O que ando a ler
Movida já não sei bem porquê, levei de uma livraria num certo sábado um romance de uma autora chamada Anne Michaels, de quem não me parece que tenha lido alguma coisa antes desta. O livro chamava-se Abraço (como um antigo livro de crónicas de José Luís Peixoto) e talvez tenha sido a ideia de um texto que nos abraça que me fez comprá-lo sem mesmo ter lido a contracapa; ou então a frase «Finalista do Booker Prize 2024» debaixo do título, é o mais certo, porque se trata de um prémio de prestígio e geralmente contempla literatura de qualidade. Para não mentir, estou a levar tempo a lê-lo, apesar de não ser extenso; é, no mínimo, um texto fora do normal, muito fragmentado, dividido em partes em que as personagens são outras (noutro tempo e noutro lugar), mas quase sempre numa situação de guerra ou sentindo a ausência de alguém que lá está (soldado, ferido, enfermeira, médica...) e terá deixado os seus por desígnio ou altruísmo. A crítica chamou-lhe romance, e na verdade o Booker Prize é um prémio para romances, mas eu não lhe encontrei exactamente uma linha condutora, são episódios muito vagamente ligados, mesmo que bastante bonitos (a história de Mara com o pai é a mais bela até aqui). Ainda não percebi, porém, se estou a gostar. Em todo o caso, parece pelo menos uma coisa nova, diferente, o que é bom para quem, como eu, valoriza muito a originalidade. A tradução é que podia ser melhor, talvez tenha sido feita com demasiada pressa, escapou um «pudessem haver» que também fugiu ao revisor, e tem palavras esquisitas como «cobardice» e expressões mal traduzidas (um «by himself» que é claramente «sozinho» e foi traduzido por «por ele mesmo», parece erro de principiante). Coisas que acontecem aos melhores ou uma ajuda da IA? Espero que não.
" palavras esquisitas como «cobardice» " !! ??
ResponderEliminarEsquisito é uma editora experiente afirmar tal esquisitice.
Não há palavras esquisitas. Esse conceito é subjectivo.
"A cinco palmos dos olhos". Outro Extraordinário romance de Carlos Campaniço, do qual tive conhecimento justamente aqui no nosso HE.
ResponderEliminarMuito bom, considero Carlos Campaniço um dos nossos melhores escritores do Mundo Rural actual e em particular do Alentejo, que é o seu e sua a gente sobre quem magistralmente escreve, sabendo interpretar e descrever como ninguém os sentimentos e idéias de pessoas taciturnas, ensimesmadas e fechadas. Ele vive lá, vive aquilo e viveu aquilo, pelo que escreve como poucos, sem recurso aos chavões gastos e aos estereótipos apreendidos fora e usados por quem na verdade não entende nada das coisas e dos homens, só ficciona e finge ter uma humanidade, ensaiada. O seus personagens ainda que inventados são pessoas que existem e nós encontramos por ali, com as suas alcunhas e idiossincrasias que as fazem familiares. Histórias como esta conheço bem e revejo os acontecimentos e as pessoas, com gosto e talvez alguma saudade.
Muito bom, mais este romance no tal Alentejo profundo, que poucos conhecerão na verdade e muito menos as razões porque as coisas por lá, são como são.
Grande abraço para Safara, terra de bons amigos e do mestre Joaquim Santos de cujo recente livro "Caçando entre Ardila e Safareja", já aqui falei... é gente desta, personagens como estes que nos mantêm e ao nosso Portugal Rural.
Que querem, eu barrão, sou um aldeão como eles, diferente mas igual.
Saudações ruralistas cá da Cidade Morena.
Pois claro, também a anonimice é um conceito puro e claro!
ResponderEliminarEheheh!
A gente lemos cada uma...
Estava a ler " No Rastro do Jaguar", de Murilo Carvalho e estava a gostar, não muito, mas estava. Tive que ausentar-me e achei que o peso do livro não devia agravar o que já tinha que levar comigo. Ficou lá e já desejo regressar porque quero concluir a a sua leitura.
ResponderEliminarBélico. Senão vejamos.
ResponderEliminarAcabei "O general do exército morto", de Ismail Kadaré.
Começei "Uma história dos bombardeamentos", de Sven Lindqvist.
Boas Leituras
"É um conceito subjectivo"
ResponderEliminarAfirmação de cariz pós-moderno, onde está indistinta a distinção entre verdadeiro e falso. Como corolário lógico: todos temos direito aos nossos factos, também apodados de... alternativos.
A ler: Alice no país das marvilhas.
Ahahahah!
ResponderEliminarGostei do estava a gostar, não muito mas estava... eu senti o mesmo, quando li, em 2000 e carqueja. Nessa altura ainda lia sempre os vencedores do Prémio Leya... valiam a pena, de modo geral, ou os finalistas, depois deixei de os considerar, só pontualmente.
Eheheh!
Abraço!
Viva!
ResponderEliminarJá ouvi falar dessa história dos bombardeamentos, o autor é manifestamente perturbador mas aprecio. Conte-nos as suas impressões do livro!
Abraço
Hum... perturbador, ou deveria dizer perturbativo? Já nem sei...
ResponderEliminarfala-baratice, convencidice e bajulice
ResponderEliminarTenho vivido com minha esposa com um pênis pequeno em nosso casamento, o que resultou em um problema diário para nós dois, pois não conseguimos ter filhos e estamos casados há 6 anos. Eu estava muito confuso e com muita vergonha de falar sobre isso com alguém, até que minha esposa ameaçou pedir o divórcio, o que seria uma vergonha para mim. Então, li um depoimento no site do Dr. Wealthy sobre como ele ajudou muitas pessoas a resolverem seus problemas com seu creme de ervas. Ele me enviou o creme e me instruiu sobre como usá-lo. Para minha surpresa, em apenas um mês, meu pênis atingiu 15,5 cm (6,1 polegadas) quando ereto, e agora minha esposa está grávida de 4 meses. Não tenha vergonha de perder o que você tanto valoriza, dê um passo corajoso hoje e entre em contato com ele através dos contatos abaixo: email wealthylovespell@gmail.com ou WhatsApp: +2348105150446 para que você também possa se beneficiar de sua medicina herbal.
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