Isabela

Os leitores deste blogue sabem certamente quem é a escritora Isabela Figueiredo, hoje publicada pela Caminho. Ela tornou-se inicialmente conhecida pelo seu livro Caderno de Memórias Coloniais, em que relata sem paninhos quentes a  experiência da sua família em Moçambique quando era uma colónia portuguesa (livro que teve depois uma versão revista e aumentada, que é a que hoje circula) e confirmou o seu talento com o romance A Gorda, que tem umas idas e vindas a África porque a família da história é de retornados (as plantas, a decoração da casa, etc...)  mas é sobretudo a história da dificuldade que tem uma jovem mulher gorda em ter um relacionamento amoroso. O seu terceiro livro, Um Cão no meio do Caminho, foi traduzido em França e vai sair em Setembro, na rentrée, mas já faz parte da lista de semifinalistas do Prémio de Romance da FNAC 2025. Desejamos sorte à autora, claro, que esperamos chegue pelo menos à final, e recomendamos aos Extraordinários que, se não a conhecem, leiam qualquer dos seus livros, que são todos bons, cada um no seu género.

Comentários

  1. Apenas li A Gorda, de que gostei muito. Recomendo.
    Boas férias.
    Manuel Dias da Silva

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  2. Só li "A Gorda". Gostei muito. Tenho os outros dois livros em lista de espera. O tempo nunca chega para ler tudo o que nos apetece, ainda mais se se sofre de gula literária. Também deve ser pecado, mas não capital.

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  3. Li “A gorda” e “Um cão no meio do caminho”.Só posso dizer que gostei muito de ambos e já tive ocasião de o comentar,penso até que neste blog.Parece-me que se trata de uma escritora talvez pouco conhecida,mas com muito potencial

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  4. Viva!
    Tenho A Gorda no meu Kobo para ler este ano. Mas o que eu realmente gostaria de ler é o Caderno de memórias pela sua honestidade e para aprender alguma coisa sobre a nossa história. No entanto, tenho algum medo do que vou descobrir. Bem haja por este blog maravilhoso. Tomo notas de todos os autores que refere pois se os menciona têm qualidade!

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  5. Bom dia.
    Li aquando do seu lançamento, "O caderno de memórias coloniais" que foi na altura uma autêntica pedrada no charco. Na verdade continua a ser um livro muito interessante.
    Também li "A gorda" de que também gostei muito.
    No entanto, e se gostaram dos livros, não percam a leitura dos artigos que têm publicado na imprensa, nomeadamente no Público.
    São muito pessoais e ficamos a conhecer um pouco melhor a escritora.
    Daqui, da margem esquerda do estuário do Tejo, vão os meus desejos de que tenha muito sucesso.
    A. Delfim

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  6. Li recentemente Caderno de Memórias Coloniais, depois de, há alguns anos, ter lido o excelente A Gorda e Um Cão no meio do Caminho, que considerei interessante. Surpreendeu-me o Caderno pela visão holística que dá do colonialismo, estabelecendo uma ligação genética a outras realidades sociais da época, que se mantêm atuais e cada vez mais na (des)ordem do(s) dia(s). O caráter não ideológico habitual em memórias da realidade colonial transforma estas Memórias Coloniais numa inteligente e emotiva abordagem das relações tóxicas de poder (familiar, económico, cultural, social e político), que nos interpela e cativa vivamente, nos dias de hoje. A recente edição integra dois excelentes prefácios da escritora Paulina Chiziane e do filósofo José Gil, que em boa hora decidi ler apenas no final da obra.







    P.

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  7. Já li todos, pela ordem inversa de publicação. Excelente escrita. Excelente narrativa.

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  8. Conheço bem a obra da Isabela Figueiredo e recomendo muito. Fiquei muito feliz que chegasse a França para que a desse a descobrir aos meus amigos leitores franceses.
    Leiam-na que vale muito a pena.

    Boas leituras,
    Carla Pais

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  9. Adorei «Um cão no meio do caminho».
    Vamos ter a habitual pausa de Agosto?

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