Prémio de Poesia Nuno Júdice

Raramente aceito ser membro do júri de um prémio literário. O trabalho é homérico e, geralmente, é assustador ver entrar pela nossa casa uma data de caixotes com originais impressos e pensar que vamos ter de pôr os olhos naquilo tudo. Aconteceu-me uma vez e foi mesmo terrível. Hoje vem tudo por email e lê-se no ecrã para poupar papel, o que retira parte do susto. Mesmo assim, prometi a mim mesma que nunca mais; mas, tendo feito a excepção com meia dúzia de concursos escolares em que só tinha de ver os trabalhos finalistas, acabei por aceitar presidir ao Prémio de Poesia Nuno Júdice no ano passado. O Nuno era um amigo e digamos que senti quase como um gesto de amizade escolher, com o resto dos jurados, um vencedor que ficará para sempre associado ao seu nome. O prémio, que coube à arquitecta Carla Louro com o livro Entra-se na Casa pelo Pátio, vai ser entregue amanhã na cidade onde mora, Abrantes, onde, ao mesmo tempo, a Biblioteca estreia uma exposição dedicada a Nuno Júdice. Mas o importante é lerem o livro, mesmo muito bom, que arrecadou o galardão por unanimidade. Estavam no júri Cecília Andrade e Sandra Mendes, da Dom Quixote, e os poetas Filipa Leal e Ricardo Marques. Entrem por favor em casa pelo pátio e saiam muito satisfeitos.


 

Comentários

  1. Bom dia!
    Já entrei.
    Entrei devagar, folha a folha, e percorri devagar todas as salas, quartos e esquinas.
    Sentei-me na cadeira a olhar pela janela a buganvilia a florir.
    Fechei devagar a última folha e saí devagar pela porta principal sem fechar a porta.
    Assim outros poderão entrar nesta casa.
    Parabéns à autora e muitas felicidades.
    Irei a Abrantes para recordar o Nuno.
    Bom fim de semana!
    Daqui da margem esquerda do estuário do Tejo
    Com um abraço.
    A. Delfim Santos

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