Prémios e contos

Este ano, pelos vistos, os contos estão em alta. Heart Lamp, de Banu Mushtaq, uma advogada e activista indiana que escreve em Kannada (língua falada por 65 milhões de pessoas), ganhou este ano o International Booker Prize. É a primeira vez em trinta anos que o prémio mais prestigiado do Reino Unido para livros traduzidos contempla um livro de contos, e decerto havemos de o ler por cá um dia destes, quando chegar a tradução. Também a colectânea Visitar Amigos, de Luísa Costa Gomes, que já tinha sido galardoada com o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, acaba de vencer o prestigiado Prémio Literário DST de ficção (para o ano será poesia), razão de sobra para ficarmos duplamente contentes. Nesse prémio, foram também finalistas livros aqui da casa, como o de Possidónio Cachapa, de que já aqui falei, ou o belíssimo romance pícaro de Paulo Moreiras, a A Vida Airada de Dom Perdigote. São excelentes notícias!

Comentários

  1. António Luiz Pacheco3 de junho de 2025 às 01:45

    Tenho aí para ler o citado "Visitar amigos", com uma muito boa expectativa pois sempre gostei de ler a Luisa Costa Gomes.
    Do famigerado Paulo Moreiras nem se fala, devia estar a escrever de castigo e em permanência, é o que digo!!!
    Tenho alguma curiosidade nesses contos da autora indiana, se bem que o epíteto de "activista" me levante sempre um véu de desconfiança. No entanto, tenho noção de que a Índia, civilização milenar e evoluída, onde impera o hinduísmo, há sikhs, vigora o regime de castas, não comem carne de vaca, é um imenso país que apesar do desenvolvimento tecnológico e intelectual mantém profundas desigualdades que justificam haver activismos no tocante a direitos, nomeadamente das mulheres.

    Votos de evolução e desenvolvimento, cá da Cidade Morena que parece ter entrado no cacimbo, finalmente.

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