Book 2.0

Já se inscreveu para o Book 2.0, que começa amanhã e dura apenas dois dias? Não falte, se quer ter uma ideia sobre o que será o futuro dos livros. É a terceira edição deste evento organizado anualmente pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, e desta vez as conversas, debates e masterclasses acontecem no auditório da Fundação Champalimaud em Lisboa. Como ontem disse, estamos a viver tempos difíceis em relação à literatura (o digital rouba e deseduca o público de ler um texto mais extenso, pensar e estar sozinho); e portanto pode ser importante ouvir alguns especialistas e pessoas do ramo falarem de como reinventar o livro a leitura nos anos que aí vêm. As sessões dividem-se entre os dias 3 e 4 e os participantes são muitos, desde editores, livreiros e autores, decisores políticos e activistas da leitura, jornalistas e leitores e ainda pessoas que têm histórias para contar sobre como o livro foi importante nas suas vidas (penso que Carlos Fiolhais, Dino d'Santiago, Cristina Ovídio, Dinis Machado ou mesmo o nosso Presidente estão entre essas). Se precisarem de informação, deixo o link abaixo. Espero ver-vos por lá!


https://book.apel.pt


 

Comentários

  1. Interessante de ir ouvir, caso me fosse possível.
    Já chego aqui tarde pois há bastante que muitos dos leitores deste blog, já passaram muitas das esquinas de ler um ebook... eu iniciei-me há semanas. Se por um lado, a minha mulher transporta consigo dezenas de livros num espaço fino e de 20 por 30 cm, eu, qual leitor teimoso (amo tanto o objecto com páginas, odor e capa impressa) , tenho palmihado outras tantas esquinas de livro fisíco na mão.
    Estreei-me agora, sim, adquiri um livro versão ebook ,aqui recentemente falado. É prático!? Em várias vertentes direi que sim... porém, a obra adquirida será apenas minha, num estreito de tempo igual à chama de um fósforo: as aplicações e softwares mudam, actualizam-se em passos largos (outras deixam de existir)... o mesmo com o hardware, não me garantindo poder reler os meus favoritos daqui a meses, muito menos num espaço de anos. Aliás, tive de adquirir por via da wook, cuja aplicação era a única que ainda corria no meu tablet de apenas meia dúzia de anos... sendo que por exemplo, esse leitor wook marca a página em pausámos a leitura, mas somente enquanto a aplicação não for encerrada. Ao reabri-la, é procurar a agulha da página, no palheiro que pode ser a imensidão de 300 ou 500 páginas. O que retenho? que para já não será para mim: como sabemos não podemos emprestar, e pelos vistos nada nos garante que poderemos reler no futuro. Um livro em papel está ao alcance do meu esticar de braço, um ebook obriga-me a que, tal como o meu trabalho profissional, necessite de assiduamente abrir os cordões à bolsa de forma a estarmos normalizados com a versões mais actuais de app. Mais uma complicação/obrigação diária que temos de somar ao carregamento de relógios, telemóveis, aspiradores(...) a que se juntam "n" comandos de tv's, gadgets e até software de automóveis. Retrógrado? Direi que não mas sou obviamente suspeito... naquilo que me julgo, apenas a pretensão de ser o máximo possível liberto de grilhetas do quotidiano, de pensar que amanhã poderei ter vontades de regressar ao passado de uma obra lida, e poder fazê-lo. Liberdade de acção e de vontades, são-me demasiado importantes.
    Dias bons... livros ao alcance da vista!
    josé m reis

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  2. António Luiz Pacheco4 de setembro de 2025 às 07:04

    E bis!!!!
    Apoiado.
    Estamos juntos como se diz aqui na Praia Morena.

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