Excerto da Quinzena
Estávamos no verão de 2008 quando Francis Ford Coppola chegou à Argentina. Vinha fazer um filme; há muitos anos que não realizava nada. Meses antes, comprara uma casa em Buenos Aires para passar uma temporada e conhecer a cidade; como também tinha vinhedos em Mendoza, queria estar a um pulo de avião. Na equipa de filmagem que criou aqui, havia um assistente de arte que, assim que leu o guião, começou com uma grande gabarolice; dizia que o seu melhor amigo era a reencarnação de Tetro, o protagonista boémio e maldito do filme que iam rodar. O boato não tardou a chegar aos ouvidos de Coppola.
Como qualquer artista necessitado de estímulos, o realizador quis conhecer de imediato o alter ego da sua personagem. Por acaso, esse amigo reencarnado era o meu marido e, numa noite quente de dezembro, fomos os três – ele, a minha filha de três meses e eu – conhecer o monstro sagrado. Eu não fora convidada pelos meus lindos olhos, mas porque falava inglês; quanto à minha filha, bom, não tínhamos com quem a deixar.
María Gainza, Um Punhado de Flechas, trad. Helena Pitta
"Quando falamos de paz e quando desejamos a paz, pensamos sempre (tanto quanto nos permite o nosso horizonte) numa paz universal ou global. Não falaríamos em paz se pensássemos apenas na paz de um grupo reduzido de pessoas, porque, nesse caso, iríamos todos viver para a Suiça - ou entrávamos todos para um mosteiro, como se fazia nos tempos sombrios das invasões. Ou propomos a paz como conceito global ou não vale a pena pensarmos nela."
ResponderEliminarA passo de caranguejo
Guerras quentes e populismo mediático
Umberto Eco
Gradiva
Boas Leituras
Sugestão cultural para sábado 18, no Porto
ResponderEliminarhttps://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/no-kings-196036
No kings why?
ResponderEliminarEu gosto de King.
De BB King, por exemplo:
https://www.namm.org/library/oral-history/bb-king
well, I myself am very fond of BBKing. and other kings too https://kingsofconvenience.eu/#!
ResponderEliminartrouble is with some dumb ass elected president now acting like a king. a rotten orange, if you know what i mean
Não sei se viram, hoje, pela manhã, no Canal TVI, uma entrevista com a responsável das "Escritarias" onde se falou - e bem - na Maria do Rosário Pedreira, a homenageada próxima, também bem merecida.
ResponderEliminarVale bem a pena recuperar o programa e visionarem.
À anfitriã, Maria do Rosário, as minhas desculpas (a par dos parabéns) por entrar por esta porta, transportando por baixo do braço um assunto arredado deste post.
Faço uma correção: "Escritaria" e não "Escritarias".
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