Gémeos separados
Ela coleciona camisolas. Ele tem dois gatos. Ambos adoram Nova Iorque e, aconteça o que acontecer, hão de mudar-se para lá quando fizerem 28 anos. Porém, de repente, ele diz que quer passar algum tempo sozinho.
E se uma das metades de um par de gémeos não quiser continuar a viver? E se a outra não conseguir viver sem essa metade? É esta a questão central do presente romance, em que a narradora é a gémea de um rapaz que se suicidou e relembra muitas histórias de infância e também as suas vidas adultas com mágoa, saudade, raiva e insegurança em relação ao futuro. De uma maneira aparentemente desprendida mas muito perspicaz, Aquilo em Que Preferia não Pensar conta a história do que acontece quando a pessoa com quem construímos as bases de toda uma vida desaparece subitamente, e as memórias que restam são as de um pai que já era ausente antes de ter morrido e de uma mãe geóloga, fria como uma pedra. Finalista do Booker Prize Internacional, traduzido em mais de uma dezena de línguas, o romance de Jente Posthuma é uma exploração comovente do luto, contada através de episódios breves e cirúrgicos, impregnados de uma suave melancolia e, o que é surpreendente, de um humor inesperado e corrosivo. Um livro que se debruça também sobre o facto de a saúde mental depender tantas vezes da vida familiar. Quase a sair para as livrarias e muito, muito original.

Parece-me um tema bem interessante. Irei folhear numa próxima ida à livraria.
ResponderEliminarBoas leituras!📚
Sugestão de tradução para português: https://iljapfeijffer.com/en/work/prose/alcibiades/
ResponderEliminarALCIBIADES
‘History rarely repeats itself in a blatant manner, but when the events are over, it often turns out to have performed an old play behind new masks and in updated costumes.’
This monumental, richly-documented, historical novel tells the true story of the rise and fall of Alcibiades, Greece’s most handsome man. He was Athens’s extravagant, brilliant, sensational, androgynous, bisexual and controversial politician and strategist during the Great War against Sparta. Playboy, traitor, general, darling of the people, exhibitionist, ruthless manipulator: he was all of these things and more. The story is a journey through time to the world almost two and a half millennia ago, when an increasing number of signs – disturbingly recognisable to us today – began to point to the decline of democracy, and led to Athens’s defeat. The question remains: to what extent was Alcibiades implicated in all of this? Was he a populist who dismantled democracy or could he have saved Athens? In this novel, he offers an account of his vision, ideals, strategies and lifelong struggles in his own words.
In this rich, ambitious novel, Ilja Leonard Pfeijffer combines the resoluteness of a meticulous historical reconstruction with the courage to bring to life a great, inimitable and incorrigibly memorable man and to allow him to speak to us about his aspirations and doubts around themes that are undiminishedly relevant and urgent in today’s world.
Alcibiades is at once a historical study and a great novel for our time and for any time, telling a poetic, deeply human and moving story of the pursuit of ambitions in an imperfect world.
Boas leituras
Literalmente um livro desta envergadura repara em todas as camadas, tinta fresca ao leitor. Desafiador, eu diria. Há tudo em que se lhe perceba a faceta humana a causa resoluta; dúbia, emblemática.
ResponderEliminarDe contemporânea nem tão plausível a ciência. A capa é solar e toda Yellow simplesmente fantástica e do enlevo um “box groove open” nas ranhuras do onze de setembro fatídico. Observo detalhes do spioler e nem premiá-lo seria deboche.
Inclusive até me fez memória algo semelhante a genialidade de Paul Valery (com humor) sobre a questão do suicídio no livro “O homem de duas cabeças”.
Obviamente reparo pq nem haveria faltar com meus Parabéns a Jente Posthuma e editora Dom Quixote!
ResponderEliminarViva !
ResponderEliminarPor favor Maria pare de indicar livros tão interessantes que só fazem aumentar a minha lista de livros a ler e a diminuir a minha conta bancária...
Não há Pai Natal que aguente... :)
Acabo de ler Mudar de ideia de Aixa de la Cruz ( recomendado aqui) .
Encontro-me a ler Alice no País das Maravilhas.
Agora para além da Relógio d´Àgua reparo que a D.Quixote tem edições cada vez mais bonitas e interessantes.
Bjinho e boas leituras !