) Editou à pouco um « livro » de cristina ferreira que deverá seguramente « espreitar »

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  9. Desculpe, comentário repetido

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  10. Também devia espreitar como se escreve “há pouco tempo”.

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  11. Sem dúvida! Rui Couceiro. Dele li A MAIS BELA MALDIÇÃO e leio actualmente MORRO DA PENA VENTOSA.

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  12. Da Contraponto tenho andado a ler a biografia da Agustina Bessa-Luís, de Isabel Rio Novo. Um belíssimo livro.
    Não me passaria pela cabeça que a mesma editora pudesse dedicar-se a uma das figuras públicas mais enfadonhas e fúteis, Cristina Ferreira. Mas se calhar é de mim, que nunca me interessei por saber quem ela é.

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