Excerto da Quinzena
ASTRO AMORTALHADO
Cansado, um rosto em chama
deseja o fogo que o consome,
e baixa os olhos para o lume
que arde, devagar, aos pés da cama.
No entanto, quem ateia esse lume
o peito lhe incendeia, em cinza
tornando o que dantes sentia
ser fogo brando da luz que nascia.
Não sabe o que trouxe essa luz:
mas um brilho alastra no mundo
com o fulgor profundo do astro
ao qual as nuvens, num último
esforço, consentem o seu rebordo.
Nelas se envolve, por fim, seco sudário.
Nuno Júdice, Livro de Caligrafia (1994-1995), prefácio de Ricardo Marques
Pois... é deveras o género de poesia que não aprecio mesmo.
ResponderEliminarNão me diz rigorosamente nada, talvez pela minha notória incapacidade ou sensibilidade para apreciar poesia. Não sei...
O canto do Martrindinde
é um canto da cidade
vem pela noite dentro
cheio de ambiguidade
O canto do Matrindinde
é um cantar nacional
veio do mato à cidade
e tornou-se universal.
De Ernesto Lara Filho
Este poema, singelo, não será genial e nem apreciado por muitos, porém é claro e faz parte daquilo que eu percebo.
Saudações cá da Cidade Morena onde canta o matrindinde, e, votos de um Extraordinário fim de semana para todos, com muita feira do livro!
:) Não sei porquê, e com as devidas distâncias, o início remeteu-me para um dos meus, muito antigo (os quartetos são do século passado, ainda tinha pouco trajecto a minha adolescência; os tercetos seriam substituídos em 2014):
ResponderEliminarhttps://ocasosluiscaminha.blogspot.com/2019/08/soneto-da-tentacao.html
Caro António Luiz Pacheco,
ResponderEliminarPostar é favor do vento e das críticas é fácil, difícil é rimar contra a maré.
Um bom fim-de-semana, também, sem eleições e sem futebol mas com Feira do Livro na capital do Império.
O algoritmo ou a I.A. do telemóvel ou lá o que foi, trocou a palavra "poetar" por "postar", posto isso, nada tenho a acrescentar.
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