Estreantes

Este ano publiquei quatro romances de estreia, o que raramente acontece. Às vezes encontro um escritor de primeira viagem que quero mesmo publicar, mas este ano tive a sorte de publicar três (Luísa Sobral, Sara Duarte Brandão e Nuno Duarte) e ainda o primeiro romance de uma autora açoreana (Leonor Sampaio da Silva) que só tinha ainda livros de contos e estava publicada em editoras das ilhas, mas que chegou à final do Prémio LeYa com o excelente Passagem Noturna. Ora a Wook, a maior livraria virtual portuguesa, tem um prémio para primeiros romances, e descobri na semana passada que dois dos seis finalistas desse prémio são livros que publiquei: Pés de Barro, de Nuno Duarte (que ganhou o Prémio LeYa em 2024) e Quem Tem Medo dos Santos da Casa (que já me chegou com o Prémio Literário Cidade de Almada atribuído e vai ser publicado na Bulgária). Claro que a concorrência é forte (li Lavores de Ana, de Ana Claúdia Santos, e Sodade, da jornalista Ana da Cunha, só não conhecendo ainda O Processo, de Dulce de Souza Gonçalves, nem Elisa, de Josefa de Maltezinho), mas, ganhem ou não os meus autores, já sinto que fiz bem em publicá-los e fico contente pelo reconhecimento do júri. Tenho é de esperar até dia 29 pelo resultado. Até lá, se tiverem tempo, leiam estes livros, os autores merecem.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco14 de janeiro de 2026 às 02:34

    Não prometo nada... para não me comprometer. Tenho tanta coisa para ler e tão pouco tempo.
    Votos de sucesso aos estreantes, quer eu os leia quer não, são escritores de livros e para mim merecem todo o apoio, ganhem ou não prémios o que para mim é absolutamente irrelevante.

    Escreva-se, publique-se, leia-se.
    São os meus votos cá da Cidade Morena, ainda em processo de aclimatação pois vim dar com 30 graus.

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  2. Eles merecem, é indubitável. Basta imaginar as quantas horas que um romance deve levar a escrever, os desânimos que invadem os autores, as atrofias que acontecem a dada altura, os arrependimentos por teimarem em escrever num país que quase não lê e já tem tanto escritor, etc.
    Mas que seria do nosso tempo cheio de afazeres, se até lá lêssemos tanto?! Se até lá não tivéssemos de fazer muito bem as contas para o orçamento não descambar - porque nem só de livros vive o homem.

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  3. «Este ano»? Não terá sido... no ano passado? ;-)

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  4. De todos estes li Luísa Sobral e quanto ao livro tenho percepções antagónicas.Por um lado parece-me demasiado irreal,com paraquedistas que aparecem em locais onde não seria de esperar qq acolhimento e são logo recebidos de braços abertos e todo o galopante sucesso que rapidamente conseguem.Mas por outro,há frases e mestria de escrita que suplantam essa irrealidade.A verdadeira escritora revela-se e conquista-nos!
    Espero que continue

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