A norte
Amanhã estarei muito longe de Lisboa, na verdade, já quase em Espanha, pois terei uma actividade no Centro de Estudos Mário Cláudio, que fica em Venade, Paredes de Coura. O Centro, dirigido actualmente pelo professor Cândido Oliveira Martins, promove mensalmente uma série de Diálogos Interartes, nos quais é suposto estarmos acompanhados por alguém que pratique uma arte diferente da nossa mas esteja ligado a nós e à nossa própria arte (que, no meu caso, será a literatura, a que faço ou dou a conhecer). Mas, curiosamente, escolhi para me acompanhar Jorge Reis-Sá, alguém que faz a mesmíssima coisa do que eu, mas, como eu, acaba por estar ligado a uma outra arte, a música, e sempre através dos livros. Enquanto eu escrevo letras para fados e outras canções, o Jorge dirige na Imprensa Nacional uma colecção de livros com as letras de ilustres autores como João Monge, Rui Reininho, Carlos Tê e outros. Falaremos disso, claro, do que ambos escrevemos (temos até um prémio em comum, o da Fundação Inês de Castro) e da sua recente participação em programas culturais televisivos sobre Camões e Camilo, em que também é preciso uma certa arte para uma pessoa se sair bem. Se estiver a norte, apareça para dialogar.

Os programas de Jorge Reis-Sa são muito interessantes .Constam de entrevistas a personalidades,que de alguma forma e sobre diversos aspectos se debruçam sobre Camilo Castelo Branco(e não Eça)e nos dão uma perspectiva da relação entre a sua obra e determinada fase ou característica da sua vida.São curtos,mas nesse pouco tempo perfeitamente esclarecedores e capazes de nos informar e atrair para a leitura dos seus livros.
ResponderEliminarNão sei se já acabaram e espero bem que não,porque são um verdadeiro oásis nesta nossa miserável programação televisiva,nomeadamente no que diz respeito a divulgação e crítica literária
Muito bem!
ResponderEliminarPrevejo seja interessante e estimo aproveitem e que aproveite a cultura.
A cultura somos nós, a sociedade nas suas variadas vertentes, temos de a praticar, promover e até sustentar... se estivermos à espera da tutela, nada acontece.
Ainda há dias discutia sobre isso numa tertúlia com dois amigos, ambos aficcionados, um de esquerda (marxista rural) e outro de direita liberal também pro-rural (convertido...) mas esclarecidos como convém.
Acabei por fazer uma pergunta: nos últimos anos, além de subirem o IVA das toiradas e isentarem dele a Festa do Avante, o que é que o regime, leiam-se os ministros ou secretários de estado da cultura, fizeram????
Alguém consegue responder?
Acabámos a rir.
Saudações culturais cá do Bairro Ribatejano e votos de um Extraordinário fim de semana.
Vejo com a maior satisfação que, Camilo continua a ter cultores!
ResponderEliminarFaria uma pergunta que deixo à consideração geral e de quem sabe do assunto:
- Podemos dizer que Camilo também cultivou o género picaresco? Ou pode ser incluído nele?
A primeira série foi sobre Camões (e a Rosário sabe, pois participou nela) e a segunda foi sobre Camilo. Quem sabe não aparece uma terceira série sobre Eça, ou Natália, ou Vergílio, ou Torga...
ResponderEliminarQuem puder ir a Paredes de Coura, que não falte: dever ser muito interessante.
Boas leituras!📚
Tem razão. Era Camões que queria dizer, e fugiu-me a boca para o Eça, vou já alterar. Esta cabeça...
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