Inquietações

Está aí mais uma edição dos Prémios "Livro do Ano" da Bertrand Livreiros. Ficção portuguesa, ficção estrangeira, não-ficção, etc., muitos candidatos para o público eleger o do seu coração. Descubro que é preciso votar porque encontro apelos para isso de uma das minhas autoras (Luísa Sobral) que se diz entre os finalistas do romance nacional com o livro Nem Todas as Árvores Morrem de Pé. Mas, no mesmo dia, constato que outro dos meus autores, vencedor do Prémio LeYa com o romance Pés de Barro (Nuno Duarte), está exactamente na mesma situação. E, como a sabedoria popular ensina que não há duas sem três, deparo-me ainda com O Último Avô, de Afonso Reis Cabral, no rol de finalistas de ficção em língua portuguesa. São três romances que publiquei no ano passado e, claro, fico muito contente com a distinção destas três obras. Mas o problema é que só se pode votar uma vez. E eu não vou escolher, não posso. Gosto muito dos três livros e não faria a má acção de eleger só um. Claro que se perde um voto, mas às vezes mais vale isso do que ficar de consciência pesada ou ter posteriores arrependimentos. Enfim, vou gastar o meu voto nos livros traduzidos: é que também tenho na final Despedidas Impossíveis, o mais recente romance de Han Kang; que bom não ter mais concorrentes publicados por mim nesta categoria.

Comentários

  1. Bom dia,
    Tive o privilégio de ter lido os 3 livros, tendo gostado de todos. Mas como não publiquei nenhum, penso que ninguém me levará a mal por ficar a torcer que vença o "Pés de Barro", pois considero o melhor dos 3.

    ResponderEliminar
  2. Bom dia,
    Lamento saber que opta por votar numa autora estrangeira em vez de votar num autora/ra nacional ( apesar do conflito que expressa no seu post não percebo).
    Lamento também que não haja referência à nossa imensa perda nacional constatada ontem 05 de Março.
    Descanse em paz António Lobo Antunes.

    Bjinho.
    Bom fim de semana.

    ResponderEliminar
  3. Maria Emília Apolinário6 de março de 2026 às 02:49

    É lamentável que este blog ignore a morte de António Lobo Antunes. Haverá alguma razão que a própria razão desconhece?

    ResponderEliminar
  4. As categorias para votar são 5. Eu não voto no romance nacional para não escolher entre três livros que publiquei. Pensava que tivesse ficado claro. Não é uma troca.

    ResponderEliminar
  5. Não ignora. Os posts nem sempre são escritos no próprio dia, este estava programado desde terça-feira, e nesse dia não sabia que o escritor António Lobo Antunes morreria, claro. Ontem de manhã estive no hospital com a minha mãe e a seguir fui com Itamar Vieira Junior para Setúbal. Cheguei a casa depois das onze da noite, não me ocorreu vir ao blogue a essa hora, sobretudo quando toda a gente já tinha tido tudo. Ser editor não é só estar sentado a ler livros. Sim, lamento, como todos os portugueses, a morte de Lobo Antunes.

    ResponderEliminar
  6. António Luiz Pacheco6 de março de 2026 às 05:27

    Como é sabido, sou visceralmente contra premiações e escritores premiados!
    Porém, todavia, contudo, desejo sinceramente aos nomeados as maiores venturas e que vença quem mais merece.
    Os prémios, trazem-me a talhe de foice a questão entre o que é bem escrito e o que eu gosto de ler. Muitas vezes leio livros de autores muito bons, muito bem escritos, mas dos quais não gosto (dos livros!).

    Não sou advogado da "patroa" deste blog, mas gostaria de dizer que entendi perfeitamente as suas razões e o que disse quanto a votar. Enfim, será como pedir a um pai que diga de qual dos três filhos gosta mais! Haverá sempre um favorito, porém jamais isso será reconhecido.

    Quanto à falta de menção ao falecimento de Lobo Antunes, também explicado está e não me chocou, nem questiono. Apenas aguardo...

    Saudações cá da Cidade Morena.

    ResponderEliminar
  7. Fica bem patente o ostracismo relativo a Lobo Antunes. Cai a máscara do blog encomiástico do autores da “casa”. Bom proveito

    ResponderEliminar
  8. Mas António Lobo Antunes é um autor da casa. Essa é que não percebi.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório