Tirar do anonimato

María vive uma dupla crise, pessoal e profissional. Há um ano que decidiu afogar as mágoas no álcool, que o chefe perdeu a confiança nela e que ninguém valoriza o seu trabalho de investigação no jornal; e, como se isso não bastasse, o seu relacionamento está por um fio. Encontra-se ainda embriagada quando uma manhã recebe um telefonema em que a mãe lhe anuncia a morte da avó que, no período da guerra civil espanhola, escondeu imensos militantes comunistas na sua pensão e se tornou uma das mulheres mais importantes da vida de María. É no velório que esta descobre uma mulher idosa e franzina que não conhece mas que deixa a sua mãe estranhamente inquieta. Ao perguntar de quem se trata, fica a saber que se chama Isadora, mas percebe imediatamente que existe entre ambas um segredo incómodo. Tentando endireitar-se, María pensa então fazer uma pesquisa sobre a vida aventurosa da sua avó. Porém, quando procura documentos, encontra a foto de uma mulher com uma tatuagem no peito onde se lê FELD-HURE. Por trás, um nome  e uma data: Isadora Ramírez García, 14 de outubro de 1945. E então começará uma investigação sobre as mulheres não judias que foram levadas pelos alemães para o campo de concentração de Ravensbrück, algumas ainda adolescentes, para servirem como prostitutas e cobaias de experiências médicas terríveis. Isadora, a amiga da avó, sobreviveu ao horror e quer contar a María sua história antes de morrer. Esta é a narrativa de O Barracão das Mulheres, um romance-reportagem interessantíssimo que tira do anonimato muitas mulheres injustamente esquecidas ou desprezadas e conta a sua história.


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Comentários

  1. Confesso que o romance não está nos meus horizontes de leitura, porém algo me escapa, pois não vejo a ligação entre uma avó que durante a guerra civil espanhola escondia comunistas na sua pensão (em Portugal ou em Espanha?) e uma não-judia que sobreviveu ao holocausto...
    Dir-me-ão que o leia para ficar a saber. Bom ficarei então na ignorância, como em muitos outros assuntos.

    Saudações cá do Bairro Ribatejano.

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  2. Mais um "holocaustico".
    Nao me digam que nao sao fanaticos por este tipo de desgraças!Adoram!

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  3. Claudia da Silva Tomazi24 de setembro de 2025 às 04:34

    Excelente título onde livro é o quê se lhe valha em sentido “Factos est”. Talvez do ínterim a “camada menos arrazoada” penso eu, evolui delineada abaixo de emoção transversal. Das elevações não alteram o sentido prático da escrita e ao contrário; por testemunhos silenciosos o efeito “pétreo” pulsa sob páginas em branco buscando a paz.

    A capa me caiu no gosto embora tenha brigado com todos os dentes, avançou um poquito nas regras do oportunismo ao incomparável.

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  4. Claudia da Silva Tomazi24 de setembro de 2025 às 04:50

    Querido extraordinário ALP faça por merecer e assim terás por direito. Buscar em tantas aventuras distrações quanto em livros perfeições, fazem de vosso gosto atributos a benevolência.

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