Excerto da Quinzena
Memórias do amor
A realidade é uma mentira. Eu sei que estavas nesta fotografia em que não apareces. Recordo perfeitamente o que me dizias ao ouvido no momento do flash.
José Carlos Barros, Vocação para os Desastres (contos)
Memórias do amor
A realidade é uma mentira. Eu sei que estavas nesta fotografia em que não apareces. Recordo perfeitamente o que me dizias ao ouvido no momento do flash.
José Carlos Barros, Vocação para os Desastres (contos)
Vi ha dias um programa na televisao com,entre outros,Luísa Costa Gomes.Gostei bastante de a ouvir e resolvi ler um dos seus livros,neste caso “Visitar amigos “. Sinceramente não gostei.Alguns contos não os percebi,outros achei pouco interessantes e apenas um ou outro me tocaram.Hei-de saltar para outro livro de sua autoria para ver se encontro algo que me agrade mais.
ResponderEliminarJá li vários dela e também já experimentei opinioes boas e mas.
O património das coisas. Ter o quê? Um ardo percurso obriga-nos a deitar fora o que é desnecessário. Quando tudo escurece nada mais interessa. E vamos embora sem pedir licença.
ResponderEliminarTISANAS -Ana Hatherly
Na catedral de Šibenik, compro um rosário fosforescente e um livrinho intitulado A vida dos Santos para Principiantes.
ResponderEliminarPela última vez, tento agarrar-me a essa fábula. Sei que é mais fácil ser crente do que ser ateu. O crente tem fórmulas pré-fabricadas, tem respostas, e a promessa do paraíso. Os dez mandamentos e os sete pecados capitais. O céu e a terra e o vale de lágrimas. Para o crente, está tudo bem definido e bem explicado. Ao passo que o ateu tem que contar com a filosofia e com a literatura, com a arte e com a biologia. Com o jazz e com a pintura. O não-crente tem que procurar tudo sozinho. É excitante, e ao mesmo tempo cansativo.
Caminho pelas ruas imaginando-me um apóstolo e interrogo Deus. Exploro regularmente as palmas das minhas mãos e acabo por encontrar nelas estigmas, detenho-me perante as velhas pedras e perante os pássaros, perante o céu e a terra… Perante a Virgem e o seu filho. Em vão. Não tenho em mim uma pitada de espiritualidade. Um catolicismo mais ligeiro, isso é coisa que não existe. Ou talvez sim, mas então há que procurá-lo entre os ortodoxos. Correctamente lida, a Bíblia é o mais poderoso libelo a favor do ateísmo jamais escrito.
Tenho para mim que nada foi posto sem razão nesta terra. Só preciso de descobrir porque é que estou aqui.
excerto de O livro das despedidas, de Velibor Čolić (Gradiva)
« Visitar amigos » um dos grandes livros deste século! Não recomendado para amantes de mães e tavares!
ResponderEliminarHá agora por aí um couceiro que também irá longe…
ResponderEliminarNão sei qual é a sua embirracao com maes e Tavares.Na minha opiniao já escreveram livros bons,menos bons(como agora se diz),incompreensiveis e mauzotes.Rui Couceiro ainda não conheco,mas tenciono espreitar.Recomendo “A máquina de fazer espanhois”e “Jerusalem “,entre outros.
ResponderEliminarDepois diga qq coisa
O sr Couceiro acumula ainda com a actividade editorial, designada Contraponto (as voltas que o Luís Pacheco deve dar na tumba!). Editou há pouco uma obra da sra Cristina Ferreira que convirá não perder
ResponderEliminarO sr couceiro é, além disso editor (Contraponto, as voltas que o Luís Pacheco deve dar na tumba!) Editou à pouco um « livro » de cristina ferreira que deverá seguramente « espreitar »
ResponderEliminarDesculpe, comentário repetido
ResponderEliminarTambém devia espreitar como se escreve “há pouco tempo”.
ResponderEliminarSem dúvida! Rui Couceiro. Dele li A MAIS BELA MALDIÇÃO e leio actualmente MORRO DA PENA VENTOSA.
ResponderEliminarDa Contraponto tenho andado a ler a biografia da Agustina Bessa-Luís, de Isabel Rio Novo. Um belíssimo livro.
ResponderEliminarNão me passaria pela cabeça que a mesma editora pudesse dedicar-se a uma das figuras públicas mais enfadonhas e fúteis, Cristina Ferreira. Mas se calhar é de mim, que nunca me interessei por saber quem ela é.