O Último Avô
Já está nas livrarias o mais recente romance de Afonso Reis Cabral, um dos mais jovens autores portugueses literários de peso, que venceu o Prémio LeYa com o primeiro romance (O Meu Irmão) e o Prémio Literário José Saramago com o segundo (Pão de Açúcar). Tardou a entregar o terceiro, mas compensou a espera com a qualidade, por isso perdoamos-lhe o silêncio e o atraso. Em O Último Avô conheceremos Augusto Campelo, o mais genial escritor português, que queima o manuscrito no qual trabalhou durante anos, deixando para trás um mistério: seria o tão esperado romance sobre a experiência traumática da Guerra Colonial, de que tantas vezes falava, mas à qual nunca dedicou um livro? Subsiste a dúvida: o escritor morre uma semana depois. Resta por isso ao neto a missão de descobrir a verdade e de compreender (ou não) o gesto do avô. Mas essa busca arrasta-o sem querer para um terreno bem mais doloroso, que se prende com a fuga e a morte prematura da mãe, cuja ausência é sublinhada há anos por um quarto trancado na casa do avô. Atravessando a intimidade de três gerações de uma família marcada por perdas, conflitos e paixões, O Último Avô conta a história da relação entre um escritor tirânico e o seu único neto, entre a herança literária e a vida real. Brilhante, garanto-vos.

Imagino que sim... já o comprei logo que cheguei, estou só a acabar o Agua Lusa que tinha comprado antes, para o ler.
ResponderEliminarSaudações cá do Bairro Ribatejano.
Parece-me interessante e digno de se ler.
ResponderEliminarAfonso Reis Cabral tornou-se muito conhecido com o seu primeiro livro e desde aí tem andado nas bocas do mundo.Estava à espera de mais comentários neste blog.
Também eu... a obra dele é muito boa, sobretudo pela humanidade dos temas!
ResponderEliminarPor outro lado é um intelectual sui generis, é composto e bem apessoado, simpático e dá entrevistas descontraídas e simples, sem os tiques dos intelectuais de serviço nas suas bolhas de soberba e superioridade elitista.
É humano portanto. Não será por isso muito popular no meio, digo eu que confesso ser seu fã e da sua escrita!
Interessantíssimo. Alguma atribuição bem significativa em roteiro que vejo passar um filme na cabeça. ARC sempre atento na grande e visual conquista do leitor. Parabéns
ResponderEliminarAcabei de ler O meu irmão há semanas e agora sai este novo livro... serei capaz de ler de seguida nova obra do autor ? este post quase me convence a comprar mais um livro! Vou esperar pelo Natal e pedir como prenda ;-) bjinho. Tão bom ter autores contemporâneos que nos fazem ansiar por novos livros cheios de qualidade e humanidade.
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