Parabéns!
Pronto, a LeYa faz hoje dezoito anos, e o que posso dizer é que foi um fósforo! Bem sei que não trabalhei no grupo logo que ele foi criado, mas lembro-me bem dos primeiros passos: da compra da Texto e a seguir da Caminho, da Asa com a Lua de Papel, da Dom Quixote, e mais tarde do grupo que detinha a Casa das Letras, a Teorema, a Oficina do Livro e outras chancelas menos literárias. Acompanhei os comentários, as desconfianças, a má imprensa, as críticas, e mesmo assim em 2010 juntei-me à equipa por perceber que os autores queriam ser profissionais e viver do que escreviam, e infelizmente isso ser cada vez mais impossível numa pequena editora. Comecei a perder os escritores demasiado cedo e vim para um grande grupo onde pude dar a conhecer outros que hoje são de nomeada (alguns dos quais saíram, é verdade, mas muitos ficaram e agradeço-lhes muito) e tenciono publicar ainda mais, embora tenha consciência de que é hoje cada vez mais difícil encontrar um autor que nos encha as medidas. Não devo ir para outra editora depois disto: cheguei praticamente à idade da reforma e, quando me mandarem para casa, irei decerto ler e escrever mais, mas não publicar. Hoje estou bem aqui e agradeço às várias administrações não se terem visto livres de mim quando a coisa apertou com a Troika e quando todos os anos publico livros que vendem menos do que seria desejável, embora compensados por outros que vendem mais do que esperado. Obrigada também aos colegas e, claro, à Madalena Escourido, que continua ao meu lado. Festejemos, pois, a sua maioridade.
Não deixei de apreciar o seu relato de uma memória profissional dedicada à empresa.
ResponderEliminarHá quem não o entenda e menos pratique, saltitando por empregos sucessivos, porém não me impressiono com currículos onde constam muitas funções ou cargos em variados empregadores - chamo-lhes saltimbancos. Não me inspira confiança profissional quem muda muito. Ainda recentemente rejeitei um director geral para uma empresa do grupo onde estou precisamente por isso, a despeito de parecer competente. A questão é que me pareceu não poder contar com ele... fica a reflexão.
Identifico-me consigo aliás, nos últimos 40 anos trabalhei em 3 grandes empresas pertencentes a 3 grandes grupos económicos internacionais, enfim com outras actividades paralelas ou entremeadas, por conta própria. Serei conservador mas sou homem de vestir a camisola e dedicar-me, procurando gostar do que faço, tendo tido a sorte de poder, no geral, fazer aquilo de que gosto.
Portanto mais do que à Leya é a si que congratulo e dou os parabéns, pela sua dedicação e profissionalismo, aliás óbvios. Acredito que tenha valido a pena!
Diria antes que a Leya, teve a boa fortuna de poder contar consigo e certamente que o saberá, como se depreende por a ter mantido estes anos todos... ao contrário do que se diz, é um mito que as empresas não reconheçam quem lhes acrescenta valor, pelo menos enquanto tenha essa condição, eu considero-me de tal um exemplo. Parabéns à Leya, por isso.
No resto... se ela existe, persiste e tem crescido é graças às pessoas que emprega e se lhe dedicaram, pois ela, só por si pouco vale!
Parabéns portanto, votos de boa continuação e de que vá mantendo este espaço que a gente agradece! Cá do Bairro Ribatejano me subscrevo barrão e traça dos livros.
Parabéns.
ResponderEliminarÉ pelo menos um sinal que se continuam a vender livros...
Porém, teria mais charme um ecosistema editorial com maior biodiversidade. Desde que li "O negócio dos livros", de André Schinfrin (https://www.versobooks.com/blogs/news/1476-andre-schiffrin-in-memoriam?srsltid=AfmBOopZHxUCY-NgBVwGIQd0NJxgOu-c951XMFPJtzCh_o52sxwa_EmJ) o meu romantismo esmoreceu.
Ao ler uma crónica de António Guerreiro, onde se cunhava o termo obesidade editorial, (https://www.publico.pt/2025/03/28/culturaipsilon/opiniao/obesidade-editorial-2127203), o meu lirismo esmoreceu ainda mais com tantas solicitações.
Recuperei, um pouco, depois deste livro: https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/nao-sou-um-robo-de-juan-villoro-182650
Boas Leituras, Saúde e Sorte
Subscrevo na íntegra
ResponderEliminarMuitos parabéns à Leya, à Maria do Rosário e a todos os que aí trabalham. Votos das maiores felicidades e sucessos para os próximos dezoito anos.
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