Casamentos reais

A minha mãe, que tem 101 anos, volta e meia telefona-me a perguntar que rainha era casada com determinado rei português, quem sucedeu ao trono deste e daquele, e outras coisas que tais, porque está esquecida e já não sabe o que celebramos no 1.º de Dezembro. Respondo o que sei e consulto o que não sei para a esclarecer, mas verifico que há uma enormidade de pessoas que adoram saber sobre os monarcas, por muito que achem hoje a monarquia perfeitamente dispensável. Mas é talvez para os que gostam de casamentos reais (e de respeito!) que o Instituto Cervantes de Lisboa apresenta hoje ao fim da tarde uma palestra dada por Lola Pons, catedrática na Universidade de Sevilha, dedicada ao tema do casamento de D. Isabel de Portugal com Carlos V, e às línguas de ambos. Lembremo-nos de que Isabel (1503-1539) era filha de D. Manuel I de Portugal e da Infanta D. Maria de Aragão e que o marido nascera em Gent e fora criado nos Países Baixos, falando os dois uma pluralidade de línguas, fosse por origens familiares, pela geografia dos territórios que governaram ou pelas suas expectativas diplomáticas e políticas. As línguas são sempre um assunto irresistível, digo eu (e não estou a falar de beijos entre noivos). Vamos lá?


 

Comentários

  1. Monarquia sempre.
    É o qje vai escrito no boletim de voto de dia 8

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  2. Que me conste, no primeiro de Dezembro comemora-se a restauração da independência...

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  3. Claro. Referia-me à presença dos reis de Espanha em Portugal.

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  4. O interesse pelo "tempo dos reis", é um facto. Seja pela perspectiva histórica seja porque no fundo as pessoas sentem alguma simpatia pela monarquia, pelos reis.
    Não vou fazer apologia do regime monárquico, apenas analisar o que foi trazido aqui, lembrando que na verdade a república foi imposta pela revolução armada e violenta com base no assassinato do rei e do príncipe herdeiros, e, nunca foi referendada pelo voto popular como devia.
    Há quem seja por um e outro regime, é discussão para outros lugares que não este, porém o tema é apaixonante e tem até dado corpo a muita letra escrita, e isso já é da nossa conta.

    Lembro a propósito que na intempérie que assolou Valência, o casal reinante em Espanha (sem funções executivas) se apresentou a visitar o local, também o primeiro-ministro (socialista) . O povo reagiu mal por culpar do desastre e da falta de apoios ao governo, vaiaram e atiraram lama... o primeiro ministro bateu prontamente em retirada, rei e rainha permaneceram, foram atingidos por lama mas afinal o povo os envolveu, abraçaram-se e choraram juntos. As imagens disso são comovedoras.
    Diz o povo na sua sabedoria que mais vale um bom rei do que uma boa lei.

    Votos reais de esperança e ânimo, cá desde a Cidade Morena, onde a seca já preocupa...

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  5. Estamos de acordo.
    Sou monárquico.
    A monarquia em Portugal (ninguém diz: república portuguesa) seria uma opção muito melhor mas os republicanos (os Seguros dos Venturas) optaram por assassinar o Rei e o Príncipe Herdeiro, desde aí não houve (ainda?) disponibilidade para repor a legitimidade democrática.
    Pela primeira vez em eleições presidenciais, votei, votei Cotrim, votei pela direito democrático de um Homem se poder candidatar, apesar das calúnias feministas, apesar das atoardas "woke", onde está a menina Bichão?
    Democraticamente, sem interferências não provadas, está eleição seria entre Cotrim e Seguro.
    Assim é entre Seguro e Ventura, podem todos limpar as mãos à parede, não contem comigo para a palhaçada de dia 8, aliás se houver uma abstenção superior a 50% as eleições deviam ser consideradas nulas e o presidente devia ser nomeado pela assembleia da república.
    Com mais tempo dever-se-ia voltar ao regime Monárquico, claro e óbvio.
    Estiquei-me no comentário, tudo isto para dizer que não votarei, sou incapaz de optar entre o Mickey e o Pateta e estou convicto que entre o Mickey e o Sr. Dom Duarte Nuno a opção seria óbvia e entre a Pateta e o Sr. Dom Duarte Nuno a opção seria clara.
    Antes um bom Rei que uma ditadura "woke", um abraço para a Cidade Morena.

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  6. «O tema é apaixonante e tem até dado corpo a muita letra escrita».

    Precisamente, e pedindo desculpa (mas não muita...) por «puxar a brasa à(s) minha(s) sardinha(s)», permito-me recordar e recomendar...

    https://www.wook.pt/livro/a-republica-nunca-existiu/200207

    ... e também...

    https://www.wook.pt/livro/mensageiros-das-estrelas/14761733

    ... que inclui o capítulo «A República Nunca Existiu! - Parte 2», em que participa João Afonso Machado, que acima comentou.

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